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Contenção bovina eficiente reduz estresse, melhora o bem-estar animal e aumenta a produtividade nas fazendas
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A modernização da pecuária brasileira tem ampliado o uso de tecnologias voltadas à segurança, ao bem-estar animal e à eficiência operacional. Entre elas, os equipamentos de contenção bovina ganham cada vez mais importância por proporcionarem manejos mais seguros, precisos e alinhados às exigências da produção pecuária moderna.
Com um rebanho superior a 200 milhões de cabeças, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil demanda estruturas capazes de garantir maior eficiência durante procedimentos sanitários e zootécnicos, reduzindo riscos tanto para os animais quanto para as equipes de trabalho.
Equipamentos tornam manejos mais seguros e eficientes
Os equipamentos de contenção são utilizados em diversas atividades rotineiras das fazendas, como vacinação, aplicação de medicamentos, identificação dos animais, pesagens, exames e outros procedimentos sanitários.
Ao promover a imobilização adequada dos bovinos, essas estruturas aumentam a precisão das operações, diminuem falhas na execução dos protocolos e reduzem significativamente o risco de acidentes durante o manejo.
Segundo Carla Ferrarini, gerente de Comunicação e Bem-Estar Animal e Humano da Beckhauser, a utilização de estruturas inadequadas ou improvisadas pode comprometer tanto a saúde dos animais quanto os resultados produtivos da propriedade.
“A redução do estresse durante o manejo contribui para melhorar o bem-estar dos animais e torna toda a rotina da fazenda mais eficiente. O animal precisa ser visto como parte central desse processo”, afirma.
Manejo inadequado compromete desempenho e aumenta riscos
Além de provocar lesões como hematomas, escoriações e fraturas, a contenção inadequada pode prejudicar a aplicação correta de vacinas e medicamentos, comprometendo a eficiência dos protocolos sanitários.
O estresse excessivo também interfere na resposta imunológica dos bovinos, reduzindo a eficácia das ações preventivas e impactando o desempenho produtivo do rebanho.
Outro ponto de atenção é a segurança dos trabalhadores. A ausência de equipamentos apropriados aumenta a ocorrência de acidentes, como esmagamentos, cabeçadas e lesões causadas pelo esforço físico repetitivo durante o manejo.
Evolução da pecuária impulsiona novas tecnologias
O avanço dos sistemas de produção e das características genéticas dos rebanhos brasileiros também estimulou o desenvolvimento de equipamentos mais modernos e versáteis.
Os novos modelos acompanham as necessidades de diferentes categorias de bovinos, incluindo animais oriundos de cruzamentos industriais, oferecendo maior flexibilidade para diversos sistemas produtivos.
Além da robustez, os equipamentos atuais são projetados para atender aos princípios do manejo racional, respeitando o comportamento natural dos animais e reduzindo o uso de força física, ruídos excessivos e situações que provoquem medo ou reações agressivas.
Bem-estar animal e humano caminham juntos
De acordo com Carla Ferrarini, o conceito de “bem-estar único” tem orientado o desenvolvimento das novas soluções para contenção bovina.
Segundo ela, os equipamentos precisam oferecer conforto aos animais e, ao mesmo tempo, proporcionar melhores condições de trabalho aos operadores, tornando as atividades mais seguras e eficientes.
Essa abordagem favorece o desempenho dos protocolos sanitários, reduz perdas de insumos, melhora a organização das rotinas e contribui para uma gestão mais eficiente das propriedades rurais.
Desafios para ampliar a adoção
Apesar dos benefícios, a adoção de equipamentos modernos de contenção ainda enfrenta alguns obstáculos no campo.
Entre eles estão o investimento necessário para aquisição das estruturas, a permanência de práticas tradicionais de manejo, a falta de conhecimento sobre os impactos da contenção adequada e a resistência à mudança em propriedades com rotinas já consolidadas.
