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10ª Encontro Nacional da Soja no Paraná começa quinta

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O Grupo de Estudos Luiz de Queiroz, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), vai realizar entre os dias 14 e 15 de dezembro, na cidade de Londrina, no Paraná, a 10ª edição do Encontro Nacional da Soja.

Com o intuito de disseminar informações relevantes sobre a cultura da soja, o encontro tem como objetivo principal promover uma ampla capacitação técnica para os produtores brasileiros. Por meio de palestras, painéis e rodas de conversa, o evento contará com a presença dos maiores especialistas da área acadêmica, abordando os tópicos mais atuais e cruciais relacionados à sojicultura.

A proposta é estabelecer uma significativa troca de conhecimento entre a universidade, o setor privado e os profissionais que atuam diretamente no campo. A iniciativa visa proporcionar aos produtores uma maior compreensão sobre as melhores práticas, inovações e estratégias que possam impulsionar a produção de soja no Brasil.

O encontro reunirá renomados palestrantes e protagonistas do setor, criando um ambiente propício para discussões pertinentes e atualizadas, envolvendo desde técnicas de plantio e manejo até questões relacionadas à tecnologia aplicada na sojicultura. O evento também busca fortalecer as parcerias entre a academia, o setor produtivo e os produtores rurais, visando ao desenvolvimento sustentável do cultivo de soja no país.

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A 10ª edição do Encontro Nacional da Soja promete ser um marco no intercâmbio de informações e no fortalecimento do conhecimento técnico-científico, impulsionando o setor agropecuário nacional e contribuindo para o avanço da produção de soja no Brasil.

Fonte: Pensar Agro

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Rota pelo Pacífico pode reduzir custo e ampliar exportações do agro

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O governo federal deu mais um passo para tirar do papel uma antiga demanda do agronegócio: criar uma rota de exportação pelo Oceano Pacífico para reduzir a dependência dos portos brasileiros. O Ministério da Agricultura instituiu nesta semana o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, iniciativa que pretende estruturar um corredor internacional de transporte ligando Mato Grosso aos portos do Chile e do Peru.

Na prática, o programa não constrói estradas nem define um cronograma de obras, mas cria um comitê gestor responsável por coordenar ações entre os governos brasileiro e boliviano, facilitar acordos sanitários e aduaneiros e atrair investimentos para tornar o corredor operacional.

A proposta interessa principalmente a Mato Grosso, maior produtor de grãos do país. Hoje, boa parte da soja, do milho, do algodão e da carne produzidos no Estado percorre entre 2 mil e 2,3 mil quilômetros até portos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itaqui (MA), Miritituba (PA) e Barcarena (PA). Além da longa distância, o elevado fluxo de cargas pressiona o custo do frete durante a safra.

Pela nova alternativa, a produção seguiria da região oeste de Mato Grosso até Vila Bela da Santíssima Trindade, na fronteira com a Bolívia. A partir dali, cruzaria cidades bolivianas como San Ignacio de Velasco e Santa Cruz de la Sierra, seguindo pela malha rodoviária do país até alcançar portos no Oceano Pacífico, como Arica, Iquique e Antofagasta, no Chile, ou Ilo, no Peru.

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À primeira vista, o trajeto terrestre não representa uma redução expressiva da distância em relação aos portos brasileiros. O principal ganho está no transporte marítimo. Para cargas destinadas à China, ao Japão, à Coreia do Sul e a outros mercados asiáticos, a saída pelo Pacífico reduz o tempo de navegação em comparação com as rotas que partem do Atlântico, além de diminuir a dependência dos corredores logísticos hoje concentrados no Sul, Sudeste e Arco Norte.

A proposta também amplia as alternativas para o escoamento da safra em períodos de maior demanda. Mato Grosso deverá colher mais de 100 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), volume que exige investimentos permanentes em infraestrutura de transporte.

Outro ponto considerado estratégico é o abastecimento de insumos agrícolas. A integração com a Bolívia pode facilitar a chegada de fertilizantes e outros produtos utilizados na produção rural, diversificando as rotas de abastecimento e reduzindo a dependência de corredores já sobrecarregados.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, classificou a iniciativa como um avanço para o setor. Segundo ele, o Estado sempre enfrentou o desafio da distância entre as áreas produtoras e os portos de exportação, o que reduz a competitividade do agronegócio mato-grossense.

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Apesar do potencial, o corredor ainda depende de uma série de investimentos. Mato Grosso já executa obras de pavimentação em direção à fronteira, mas será necessário melhorar a infraestrutura rodoviária em território boliviano, além de harmonizar procedimentos alfandegários, sanitários e de fiscalização entre os dois países.

Para especialistas em logística, a rota bioceânica não substituirá os portos brasileiros, mas funcionará como uma alternativa estratégica. Quanto maior o número de corredores disponíveis para o escoamento da produção, menor tende a ser a pressão sobre o frete, aumentando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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