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Paraíba registra queda na taxa de analfabetismo
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O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo da série histórica, de acordo com os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). Em 2025, o índice caiu para 4,9% entre a população de 15 anos ou mais, faixa etária incluída nas políticas de educação de jovens e adultos (EJA) nos estados da federação. Os dados da Pnad-C também apontam que o índice de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais na Paraíba saiu de 12,7%, em 2024, para 11,6% em 2025.
A superação do analfabetismo tem sido trabalhada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), um conjunto de ações colaborativas, implementadas com a participação dos entes federativos, como o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA) – plataforma virtual criada para facilitar o acesso de pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular.
Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA possibilita a manifestação por parte de quem deseja retomar os estudos, além de oferecer orientação sobre como encontrar uma oportunidade de matrícula.
A iniciativa também organiza a atuação das redes de ensino por meio de quatro perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores.
Usuário – Pessoas com 15 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Fundamental, ou com 18 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Médio.
Na plataforma, basta clicar em “Quero voltar a estudar”, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador.
Operador – É responsável por acompanhar os cadastros realizados, entrar em contato com os usuários e auxiliá-los no encaminhamento de oportunidades de matrícula.
Para atuar como operador, é necessário acessar o CadEJA utilizando os dados cadastrados na conta Gov.br. No sistema, o operador terá acesso às demandas por região e poderá auxiliar os cidadãos no processo de retorno aos estudos.
Agente de Cadastro – É o responsável por apoiar pessoas que enfrentam dificuldades para acessar a plataforma e registrar sua demanda de vagas na educação de jovens e adultos. Esse agente deve ser servidor público em exercício nos governos federal, estadual, distrital ou municipal. Para atuar, é necessário realizar um cadastro individual e assinar um Termo de Responsabilidade.
Gestor CadEJA – É o servidor público indicado pelo governo estadual, municipal, distrital ou por uma instituição federal de ensino para gerenciar as demandas de EJA registradas na plataforma. Por meio do gestor, o CadEJA organiza as demandas e facilita o encaminhamento dos interessados às instituições que ofertam a modalidade.
Confira os números de escolas e matrículas da EJA por unidade da federação (UF) em 2025:
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Escolas da rede pública e privada com matrículas na EJA, por UF (2025) |
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UF |
Escolas de EJA |
Matrículas na EJA |
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Total de escolas públicas e privadas |
Rede pública |
Total de matrículas na rede pública e privada |
Rede pública |
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Total |
29.696 |
28.204 |
2.252.069 |
2.084.947 |
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Norte |
4.487 |
4.337 |
255.014 |
233.101 |
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Rondônia |
91 |
80 |
13.038 |
12.647 |
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|
Acre |
341 |
334 |
21.041 |
20.535 |
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|
Amazonas |
1.330 |
1.315 |
56.831 |
54.986 |
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|
Roraima |
88 |
83 |
6.367 |
5.575 |
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|
Pará |
2.219 |
2.153 |
131.380 |
119.486 |
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|
Amapá |
173 |
161 |
15.924 |
11.756 |
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|
Tocantins |
245 |
211 |
10.433 |
8.116 |
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|
Nordeste |
16.901 |
16.753 |
1.205.167 |
1.185.878 |
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|
Maranhão |
3.104 |
3.070 |
134.643 |
131.896 |
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|
Piauí |
1.306 |
1.293 |
98.975 |
98.525 |
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|
Ceará |
1.633 |
1.603 |
148.616 |
144.271 |
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|
Rio Grande do Norte |
652 |
644 |
46.335 |
45.221 |
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|
Paraíba |
1.402 |
1.384 |
89.977 |
87.886 |
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|
Pernambuco |
1.608 |
1.591 |
116.631 |
114.429 |
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|
Alagoas |
1.082 |
1.078 |
108.630 |
107.965 |
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|
Sergipe |
481 |
477 |
33.472 |
33.382 |
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|
Bahia |
5.633 |
5.613 |
427.888 |
422.303 |
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|
Sudeste |
5.027 |
4.671 |
493.690 |
459.438 |
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|
Minas Gerais |
1.937 |
1.730 |
125.517 |
118.527 |
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|
Espírito Santo |
317 |
308 |
31.486 |
30.145 |
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|
Rio de Janeiro |
1.145 |
1.070 |
150.054 |
144.197 |
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|
São Paulo |
1.628 |
1.563 |
186.633 |
166.569 |
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|
Sul |
2.287 |
1.641 |
192.944 |
118.872 |
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|
Paraná |
974 |
565 |
75.543 |
42.770 |
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|
Santa Catarina |
474 |
393 |
46.933 |
29.442 |
|||||
|
Rio Grande do Sul |
839 |
683 |
70.468 |
46.660 |
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|
Centro-Oeste |
994 |
802 |
105.254 |
87.658 |
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|
Mato Grosso do Sul |
177 |
122 |
16.098 |
12.573 |
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|
Mato Grosso |
281 |
209 |
19.978 |
12.645 |
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|
Goiás |
413 |
359 |
46.571 |
41.322 |
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Distrito Federal |
123 |
112 |
22.607 |
21.118 |
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Fonte: Censo Escolar da Educação Básica. IBGE/MEC, 2025. |
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Entre as estratégias desenvolvidas pelo MEC no âmbito do Pacto EJA consta também o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA) que contribui para fortalecer a política nacional e aproximar a demanda da oferta educacional existente nas redes de ensino.