Entretanto, a crescente exigência dos mercados por rastreabilidade, produtividade, bem-estar animal e sustentabilidade tende a acelerar a modernização da pecuária brasileira.
Nesse cenário, especialistas avaliam que os sistemas de contenção modernos devem ganhar espaço como ferramentas estratégicas para elevar a eficiência operacional, reduzir acidentes, melhorar os indicadores sanitários e fortalecer a competitividade das fazendas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA e instituições parceiras firmam Compromisso Cidadão para aprimorar a regularização da aquicultura em águas da União
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), a Marinha do Brasil e representantes do setor aquícola formalizaram, nesta quarta-feira (7), o Compromisso Cidadão da Aquicultura, iniciativa voltada ao aprimoramento dos procedimentos de regularização de empreendimentos aquícolas em águas de domínio da União.
A assinatura ocorreu durante sessão plenária do TCU, em Brasília, e integra o modelo de governança colaborativa denominado Compromisso Cidadão, conduzido pelo Tribunal para promover a construção conjunta de soluções para problemas públicos que envolvem diferentes instituições e a sociedade.
O instrumento busca enfrentar desafios relacionados à morosidade processual, à falta de padronização de procedimentos e às dificuldades de acesso às informações sobre o andamento das solicitações de cessão de uso. A proposta é tornar a regularização mais ágil, transparente e previsível, proporcionando maior segurança jurídica aos produtores e melhores condições para o desenvolvimento sustentável da atividade.
Governança integrada e responsabilidades
O Compromisso estabelece uma atuação coordenada entre as instituições participantes, respeitadas suas competências legais e atribuições específicas.
O MPA será responsável pela coordenação do Comitê de Governança, pela definição dos indicadores de acompanhamento e pelo aprimoramento dos instrumentos de gestão e transparência das informações relativas aos processos. A SPU atuará na padronização dos procedimentos de destinação de áreas da União e no acompanhamento das análises realizadas por suas superintendências regionais. A Marinha do Brasil, por sua vez, desenvolverá medidas para aperfeiçoar os fluxos de avaliação dos projetos e racionalizar os procedimentos de vistoria, preservando os requisitos de segurança da navegação.
As entidades representativas dos aquicultores também participarão da governança, contribuindo para a identificação de dificuldades, a proposição de melhorias, a divulgação de orientações técnicas e a mobilização dos produtores para apresentação adequada dos projetos e atendimento às exigências documentais.
O Compromisso terá vigência inicial de 18 meses, período em que serão acompanhados os resultados das ações pactuadas, com avaliação ao final de sua execução.
Como funciona a regularização
A solicitação de cessão de uso de águas da União para fins de aquicultura é realizada digitalmente, por meio da plataforma gov.br. Nesse procedimento, o interessado apresenta ao MPA as informações técnicas e geográficas necessárias à caracterização do empreendimento, acompanhadas da documentação exigida para análise do pedido. Após aprovação técnica, o Ministério encaminha o processo para a Marinha do Brasil e para a Secretaria do Patrimônio da União, para avaliação da segurança da navegação e para destinação do bem da União (área aquícola), respectivamente.
Medidas previstas
O Compromisso Cidadão estabelece um Plano de Ação com responsabilidades, produtos e prazos definidos, organizado em oito eixos de atuação. Entre as principais medidas estão a instituição de um Comitê de Governança, a definição de indicadores de desempenho, a implantação de painéis de acompanhamento processual e o desenvolvimento de soluções tecnológicas para aprimorar a gestão das informações.
Também estão previstas a padronização de procedimentos administrativos, a revisão de fluxos de análise, a elaboração de materiais orientativos e a realização de atividades de capacitação para produtores e consultores técnicos.
Com o Compromisso Cidadão da Aquicultura, as instituições participantes reforçam a cooperação para tornar os procedimentos administrativos mais eficientes, sem comprometer os requisitos técnicos, ambientais e de segurança aplicáveis ao uso das águas da União.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
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