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Mercado de trabalho aquecido fortalece consumo, mas preocupa Banco Central com inflação
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O mercado de trabalho brasileiro continua demonstrando forte resiliência em 2026. A taxa de desemprego permaneceu em 5,6%, um dos menores níveis da série histórica, enquanto os rendimentos reais dos trabalhadores seguem em trajetória de crescimento.
Embora o resultado seja positivo para a economia, ele também aumenta o desafio do Banco Central no combate à inflação.
Renda maior impulsiona consumo
O aumento da massa salarial fortalece o consumo das famílias e sustenta diversos setores da economia.
Na prática, mais renda significa maior demanda por alimentos, combustíveis, bens industriais e serviços.
Esse movimento ajuda a manter o crescimento econômico, mas também pode prolongar pressões inflacionárias.
Reflexos para o agronegócio
Para o setor agropecuário, um mercado de trabalho fortalecido representa aumento do consumo doméstico de proteínas, leite, frutas, hortaliças, grãos processados e alimentos industrializados.
Essa demanda contribui para sustentar parte da produção nacional, reduzindo a dependência exclusiva das exportações.
Crédito continua sendo desafio
Ao mesmo tempo, um mercado de trabalho aquecido reduz a velocidade de queda da inflação, levando o Banco Central a manter juros elevados.
Isso significa custos financeiros maiores para produtores rurais que dependem de financiamento para custeio, investimento e expansão da produção.
Perspectivas
Especialistas avaliam que o mercado de trabalho deverá permanecer relativamente forte durante boa parte de 2026, embora a desaceleração econômica esperada para os próximos trimestres possa reduzir gradualmente o ritmo de geração de empregos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO
O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.
Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.
“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.
Ciência e sustentabilidade
Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.
Aquicultura e mudanças climáticas
Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.
Valorização da pesca artesanal
O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.
Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura



