VÁRZEA GRANDE
Saúde discute demandas e avanços com representantes dos agentes comunitários
VÁRZEA GRANDE
O secretário de Saúde em exercício de Várzea Grande, Michael Alves, recebeu representantes do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde de Mato Grosso e das associações de agentes de combate às endemias do município. O encontro teve como objetivo apresentar ao novo gestor as principais demandas da categoria e dar continuidade a assuntos que já vinham sendo discutidos com a gestão anterior.
Entre os temas apresentados está o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria, que já passou por audiências públicas e avançou nas discussões sobre o impacto financeiro para o município. Segundo os representantes, o PCCS também já está previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), garantindo a previsão de recursos para sua implementação.
A reunião também tratou de melhorias nas condições de trabalho, como a aquisição de bicicletas elétricas para facilitar o deslocamento dos agentes durante as atividades de campo e a compra de tablets, equipamentos que devem contribuir para o trabalho das equipes e para o registro das informações coletadas durante as ações.
Outro ponto destacado foi a efetivação de 126 agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias que ingressaram após 2006. A medida contou com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande e da Procuradoria-Geral do Município.
Para o secretário de Saúde em exercício, Michael Alves, o diálogo com os trabalhadores é importante para conhecer de perto as necessidades das equipes e buscar soluções.
“Foi uma reunião importante para ouvir os representantes da categoria, entender as demandas que já estavam em discussão e conhecer os avanços alcançados. Vamos avaliar cada ponto com responsabilidade e manter esse diálogo aberto com os trabalhadores.”
O presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde de Mato Grosso, Domingos Antunes, avaliou o encontro de forma positiva. Segundo ele, a reunião foi uma oportunidade de apresentar ao novo secretário as pautas que já vinham sendo construídas com a gestão municipal.
“Foi uma reunião muito proveitosa. Viemos apresentar ao novo secretário as demandas da categoria, mas também mostrar os avanços que já aconteceram. Temos uma pauta que envolve o PCCS, melhores condições de trabalho, bicicletas elétricas, tablets e outras reivindicações importantes para os agentes.”
De acordo com os representantes, após a mudança no comando da Secretaria de Saúde, o sindicato também pretende formalizar as reivindicações junto à Prefeitura, à Secretaria Municipal de Saúde e à Procuradoria-Geral do Município.
A intenção é manter as discussões e dar continuidade aos encaminhamentos relacionados às condições de trabalho e à valorização dos profissionais que atuam diretamente nas comunidades.
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Setembro Amarelo: rede de Saúde Mental do SUS oferece acolhimento e cuidado em Várzea Grande
Falar sobre saúde mental também é falar sobre cuidado. Durante o Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio e valorização da vida, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande reforça uma mensagem importante: quem está passando por um momento de sofrimento emocional não precisa enfrentar essa situação sozinho.
A rede de saúde do município está disponível para acolher, ouvir e orientar a população. Quando a situação exige cuidado especializado, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são uma das referências da rede. Várzea Grande conta com o CAPS Transtorno Mental (CAPS TM III), o CAPS Álcool e Drogas (CAPS AD) e o CAPS Infantojuvenil (CAPSi), que oferecem atendimento por livre demanda, além do acompanhamento de pacientes encaminhados para tratamento e seguimento contínuo.
O atendimento começa pelo acolhimento. A equipe escuta o usuário e avalia qual é a melhor forma de cuidado para aquele momento. Nos casos que precisam de acompanhamento contínuo, o paciente passa a ser acompanhado pelos profissionais, com um plano de cuidado individualizado, de acordo com suas necessidades.
A proposta é que a pessoa seja cuidada de forma integral, com a atuação de profissionais como psicólogos, médicos, psiquiatras, enfermeiros e assistentes sociais, além de grupos, oficinas terapêuticas e outras estratégias de cuidado. O atendimento também pode envolver a família, fortalecendo a rede de apoio ao usuário.
Para o superintendente da Atenção Secundária da rede municipal de saúde, Renato Giroli, a preocupação é garantir que a pessoa que procura os CAPS seja recebida com respeito e acolhimento e, principalmente, encontre um caminho para o cuidado.
