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3º Encontro Catarinense de Nogueira Pecã reúne produtores de Santa Catarina e Rio Grande do Sul para debater mercado e inovação
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Evento atrai produtores e técnicos das regiões Sul e Sul do Brasil
O 3º Encontro Catarinense de Nogueira Pecã, realizado no campus Rio do Sul do Instituto Federal Catarinense (IFC), reuniu um público expressivo de produtores e especialistas de Santa Catarina, especialmente do Alto Vale do Itajaí, além de representantes do Rio Grande do Sul. O evento foi marcado pela troca de experiências e por uma programação diversificada de palestras.
Palestrantes de peso na programação
Entre os convidados estiveram representantes da Embrapa, do Senar-RS, Senai/Fiergs, Epagri – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – e Claiton Wallauer, presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), que abordou o mercado para a cultura da noz-pecã.
Integração e fortalecimento da cadeia produtiva
Glauco Lindner, líder dos Projetos Fruticultura e Olericultura da Epagri na região do Alto Vale do Itajaí, destacou a importância do encontro para fortalecer os vínculos entre os produtores catarinenses e a cadeia produtiva da pecanicultura. Segundo ele, “as palestras promovem uma integração essencial, criando um ambiente rico em trocas de conhecimento entre produtores e especialistas.”
IBPecan reforça papel estratégico e relacionamento com produtores
Lindner ressaltou ainda a presença do presidente do IBPecan e sua palestra sobre oportunidades de mercado para a noz-pecã, destacando o papel do Instituto como entidade líder na cadeia produtiva brasileira. Ele ressaltou a importância de ampliar o número de associados para fortalecer ainda mais o setor.
Visão do presidente do IBPecan sobre o crescimento da cultura
Claiton Wallauer enfatizou o contato próximo do IBPecan com produtores locais, Epagri e toda a cadeia produtiva, que tem apresentado crescimento constante em Santa Catarina. “As palestras foram direcionadas aos produtores que já investem e aos que desejam investir na cultura, mostrando que a pecan é um negócio promissor,” afirmou.
Wallauer também destacou os avanços em pesquisa e desenvolvimento tecnológico apresentados durante o evento. “O Instituto está investindo em inovação e tecnologia para a pecan, e tenho certeza que Santa Catarina seguirá crescendo no cultivo dessa noz,” concluiu.
Organização e apoio
O encontro foi organizado pela Epagri, IFC, Embrapa e pelo Grupo de Produtores de Noz-Pecã do Alto Vale do Itajaí, com apoio da Cooperativa de Crédito Cresol, reforçando a cooperação entre instituições públicas e produtores para o desenvolvimento da cultura na região.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro

