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Aprenda como fazer o tradicional Tacacá

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O tacacá é um caldo quente de origem indígena e prato típico da Região Norte do Brasil. Servido em uma cuia, ele leva tucupi (caldo de mandioca-brava temperado), goma de mandioca, jambu (erva que causa leve dormência na boca) e camarão seco.

O segredo do prato está em preparar cada parte separadamente e fazer a montagem direto na cuia ou tigela na hora de servir.

Ingredientes

Para o Tucupi (Caldo)
2 litros de tucupi
4 dentes de alho amassados
4 folhas de chicória-do-Pará
4 pimentas-de-cheiro picadas
1 colher de chá de sal

Para a Goma
1 xícara de goma de mandioca (ou polvilho azedo/goma de tapioca)
1 litro de água

Para o Jambu e Camarão
2 maços de jambu limpos
500g de camarão seco salgado

Modo de Preparo

1. O Tucupi
Coloque o tucupi em uma panela média.
Adicione o alho, a chicória, a pimenta-de-cheiro e o sal.
Deixe levantar fervura.
Abaixe o fogo, tampe e cozinhe por 30 minutos para apurar o sabor.

2. O Camarão e o Jambu
Retire a cabeça e as patinhas dos camarões.
Lave-os bem e ferva em água por 5 minutos para dessalgar um pouco. Escorra e reserve.
Em outra panela com água fervente, cozinhe o jambu por 10 a 15 minutos até os talos amolecerem. Escorra e reserve.

3. A Goma
Dissolva a goma de mandioca em um copo de água fria para não empelotar.
Ferva o restante do 1 litro de água.
Despeje a goma dissolvida na água fervente, mexendo sem parar em fogo brando.
Cozinhe até virar um mingau bem grosso e transparente.

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Como Montar o Prato
A montagem deve ser feita individualmente na cuia ou tigela e servida imediatamente:
Coloque uma concha pequena de tucupi bem quente.
Adicione uma boa colherada da goma transparente.
Distribua algumas folhas de jambu e os camarões por cima.
Complete com mais tucupi quente até quase encher a cuia.

Como se Consome

Sem talheres tradicionais: Não se usa colher. O caldo é tomado diretamente da cuia, enquanto o camarão e o jambu são pescados com um pequeno palito de madeira.
Tradição de lanche: É muito comum ser consumido no fim da tarde, vendido por “tacacazeiras” em barracas de rua.

Produção de camarão no Brasil

Segundo estimativa da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), a produção nacional de camarão cultivado atingiu cerca de 225 mil toneladas no ano de 2025. Se somada à atividade de pesca extrativa (cerca de 25 mil toneladas), o país movimenta mais de 250 mil toneladas anuais do crustáceo. A Pesquisa da Pecuária Municipal feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a carcinicultura brasileira, entre os anos de 2018 e 2024, atingiu a produção de 146,8 mil toneladas em 2024.

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Na produção, houve intenso processo de interiorização da carcinicultura (criação em cativeiro), especialmente na região Nordeste, que atualmente é responsável por mais de 99% do volume de produção em cativeiro, com liderança absoluta dos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte. Essa expansão do cultivo foi impulsionada pela adaptação do camarão marinho ( Litopenaeus vannamei ) a águas de baixa salinidade, políticas públicas e avanços tecnológicos, contribuindo para o desenvolvimento regional e geração de renda, sobretudo entre pequenos produtores, que predominam no setor.

O litoral das regiões Sul e Sudeste possui relevância na captura de espécies nativas, como o camarão-branco e o camarão-rosa, pela pesca artesanal. Projetos de pesquisa e iniciativas piloto, como os desenvolvidos pelo Instituto de Pesca de São Paulo, vêm testando a viabilidade de criar camarão marinho ou de água doce, como o camarão gigante da Malásia, em viveiros escavados ou tanques no interior, por exemplo, em Jaguariúna-SP e no Espírito Santo, aproveitando a proximidade com grandes centros consumidores.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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