“Saúde mental não se resume a um atendimento pontual. Em muitos casos, é necessário acompanhar, entender a realidade daquele usuário e construir, junto com ele e com a família, estratégias para melhorar sua qualidade de vida. Por isso, estamos trabalhando para fortalecer cada vez mais os nossos serviços e integrar os CAPS com toda a rede de saúde do município”, reforça Renato.
Uma rede que começa perto de casa
A Unidade de Saúde da Família (USF) tem papel fundamental nesse processo. É onde a população encontra a atenção básica do SUS e pode buscar acolhimento diante de situações de sofrimento emocional, além de prevenção, tratamento e acompanhamento.
A equipe da USF também pode coordenar o cuidado e trabalhar em conjunto com os demais serviços da rede, garantindo que o usuário seja acompanhado de acordo com a necessidade apresentada.
Por isso, diante de uma dificuldade emocional, o primeiro passo pode ser simplesmente procurar a unidade de saúde mais próxima e conversar com um profissional.
CAPS TM III: cuidado para adultos
O CAPS TM III de Várzea Grande atende adultos em sofrimento psíquico grave e persistente. O serviço funciona 24 horas, com atendimento ao público das 7h às 17h, e oferece acolhimento e acompanhamento especializado.
???? Endereço: Rua Vinte e Quatro de Maio, 291, Centro Sul
???? WhatsApp: (65) 98464-2319
???? Atendimento ao público: 7h às 17h
???? Funcionamento: 24 horas
CAPS AD: cuidado para quem enfrenta problemas com álcool e outras drogas
O CAPS Álcool e outras Drogas (CAPS AD) atende adultos que apresentam necessidades relacionadas ao uso abusivo de álcool e outras drogas.
O serviço trabalha com estratégias terapêuticas, redução de danos e reabilitação psicossocial, buscando oferecer cuidado sem julgamento e respeitando a história e o momento de cada pessoa.
???? Endereço: Travessa Professor Joaquim Viana, 61, Centro Sul
???? WhatsApp: (65) 98174-0801
???? Atendimento: 7h às 17h
CAPSi: atenção para crianças e adolescentes
O CAPS Infantojuvenil (CAPSi) é voltado para crianças e adolescentes de 3 anos a menores de 18 anos que apresentam transtornos mentais graves e persistentes ou necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas.
O serviço oferece cuidado especializado, interdisciplinar e comunitário, considerando também a participação da família no processo de cuidado.
???? Endereço: Rua Presidente Prudente de Moraes, 1.130, Ipase
???? WhatsApp: (65) 98468-2562
???? Atendimento: 7h às 17h
Cuidar sem julgamento
Para o coordenador de Saúde Mental de Várzea Grande, Weverton Lucas, o trabalho desenvolvido nos CAPS tem como principal objetivo oferecer um cuidado humanizado e próximo da população.
“Os CAPS oferecem serviços de acolhimento e acompanhamento para pessoas que precisam de cuidados em saúde mental, com atendimento psicológico e médico, enfermagem, assistência social, grupos, oficinas terapêuticas e também apoio às famílias”, explica.
Segundo ele, cada pessoa precisa ser compreendida dentro da sua própria realidade.
“O nosso principal objetivo é cuidar das pessoas de forma humanizada, respeitando a história e a necessidade de cada usuário. A gente busca fortalecer cada vez mais a nossa rede e garantir que a população de Várzea Grande tenha acesso a um atendimento de qualidade, com respeito, acolhimento e, principalmente, cuidado”, reforça.
Pedir ajuda também é cuidado
O Setembro Amarelo reforça uma mensagem simples: pedir ajuda não é sinal de fraqueza.
Quem estiver passando por um momento difícil pode procurar uma Unidade de Saúde da Família ou um dos CAPS do município. Não é preciso esperar que o sofrimento fique insuportável para buscar ajuda.
Em situações de emergência ou quando houver risco imediato de suicídio, a orientação é procurar uma unidade de urgência e emergência ou acionar o SAMU pelo 192.
A rede está aí para acolher, escutar e acompanhar. Às vezes, o primeiro passo para cuidar da vida é simplesmente dizer: “Eu preciso de ajuda.”
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