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Programa Pecuária Forte alcança até 72% de prenhez com sêmen Hereford e Braford em Dom Feliciano (RS)

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Índice de prenhez anima início do programa em Dom Feliciano

O Programa Pecuária Forte registrou um índice aproximado de 72% de prenhez nas primeiras inseminações realizadas com sêmen das raças Hereford e Braford em propriedades de Dom Feliciano, no Rio Grande do Sul.

Até o momento, três produtores rurais participaram da etapa inicial do programa, utilizando 70 doses de sêmen, com confirmação de prenhez em 50 matrizes. As demais 20 inseminações não apresentaram resultado positivo nesta primeira avaliação.

O projeto é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Dom Feliciano e a Conexão Delta G, formalizada durante a Expointer 2025, com o objetivo de ampliar o acesso de produtores locais a genética bovina de alta qualidade.

Iniciativa distribui 500 doses de sêmen para melhoria genética do rebanho

Ao todo, o programa disponibilizou 500 doses de sêmen das raças Hereford e Braford para uso no rebanho bovino do município. A iniciativa busca fortalecer a pecuária de corte local por meio da utilização de material genético oriundo de programas de seleção avançada.

Segundo o secretário adjunto de Agricultura de Dom Feliciano, Diego Lesniki, o programa conta atualmente com cerca de 20 criadores participantes, embora nem todos atuem na etapa de cria, condição necessária para a realização das inseminações.

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O gestor explica que parte dos produtores trabalha apenas com recria e terminação, o que limita a adesão ao programa nesta fase inicial.

Controle técnico e coleta de dados são desafios na execução do projeto

De acordo com a Secretaria de Agricultura, algumas propriedades apresentam rebanhos menores e distribuídos em diferentes áreas, o que dificulta o manejo reprodutivo e o acompanhamento dos animais.

Entre os principais pontos de atenção estão o controle de dados produtivos, como peso ao nascimento e desmama, além da organização das informações zootécnicas.

Para garantir maior precisão na avaliação dos resultados, a prefeitura optou por iniciar o programa com um grupo reduzido de produtores, que consegue fornecer dados mais detalhados sobre as matrizes inseminadas.

Entre as informações coletadas estão:

  • Data da inseminação
  • Identificação da matriz
  • Sêmen utilizado
  • Escore corporal
  • Presença de cria ao pé
  • Idade da vaca

Esses registros serão fundamentais para o acompanhamento do desempenho dos animais nascidos a partir do programa.

Genética de ponta chega ao campo por meio da Conexão Delta G

A Conexão Delta G é responsável pela doação do material genético utilizado no programa. Segundo o vice-presidente da entidade, Octaviano Pereira Neto, as doses de sêmen disponibilizadas são provenientes de touros selecionados, em sua maioria integrantes do Programa Touro Jovem.

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O programa realiza seleção criteriosa de reprodutores, identificando animais de alto desempenho dentro dos rebanhos avaliados.

Segundo Pereira Neto, apenas uma pequena parcela dos animais se destaca nesse processo seletivo, representando entre 0,1% e 0,5% dos nascimentos. Esses exemplares são considerados de alto valor genético e passam a compor a base de reprodução utilizada pelas empresas associadas à entidade.

Expectativa é acompanhar evolução dos terneiros até a desmama

Os primeiros nascimentos provenientes do programa devem ocorrer entre o final do inverno e a primavera. A partir dessa etapa, a Prefeitura de Dom Feliciano e a Conexão Delta G pretendem acompanhar o desenvolvimento dos terneiros nas propriedades participantes.

O monitoramento deverá permitir a avaliação do impacto do uso de genética superior no desempenho dos animais, além de fornecer dados técnicos para a continuidade e possível ampliação do programa nos próximos ciclos.

A iniciativa reforça o avanço do melhoramento genético na pecuária de corte e destaca a importância de parcerias institucionais para ampliar o acesso de pequenos e médios produtores a tecnologias reprodutivas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços globais dos alimentos caem em junho com recuo de açúcar, cereais e lácteos, aponta FAO

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Os preços internacionais dos alimentos voltaram a recuar em junho, marcando o segundo mês consecutivo de queda, de acordo com o mais recente levantamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A redução foi puxada principalmente pelos menores preços do açúcar, dos cereais e dos produtos lácteos, compensando os avanços registrados nos mercados de carnes e óleos vegetais.

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que monitora mensalmente a variação dos preços de uma cesta de commodities agrícolas comercializadas no mercado internacional, atingiu média de 130,3 pontos em junho, abaixo dos 130,8 pontos registrados em maio.

Apesar da retração mensal, o indicador permanece 1,7% acima do mesmo período de 2025, embora ainda esteja 18,7% abaixo do recorde histórico alcançado em março de 2022, quando a guerra entre Rússia e Ucrânia provocou forte turbulência no mercado global de alimentos.

Cereais pressionam índice para baixo

O principal fator para a queda do índice foi o desempenho do grupo dos cereais, cujos preços recuaram 3,5% em relação ao mês anterior.

No mercado de trigo, a pressão veio do avanço acelerado da colheita e das perspectivas favoráveis de produção na região do Mar Negro, aumentando a oferta disponível no mercado internacional.

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Já o milho apresentou desvalorização diante da expectativa de ampla oferta na América do Sul, especialmente após boas safras, além da influência da queda nas cotações internacionais do petróleo, fator que reduz parte da demanda por biocombustíveis.

Em sentido contrário, o arroz registrou valorização de 3,2%, impulsionado pelo aumento da demanda asiática pelo arroz da variedade indica.

Açúcar recua com maior produção brasileira

O açúcar apresentou uma das maiores quedas do levantamento, com retração de 5,7% em junho.

Segundo a FAO, a redução foi favorecida pelo menor preço do etanol no Brasil, o que incentivou as usinas a direcionarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a fabricação de açúcar, ampliando a oferta no mercado internacional.

Mesmo assim, preocupações relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção na Índia e na Tailândia limitaram uma queda ainda mais intensa das cotações.

Lácteos caem, mas carnes renovam máximas

O segmento de produtos lácteos também registrou recuo, com queda de 1,5%, refletindo o aumento da oferta global.

Na direção oposta, o índice de carnes avançou 0,4%, alcançando novo recorde histórico. O movimento foi liderado pelo mercado de carne de aves, sustentado pela forte demanda internacional e pelo ritmo consistente das importações em diversos países.

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Óleos vegetais seguem valorizados

Os preços dos óleos vegetais voltaram a subir em junho, com alta de 3,8%.

A valorização foi impulsionada principalmente pelas cotações do óleo de palma e do óleo de colza, favorecidas pelo crescimento da demanda da indústria de biodiesel e pelas expectativas de consumo em importantes mercados internacionais.

Impactos para o agronegócio

Embora a leve queda do índice global indique maior equilíbrio no mercado internacional de alimentos, os movimentos seguem distintos entre as diferentes commodities. Para exportadores brasileiros, especialmente dos setores de açúcar, milho e carnes, a dinâmica dos preços internacionais continuará sendo determinante para a competitividade, formação de preços internos e desempenho das exportações ao longo do segundo semestre.

A evolução das condições climáticas, o comportamento da demanda asiática, o mercado de energia e a oferta agrícola nos principais países produtores permanecem entre os fatores que devem influenciar as próximas divulgações do índice da FAO.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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