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Dia de Combate ao Fumo: Ministério da Saúde convida piauienses a compartilhar os desafios de parar de fumar

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No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), o Ministério da Saúde convida a população do Piauí a falar sobre os desafios de parar de fumar. A ação “Conte o que o cigarro não mostra” convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do consumo de cigarro na sua rotina, na qualidade de vida e na saúde. Para participar, basta acessar a página #MinhaHistóriaSemFiltro no Portal da Saúde e preencher o formulário contando a sua história. As informações coletadas vão ajudar a definir novas imagens e mensagens que serão utilizadas nas embalagens de cigarros, além de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo.

 As imagens estampadas nas embalagens de cigarros mostram algumas das consequências do tabagismo. Mas há impactos que nenhuma fotografia consegue retratar: as mudanças na rotina, na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no dia a dia de quem fuma e de quem convive com o tabagismo. São essas experiências, que não aparecem nas embalagens, que a ação busca conhecer por meio dos relatos da população.

Com essa ideia, a ação abre um canal direto de escuta para fumantes, ex-fumantes, familiares e qualquer cidadão que queira contribuir. Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área. 

Estado teve redução no número de fumantes

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Levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2026 trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023.

No Piauí, os dados de Teresina mostram uma trajetória de redução do tabagismo ao longo dos anos. Na capital piauiense, o percentual de adultos fumantes caiu de 15,5%, em 2006, para 6%, em 2023, uma redução de 9,5 pontos percentuais.

Busca por apoio no SUS mais que dobrou

 Mesmo diante dessa redução, a procura por apoio para parar de fumar aumentou no Piauí, indicando a importância do acesso ao tratamento oferecido pelo SUS. Em todo o país, o também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022.

No estado, foram 13.315 atendimentos realizados em 2025, contra 6.337 em 2022 — um aumento de cerca de 110%, mais que o dobro dos atendimentos, segundo dados registrados pelo Ministério da Saúde.

O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde, onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região.

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O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação.

Combate ao tabagismo no Brasil 

O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos.

O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros.

Conheça a campanha: Conte o que o cigarro não mostra

Conheça os dados do Vigitel 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Centro Especializado em Reabilitação inicia atendimentos em São José dos Campos

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Nesta sexta-feira (25), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu agenda em São Paulo para acompanhar o início das atividades do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), que terá capacidade assistencial para alcançar 67,3 mil pessoas com deficiência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade é a primeira do Alto Vale do Paraíba a ofertar assistência física, intelectual e auditiva.

Em Campinas (SP), Padilha esteve no Centro Infantil Boldrini para conhecer o serviço de radioterapia que atende crianças e adolescentes com câncer. Desde agosto deste ano, os pacientes oncológicos contam com um acelerador linear moderno adquirido pelo Ministério da Saúde para a realização do tratamento contra o câncer.

“Estamos trabalhando para que as pessoas tenham mais acesso ao cuidado de que precisam. Em São José dos Campos, o novo centro reúne atendimentos e oferece integral para pessoas com deficiência, autismo e outras neurodivergências. No Boldrini, o equipamento de radioterapia permite atender mais, com sessões mais rápidas. É mais gente recebendo tratamento e menos tempo de espera”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Atendimento especializado para pessoas com deficiência

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O Centro Especializado em Reabilitação (CER III) de São José dos Campos terá abrangência assistencial para os municípios de Jambeiro, Paraibuna e Monteiro Lobato. O serviço vai atender pelo menos 750 pacientes por mês, com a realização de 3.763 procedimentos.

Com estrutura moderna, ambientes acessíveis e áreas de convivência, o centro foi planejado para garantir mais conforto e qualidade no cuidado. A construção da unidade contou com investimento de R$ 7,5 milhões do Ministério da Saúde, além de R$ 1,5 milhão para aquisição de equipamentos.

O local centraliza tratamentos, entre fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, nutrição, além de consultórios para ortopedia, neurologia e otorrinolaringologia. O espaço também oferece avaliação e concessão de órteses, próteses e outros equipamentos de apoio à locomoção e audição, além de cuidado com pessoas ostomizadas.

O Ministério da Saúde prevê R$ 270 mil para custeio mensal dos serviços. No Brasil, as pessoas com deficiência contam com 359 Centros Especializados em Reabilitação. Desde 2023, 70 unidades foram habilitadas. Mais de R$ 1 bilhão em recursos federais são destinados anualmente para esses serviços.

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Tratamento oncológico para crianças e adolescentes

O Centro Boldrini é uma das principais referências do país no cuidado a crianças e adolescentes com câncer e doenças do sangue. Habilitado como Unidade de Assistência em Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o hospital oferece diagnóstico, tratamento, reabilitação e acompanhamento aos pacientes. Para modernizar a estrutura de radioterapia, um novo acelerador linear foi destinado à instituição, com investimento federal de R$ 7,8 milhões, por meio do programa Agora Tem Especialistas. O equipamento reforça a capacidade da unidade, que já realizou mais de 4 mil procedimentos de radioterapia pelo SUS entre janeiro de 2023 e julho de 2026. No mesmo período, a unidade realizou 676 cirurgias oncológicas, além de mais de 8 mil procedimentos de quimioterapia. Os números mostram a importância do Centro Boldrini para os pacientes da rede pública. O hospital conta ainda com 79 leitos, sendo 62 destinados ao SUS. Além dos leitos oncológicos, há oferta para hematologia, além de pediatria clínica e UTI pediátrica.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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