Com o ProfEJA, o MEC cumpre o papel de contribuir para a formação continuada dos profissionais da educação que atuam na EJA e dos educadores populares vinculados ao Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e outras iniciativas voltadas à alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais, conforme a Portaria nº 38/2026.
Pacto EJA – O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA é uma política pública que tem como objetivos superar o analfabetismo e elevar a escolaridade; ampliar a oferta de matrículas da educação de jovens e adultos (EJA) nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e ampliar a oferta da EJA integrada à educação profissional.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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GT reúne setor produtivo para debater competitividade e melhoria do ambiente de negócios
Mais de 100 representantes do setor produtivo, entidades e sociedade participaram, na quarta-feira (16/9), de reunião para apresentação dos avanços da Agenda para a Redução do Custo Brasil. Uma das novidades anunciadas foi a mudança do nome para Agenda Brasil Mais Competitivo, em norma a ser publicada.
Pela primeira vez desde a instituição do Grupo de Trabalho, a reunião foi aberta à participação do setor produtivo, de entidades representativas e da sociedade em geral. A iniciativa foi promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Durante o encontro, representantes dos ministérios responsáveis pelos setores de energia e transportes apresentaram a evolução de políticas e iniciativas relacionadas ao ciclo 2023-2025 e os principais avanços em medidas com potencial de impacto sobre o ambiente de negócios e a competitividade.
Energia, gás e logística em debate
A programação da reunião incluiu apresentações de representantes dos Ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e de Minas e Energia.
O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica. Na sequência, o Ministério dos Transportes apresentou o Plano Nacional de Logística 2050. Pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Departamento de Gás Natural apresentou as ações do governo federal no mercado de gás natural e sua importância para a melhoria da competitividade no Brasil.
Também foram apresentadas iniciativas relacionadas ao setor de energia elétrica, com destaque para medidas voltadas à melhoria do sinal de preços, incluindo a Consulta Pública MME nº 218/2026, a regulamentação do curtailment e a regulamentação do Encargo de Reserva de Capacidade (Ercap), de modo a considerar o perfil de carga.
Setor produtivo participa do debate
Após as explanações foi aberto espaço para manifestações dos participantes, ampliando o diálogo entre governo, setor produtivo e entidades representativas. As manifestações destacaram gargalos, especialmente quanto a celeridade nos processos de prestação de serviços públicos, de modo a reduzir entraves que impactam diretamente a atividade produtiva.
Nova Agenda
A Agenda Brasil Mais Competitivo foi apresentada como resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos, especialmente na seleção das propostas que integram a carteira. Dentro do processo foram identificadas melhorias e aprimoramentos regulatórios a fim de enfrentar entraves concretos ao ambiente de negócios e que possam contribuir para o aumento da competitividade da economia brasileira.
A construção da nova carteira se deu por meio de consulta pública que contabilizou mais de 270 contribuições, resultando em novas propostas prioritárias, que se somam aos projetos remanescentes do ciclo anterior e devem ser implementadas ao longo do próximo período.
Assim, a nova Agenda está na etapa de desenho e validação, em conjunto com os ministérios setoriais, dos planos de ação de cada projeto da carteira.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços



