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NutriSUS: crianças da Região Norte e territórios indígenas recebem suplemento nutricional

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O Ministério da Saúde retomou a Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes em Pó (NutriSUS) e inicia a distribuição da suplementação para 450 municípios da Região Norte e 21 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), visando garantir a assistência de mais de 277 mil crianças. A iniciativa, instituída em 2014, busca prevenir a anemia e outras deficiências nutricionais na primeira infância por meio da suplementação com um conjunto de 15 vitaminas e minerais.

Agora, a suplementação será feita de forma mais próxima das famílias. Os sachês serão entregues pelas equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para que os responsáveis pelas crianças possam adicionar o sachê do suplemento a uma das refeições da criança durante o dia.

“O NutriSUS fortalece a alimentação e o desenvolvimento das crianças com vitaminas e minerais que ajudam a prevenir a anemia e pode ser adicionado na refeição que é feita em casa”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A estratégia é voltada, prioritariamente, para crianças de 6 a 23 meses de idade, acompanhadas na APS, de estados da região Norte. Serão distribuídos os sachês contendo o suplemento de vitaminas e minerais para todos os municípios dos estados do Acre (AC), Amapá (AP), Amazonas (AM), Pará (PA), Rondônia (RO), Roraima (RR) e Tocantins (TO). Nos territórios indígenas, a estratégia atenderá crianças de 6 a 59 meses de idade de 21 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

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Atenção às desigualdades A retomada do NutriSUS considera o cenário nutricional da primeira infância no país. Dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019) mostram que a Região Norte apresentou a maior prevalência de anemia entre crianças de 6 a 23 meses: 30,4%.

A região também concentra os maiores índices de insegurança alimentar do país. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2024, 37,6% dos domicílios da Região Norte enfrentavam algum grau de insegurança alimentar. Desse total, 6,3% estavam em situação de insegurança alimentar grave — o percentual mais alto entre todas as regiões brasileiras.

A priorização da Região Norte e dos 21 DSEI reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a equidade, ao direcionar a estratégia para territórios que enfrentam maiores vulnerabilidades sociais e situações de insegurança alimentar e nutricional.

Cuidado nutricional

O NutriSUS faz parte dos Programas Nacionais de Suplementação de Micronutrientes implementados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), juntamente com os Programas Nacionais de Suplementação de Ferro e de Vitamina A. Nas etapas anteriores, a administração dos sachês ocorria principalmente em creches e agora a Estratégia será implementada pelas equipes da APS junto às famílias nos territórios.

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“A retomada do NutriSUS amplia as ações de cuidado nutricional na primeira infância e fortalece a atuação da Atenção Primária à Saúde na prevenção de deficiências de micronutrientes como parte do cuidado integral às crianças, adaptando a estratégia às realidades locais, especialmente em territórios marcados por desigualdades sociais e regionais”, afirma a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas.

A suplementação é organizada em três ciclos. Em cada ciclo, a família receberá 60 sachês, que deverão ser ofertados à criança durante dois meses, na proporção de um sachê por dia, seguidos de um intervalo de quatro meses antes do novo ciclo. A recomendação é que a entrega dos sachês ocorra a cada seis meses, preferencialmente durante as consultas de puericultura.

O objetivo é oferecer um sachê por dia na refeição da criança até completar o ciclo, sem alteração na quantidade diária do suplemento. Para saber mais sobre o NutriSUS, acesse a página de perguntas e respostas sobre a estratégia.

Priscila Viana
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

PROIBIÇÃO DAS BETS

Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

Confira o cronograma das medidas:

  • Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
  • Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
  • A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
  • Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
  • De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
  • A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

INTERESSE PÚBLICO

A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.

FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.

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A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.

As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.

PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES

Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:

  • exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
  • divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa); 
  • uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
  • facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
  • fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
  • localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).

SAÚDE PÚBLICA

As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.

“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.

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O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.

Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.

Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.

Conheça o canal de denúncias

Fonte: Ministério da Saúde

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