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Seciteci divulga projetos selecionados para etapa regional da Mostra Estadual de Ciência em Sorriso

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci-MT) divulgou a relação dos trabalhos aprovados para apresentação na Etapa Regional Norte da XVIII Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Mecti). O evento será realizado no dia 19 de junho, na Escola Técnica Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Etec) de Sorriso. Os participantes já podem consultar a relação dos trabalhos selecionados, bem como as informações necessárias para a organização das apresentações, disponíveis aqui (clique).

A etapa reunirá estudantes de diferentes municípios da região Norte do Estado, que apresentarão projetos desenvolvidos nas áreas de ciência, tecnologia, inovação, sustentabilidade, empreendedorismo e economia criativa. Os projetos serão avaliados nas modalidades presencial e on-line, conforme a opção realizada durante o período de inscrição.

Para os participantes da modalidade remota, no dia 18 de junho serão encaminhados por e-mail os horários das apresentações, a identificação das salas virtuais e os respectivos links de acesso. A orientação é para que estudantes e professores acompanhem regularmente suas caixas de entrada, incluindo as pastas de spam.

Além das apresentações e avaliações dos projetos, a programação contará com atividades voltadas à integração dos participantes, troca de experiências e divulgação da produção científica desenvolvida nas instituições de ensino da região.

Confira lista de selecionados

Apresentação presencial

LOGIA BRASIL – Aplicação da Inteligência Artificial na Otimização e Roteirização dos Processos Logísticos de Transportes de Medicamentos

OCEAN PURIFIER: Plataforma Autônoma de Limpeza Oceânica com Matriz Híbrida e Economia Circular

PRIVATE GUARDIAN AI: Sistema Inteligente de Detecção e Prevenção de Situações de Risco

Núcleo de Aço

Hidroponia como Alternativa Sustentável na Agricultura Moderna

Porta-Copos Raízes de Mato Grosso

Lie Detector

Sistema de Ovitrampas no Combate à Dengue: Um Estudo em Matupá-MT

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SafeVision4.0

Bengala Eletrônica com Feedback Proporcional à Distância

Mentes Digitais: O Analfabetismo das IAs nas Escolas

Saneamento Sustentável no Campo

Estrogênias: Impactos de um Projeto Educacional na Participação Feminina em Ciência, Tecnologia e Robótica no Ensino Fundamental

EmpreendeTech: Inovação Tecnológica e Empreendedorismo Digital

Arbórea IA: Análise de Modelos 3D de Árvores Urbanas com Inteligência Artificial

Alimenta Fit: Plataforma Digital de Curadoria e Delivery de Alimentação Saudável Personalizada

Plataforma Inteligente de Engenharia Elétrica, Telecomunicações e Inteligência Artificial

Ondas Verdes na Gestão de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

Uma Revisão Bibliográfica acerca da Usabilidade da Plataforma BBC nas Aulas Práticas das Disciplinas de Eletrônica, Instalações Elétricas e Acionamentos Elétricos nos Cursos Técnicos da SECITECI Sorriso – MT

AgroSmart: Gotas de Precisão, Tecnologia que Cultiva o Amanhã

VisionMed

Projeto Eco Game Sênior: Uma Experiência Lúdica e Ecológica Aplicada à Terceira Idade no Município de Matupá-MT

Recuperação Ambiental e Redução do Desmatamento no Portal da Amazônia: Estratégias Sustentáveis para Áreas Degradadas

Apresentação on-line

Sistema Inteligente de Limpeza de Placas Solares com Monitoramento por Inteligência Artificial e Reuso de Água

As Cientistas e suas Contribuições para Ciência, Tecnologia e Inovação

BIOMOVE AGTECH: Desenvolvimento de Órtese Modular Sustentável em Biocompósito de PET Reciclado e Tecnologia Assistiva de Baixo Custo

Sustentabilidade no Agronegócio: Recuperação de Áreas Degradadas, Uso Eficiente da Água, Sistema ILPF e Créditos de Carbono

Designers do Futuro – Revista de Tecnologia, Inovação e Cultura Digital

Solar Clean

Pré-Tratamento por Adsorção de Óleo Residual para Biodiesel: Sinergia entre Carvão Ativado e Terra Diatomácea

RH Inteligente IA: Plataforma Inteligente para Gestão de Frequência, Indicadores de RH e Apoio à Folha de Pagamento em Pequenas Empresas

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Pulse Edu – Sistema Inteligente

Velocidade Média de um Carrinho de Controle Remoto e de um Avião de Papel

A Aprendizagem da Matemática por Meio do Livro O Diabo dos Números

Carbon-Fértil: Condicionador Biológico para Solos Degradados

AgroVision: Implementação de Modelos de Visão Computacional Aplicados ao Manejo de Precisão em Pequenas Propriedades

SoloVivo: Monitoramento Inteligente do Solo para Agricultura de Precisão

Iluminação Sustentável com Energia do Vento

Projeto MRJ: Transformando Vidas por Meio do Artesanato Sustentável

BioRoot+ Carbon: Tecnologia Sustentável para Crescimento Vegetal

Desenvolvimento de Tijolos Sustentáveis a partir do Reaproveitamento de Resíduos Plásticos

Sync Estoque: Aplicativo de Gestão e Controle de Estoque

Contribuições da HQ Logicomix na Aprendizagem da Matemática

SolarClean AI: Sistema Inteligente de Limpeza de Placas Solares com Monitoramento por Inteligência Artificial e Reuso de Água

Capacete Inteligente para Monitoramento Térmico e Gestão Automatizada de Repouso Térmico em Câmaras Frigoríficas

BoviTech

SmartTool – Sistema Inteligente de Controle de Ferramentas

Literatura e Resolução de Problemas por Meio da Obra O Homem que Calculava, de Malba Tahan

IrrigaTech – Sistema de Irrigação Sustentável

Agro Scan IA

A Geometria do Jogo: Desvendando a Bola de Futsal

Sistema Eletrônico para Detecção de Agrotóxicos usando Arduino e Análise Gráfica de Dados

KNT ReWood – Reaproveitamento Inteligente de Resíduos Madeireiros

Orientação Profissional para o Ensino Médio com VR

RenovaPapel: Prensa Sustentável de Papel

Edifício Turbo

MakerLab 2.0: Prototipagem de Soluções Sustentáveis na EE José Aparecido Ribeiro

RailFlux

Fertilizante Sólido no Agronegócio: Desafios e Oportunidades para a Sustentabilidade em Lucas do Rio Verde – MT

Sistema de Combate a Incêndios Fotovoltaicos – SCIF

Harpia 1

Feira Digital Inteligente

Hidravelix

Fonte: Governo MT – MT

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O Idiota e a tragédia de sermos a nossa pior história

