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Cuiabá define regras para atendimento de menores desacompanhados nas UPAs

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), orienta as equipes das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital e da Policlínica do Pedra 90 sobre o fluxo assistencial para o atendimento de crianças e adolescentes que chegam às unidades de saúde desacompanhados de pais ou responsáveis.

O protocolo estabelece que a ausência de um responsável não deve resultar em recusa automática do atendimento. A conduta deve ser definida a partir da situação clínica, da idade, da capacidade de compreensão e discernimento do adolescente e da necessidade de proteção, com o devido registro das informações no prontuário.

O primeiro passo é realizar o acolhimento e a avaliação ou classificação de risco. A equipe deve verificar se há situação de urgência ou emergência e, quando identificada, o atendimento deve ser realizado imediatamente, independentemente da presença do responsável. Paralelamente, quando pertinente, a equipe deve tentar localizar o responsável e registrar no prontuário as circunstâncias e as condutas adotadas.

Nos casos em que não houver urgência ou emergência, a idade do paciente é um dos principais critérios para definição da conduta.

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Para crianças com menos de 12 anos, a orientação é realizar o acolhimento e a avaliação necessária, além de buscar o contato e o comparecimento do responsável. Caso seja identificada uma situação de urgência ou emergência durante a avaliação, o atendimento deve ocorrer imediatamente, independentemente da presença do responsável.

Para adolescentes entre 12 e 17 anos, a equipe deve avaliar a capacidade de compreensão e discernimento. Havendo discernimento, o atendimento desacompanhado não é automaticamente vedado.

Nessas situações, devem ser respeitadas a autonomia progressiva e o sigilo profissional, observadas as exceções previstas. A avaliação do discernimento e os fundamentos da conduta adotada também devem ser registrados no prontuário.

O fluxo também prevê atenção específica para situações de violência, risco à vida ou outras condições de vulnerabilidade e necessidade de proteção. Nesses casos, devem ser adotadas as medidas assistenciais cabíveis, incluindo a notificação compulsória e, quando aplicável, o acionamento do Conselho Tutelar.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o objetivo do protocolo é garantir que crianças e adolescentes recebam a assistência necessária de forma segura, considerando simultaneamente a condição clínica, a faixa etária, a capacidade de discernimento e as medidas de proteção previstas.

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O fluxo está sendo aplicado nas UPAs Pascoal Ramos, Morada do Ouro, Leblon e Verdão, além da Policlínica do Pedra 90, como orientação para a condução dos atendimentos de crianças e adolescentes que chegam desacompanhados.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura fortalece saúde de adolescentes do socioeducativo e atendimento à primeira infância

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Secretaria Adjunta de Atenção Primária, formalizou a adesão a duas políticas nacionais voltadas à saúde de públicos prioritários. A adesão à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes em Conflito com a Lei (PNAISARI) é realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça (SEJUS-MT), por meio da Secretaria Adjunta do Sistema Socioeducativo e Política sobre Drogas. Já a Unidade Amiga da Primeira Infância (UAPI) é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou a esperança de que os adolescentes atendidos pelo sistema socioeducativo tenham oportunidades de reconstruir suas trajetórias e se reintegrar à sociedade.

“Nossa esperança é que esses adolescentes possam ser reintegrados à sociedade, tenham a oportunidade de construir uma profissão, constituir família e seguir uma vida dentro dos princípios da legalidade. Muitos carregam traumas desde a infância, inclusive situações de abuso e violência, que precisam ser considerados no cuidado oferecido a eles. Acreditamos que, com assistência, acompanhamento e oportunidades, eles possam reconstruir suas trajetórias, superar o que viveram e conviver em harmonia com a sociedade”, destacou.

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes em Conflito com a Lei (PNAISARI) é voltada à assistência integral aos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. A política prevê a organização dos fluxos de atendimento e o planejamento de ações de saúde física e mental, com integração entre os serviços municipais e estaduais.

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Conforme o documento de adesão, a Casa de Semiliberdade terá como unidade de saúde de referência a USF Novo Mato Grosso. O planejamento apresentado prevê uma média mensal de 65 adolescentes vinculados à unidade, público que deverá ser considerado na organização da assistência.

A secretária adjunta do Sistema Socioeducativo e Política sobre Drogas do Estado de Mato Grosso, Lenice Silva dos Santos Barbosa, ressaltou que a adesão representa a concretização de uma demanda antiga do sistema socioeducativo e fortalece a parceria entre Estado e Município.

“Essa é uma espera de quase 20 anos, que graças a Deus está se findando agora. Esses adolescentes são do território e precisam ser atendidos, com a política de saúde mental garantida e, especialmente, com acesso a insumos e medicamentos. A adesão do município é um ato de responsabilidade, compromisso e vontade de realmente mudar as políticas públicas. Quem ganha são os nossos adolescentes”, afirmou.

Lenice também destacou que as demandas das unidades masculina e feminina do sistema socioeducativo de Cuiabá já vinham sendo atendidas pela gestão municipal, com ações terapêuticas e assistência à saúde. Segundo ela, a adesão à política consolida essa parceria e amplia as condições para garantir o atendimento integral aos adolescentes.

A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, destacou a importância de estruturar o atendimento e preparar as equipes para executar as ações previstas nas políticas nacionais.

“Essas iniciativas contribuem para organizar o trabalho das equipes, estabelecer metas e acompanhar os resultados. A Atenção Primária tem um papel fundamental na garantia do acesso à saúde, tanto no acompanhamento dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas quanto no cuidado às crianças durante a primeira infância”, afirmou.

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A Unidade Amiga da Primeira Infância (UAPI) é uma estratégia do UNICEF, desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde, para ampliar e qualificar as ações de saúde voltadas à primeira infância nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A proposta prevê etapas de diagnóstico, planejamento, qualificação, monitoramento e avaliação dos serviços, com foco no desenvolvimento infantil e no cuidado durante a gestação e o puerpério. A metodologia inclui definição de metas, elaboração de planos de ação, acompanhamento de indicadores e avaliação dos resultados.

Lenice também ressaltou a importância de políticas públicas voltadas à infância e de uma rede de saúde preparada para acompanhar as crianças desde os primeiros anos de vida.

“É importante garantir uma rede de saúde que acompanhe a criança nos primeiros anos de vida. A adesão a uma política de cuidado destinada à primeira infância representa assumir um compromisso com o futuro. Crianças bem cuidadas têm mais oportunidades de se tornarem adultos saudáveis”, afirmou.

Com as duas adesões, a Secretaria Municipal de Saúde busca fortalecer a organização da Atenção Primária e ampliar a articulação entre as políticas públicas, com foco na qualidade da assistência oferecida a crianças e adolescentes em Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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