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Confinamento de bovinos deve ter oferta favorável de insumos no 2º semestre de 2026, impulsionado por safra recorde de grãos
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O segundo semestre de 2026 deve apresentar um cenário mais favorável para a compra de insumos destinados à nutrição animal no confinamento bovino. A avaliação é de especialistas do setor, que projetam melhora na relação de troca entre boi gordo e matérias-primas, impulsionada pela maior oferta de grãos e subprodutos industriais.
Safra recorde de soja amplia oferta de farelo
De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de soja deve atingir níveis recordes, elevando o volume de processamento e, consequentemente, a disponibilidade de farelo de soja no mercado.
O insumo, antes menos utilizado por grandes confinamentos, ganha espaço nas formulações de dietas devido à maior oferta e competitividade de preços.
DDG e farelo de algodão entram no radar do confinamento
Outro destaque é o DDG (grãos secos de destilaria), que deve registrar maior regularidade de oferta ao longo do semestre.
Segundo o coordenador de Planejamento de um grupo do setor pecuário, ajustes operacionais realizados no início do ano devem ser normalizados, ampliando a disponibilidade do insumo.
“Algumas usinas passaram por ajustes operacionais no início do ano, mas a tendência é de normalização ao longo do segundo semestre. Quem se antecipou na compra garantiu melhores condições”, explica Fabiano Carvalho.
O farelo de algodão também pode apresentar oportunidades pontuais de aquisição, especialmente diante dos estoques industriais e da proximidade da nova safra, exigindo atenção ao timing de compra.
Produção de etanol de milho reforça oferta de subprodutos
A expansão da produção de etanol de milho no Brasil, estimada em cerca de 20 bilhões de litros anuais segundo a União Nacional do Etanol de Milho, também deve contribuir para o aumento da oferta de subprodutos utilizados na nutrição animal.
Com mais milho direcionado à produção industrial, cresce a disponibilidade de coprodutos utilizados nas dietas de confinamento.
Cautela com o milho diante de volatilidade global
Apesar do aumento de oferta, especialistas recomendam cautela na aquisição do milho, principal componente da dieta de confinamento.
“O milho, como qualquer commodity, está sujeito a oscilações influenciadas por fatores geopolíticos. É fundamental considerar possíveis variações de preços”, alerta Fabiano Carvalho.
Estratégias de compra ganham importância na gestão do confinamento
Ao longo de 2025, estratégias de aquisição escalonada mostraram-se fundamentais para proteger margens e reduzir riscos de volatilidade. Entre as principais práticas adotadas por grupos do setor estão:
- Fixação parcial e escalonada de insumos
- Gestão de margem por lote
- Monitoramento diário dos mercados físico e futuro
- Controle rigoroso da conversão alimentar
- Uso de tecnologia para acompanhamento de desempenho individual
Segundo especialistas, essas práticas ajudam a reduzir a exposição às oscilações de mercado e aumentam a previsibilidade do custo por arroba produzida.
Eficiência produtiva passa a ser determinante na rentabilidade
Além do controle de custos, indicadores como ganho de carcaça e produção de arrobas ganham protagonismo na análise de desempenho dos confinamentos.
“O peso vivo pode variar, mas o ganho de carcaça e a produção de arrobas no período de engorda refletem o resultado real da operação e a margem no frigorífico”, destaca Fabiano Carvalho.
Perspectiva para 2026 reforça profissionalização do confinamento
O cenário para 2026 aponta para a manutenção do confinamento como ferramenta estratégica na pecuária brasileira, com maior exigência de gestão profissionalizada, uso de tecnologia e disciplina na compra de insumos.
Para especialistas do setor, a combinação entre oferta favorável de alimentos e gestão eficiente de custos deve sustentar a competitividade das operações mais tecnificadas ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mato Grosso acelera colheita do milho 2ª safra, mas custos da próxima temporada sobem até 15% e exigem cautela no planejamento
A colheita do milho segunda safra 2025/26 avança em ritmo acelerado em Mato Grosso, ao mesmo tempo em que o produtor rural já liga o sinal de atenção para o aumento dos custos de produção da próxima temporada. O cenário combina boa evolução no campo com pressão financeira para o ciclo 2026/27, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Colheita do milho avança e se aproxima da média histórica
Na segunda semana de junho, a colheita do milho em Mato Grosso atingiu 11,29% da área estimada, conforme levantamento do Imea. O avanço representa mais de 5 pontos percentuais em relação à semana anterior e supera o desempenho do mesmo período da safra 2024/25, quando os trabalhos estavam em cerca de 7%.
O ritmo atual também se aproxima da média dos últimos cinco anos, indicando um comportamento alinhado ao histórico do estado, maior produtor de milho segunda safra do Brasil.
A área total destinada ao cereal foi mantida em 7,39 milhões de hectares. Com a revisão mais recente, a produtividade média está estimada em 120,28 sacas por hectare, com produção projetada de 53,35 milhões de toneladas.
Segundo a analista de agricultura do Imea, Milena Bezerra, o desempenho em campo pode ganhar ainda mais intensidade nas próximas semanas.
“O ritmo da colheita segue avançando, com desempenho superior ao da safra passada e próximo da média histórica. Caso o clima permaneça favorável, a tendência é de aceleração dos trabalhos e consolidação de um cenário de boa produtividade”, afirma.
Custos da safra 2026/27 sobem até 15% e pressionam planejamento
Enquanto a colheita da safra atual avança, o produtor já observa um cenário de aumento significativo nos custos para o próximo ciclo. De acordo com o Projeto Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido pelo Senar-MT em parceria com o Imea, o custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare em maio, alta de 14,46% em relação à safra 2025/26.
O Custo Operacional Efetivo (COE) também apresentou avanço relevante, projetado em R$ 5.528,49 por hectare, crescimento de 15,03% na comparação anual. Considerando a produtividade estimada de 120,28 sacas por hectare, o ponto de equilíbrio para cobrir o COE exige preço mínimo de R$ 45,96 por saca.
Já o Custo Total (CT) foi estimado em R$ 7.418,49 por hectare, aumento de 10,30% frente ao ciclo anterior, reforçando o desafio de rentabilidade no médio prazo.
El Niño entra no radar e pode afetar janela do milho
Além da pressão de custos, o planejamento da safra 2026/27 também exige atenção aos efeitos climáticos, especialmente em relação ao fenômeno El Niño.
Segundo o Imea, o impacto indireto sobre o milho ocorre principalmente via cultura da soja, já que alterações no regime de chuvas podem comprometer o calendário de plantio da oleaginosa e, consequentemente, reduzir a janela ideal para o milho segunda safra.
Para a especialista, o cenário exige estratégia mais cautelosa por parte dos produtores, especialmente no manejo de risco e no planejamento de compra de insumos.
Cenário combina boa safra atual e alerta para o próximo ciclo
O atual ciclo de milho em Mato Grosso confirma boa performance de campo, com produtividade projetada acima da média histórica e colheita em ritmo consistente. No entanto, o aumento dos custos de produção e as incertezas climáticas para 2026/27 reforçam um ambiente de maior atenção no planejamento agrícola.
A combinação entre custos elevados, dependência climática e necessidade de eficiência operacional deve marcar o próximo ciclo do milho no estado, exigindo maior profissionalização na gestão das propriedades rurais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