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As primeiras páginas de O Idiota (1868), contudo, revelaram o meu engano.Esse assombro não se deu por uma suposta superioridade estética, mas pelo incômodo da pergunta que o romance nos lança. Enquanto em outras obras ele investiga a anatomia do mal ou os abismos da culpa, aqui o problema é outro: o que acontece quando a bondade radical colide frontalmente com a humanidade real, com toda a sua liberdade e o seu fatalismo?A própria escolha do título já funciona como um soco. O Idiota, na tradição eslava do iuródivii (o “louco de Deus” ou o tolo sagrado), é o veredito imediato que a sociedade reserva a quem não sabe dissimular.Logo no início da trama, quando o príncipe Lev Nikoláievitch Míchkin desce do trem em Petersburgo, voltando de um sanatório na Suíça com sua trouxinha de roupas e uma capa gasta de estrangeiro, ele é a própria nudez d’alma. Observando-o, solto nos salões de intrigas da aristocracia russa, o prognóstico é quase instintivo: vão devorá-lo vivo. E quase engolem, pois ele é recebido com risinhos, escárnio e desconfiança. Acontece que a pureza despojada, invariavelmente, incomoda. A gente costuma rir do que não entende, ou do que expõe as nossas próprias máscaras. Sem proferir discursos moralistas, a simples presença do príncipe atua como um espelho profundamente desconfortável. E ninguém gosta de se olhar num espelho que não distorce os defeitos.Ao entrar na vida daquelas pessoas, Míchkin subverte as regras do jogo. É aqui que o romance revela a sua verdadeira genialidade. Se eu tivesse de resumir a grandeza de O Idiota a um único movimento, seria este:Míchkin passa a história inteira recusando-se a reduzir as pessoas à sua pior queda. A tragédia é que quase todas elas continuam a olhar para si mesmas exatamente por esse prisma.Essa miopia existencial é a patologia que contamina todo o ecossistema do livro. Não se trata de um cativeiro exclusivo de uma personagem; é a tragédia humana de estarmos aprisionados às narrativas que forjamos sobre nós mesmos.Basta olhar para Gánia. Ele se odeia por ser medíocre, por querer vender a própria vida por setenta e cinco mil rublos em um casamento de conveniência, mas se convenceu de que não tem outra saída. O mesmo vale para Rogójin, que se vê como um bruto, consumido por uma paixão doentia e incontrolável, fadado a destruir o que ama porque o fatalismo corre no seu sangue. Até a jovem e orgulhosa Agláia vive presa a ideais românticos que não param em pé na realidade árida. Em certa medida, todos estão algemados às suas piores versões. No centro dessa engrenagem, Nastácia Filíppovna é a expressão mais aguda dessa mesma tragédia. Marcada por anos de exploração e abuso nas mãos de Tótskii, ela sucumbe à mais cruel forma de autoengano: perdeu o próprio olhar. A sua ruína não é apenas o trauma sofrido, mas o fato de que ela assumiu a degradação como identidade, passando a enxergar a si mesma exclusivamente através dos olhos de quem a sujou. Ocorre que Míchkin não aceita o roteiro fatalista de nenhum deles. Ele se recusa a converter o acidente moral na essência ontológica da pessoa.A prova definitiva dessa postura surge na cena aterradora em que Gánia, cego de raiva e humilhação, tenta agredir a própria irmã e o príncipe entra no meio para receber a bofetada. A reação de Míchkin desarma moralmente o agressor. Ele não revida. Ele não humilha. Ele apenas sofre, de forma sincera e antecipada, pela vergonha profunda que o outro sentirá de si mesmo. O príncipe redime a cena porque enxerga, sob os escombros do ato covarde, a centelha de humanidade fraturada de quem o cometeu. Há nisso uma intuição psicológica tão devastadora que fatalmente nos empurra para uma projeção inevitável: o que faríamos com um Míchkin no século XXI?A resposta mais amarga é que o crucificaríamos ainda mais rápido. O fatalismo que Dostoiévski combate — a ideia de que um erro resume a sua biografia inteira — virou a regra de ouro do nosso tempo. As redes sociais apenas industrializaram a nossa pressa em reduzir pessoas aos seus piores momentos. Se a aristocracia do século XIX ria do príncipe e o tomava por louco, nossos tribunais digitais o cancelariam sem piedade. A recusa dele em apedrejar o outro seria lida como cumplicidade; sua empatia, diagnosticada como fraqueza.É precisamente contra esse pano de fundo sombrio que a famosa máxima “a beleza salvará o mundo” ganha um peso aterrador.Trata-se de algo muito além da estética — a exuberância de Nastácia, afinal, só atua como estopim de ciúmes, rivalidades e ruínas. A verdadeira beleza do romance habita uma dimensão estritamente moral e espiritual. Ela reside na teimosia de enxergar dignidade onde o mundo só aponta destroços. Na capacidade de resgatar o que sobrou de sagrado sob os escombros da culpa. Dostoiévski, no entanto, é um pensador complexo demais para nos legar uma parábola reconfortante. O livro não acaba em uma apoteose triunfal da virtude; acaba em colapso. Porque o escritor entendeu uma lei tristíssima: nenhuma quantidade de compaixão externa anula a liberdade do outro. Míchkin descortina o horizonte das possibilidades, oferece a redenção, mas não pode habitá-la nos outros.Por isso, terminamos a leitura com um nó na garganta. O livro nos arranca da confortável posição de observadores, obriga-nos a encarar o nosso próprio reflexo e nos confronta com o tema da dignidade humana e dos invólucros a que a submetemos. Questão de amarga solução. Talvez por isso a pergunta central do romance continue tão viva: se a nossa dignidade é intrínseca e somos infinitamente maiores do que a pior história que contamos sobre nós mesmos, por que insistimos em viver — e em julgar — como se não fôssemos?
*Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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