AGRONEGOCIOS
4ª reunião do CPG Centro-Sul debate uso sustentável dos recursos pesqueiros das bacias do Paraguai, Paraná, Uruguai, Atlântico sul e Atlântico sudeste
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A 4ª reunião ordinária do Comitê Permanente de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável dos Recursos Pesqueiros Continentais das Bacias do Paraguai, Paraná, Uruguai, Atlântico sul e Atlântico sudeste (CPG Centro-Sul) aconteceu nos dias 25 e 26 de março de 2025, em Brasília. Sob a condução do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o CPG teve um caráter consultivo e contou com a presença de pescadores, gestores públicos, representantes da segurança pública, pesquisadores e especialistas.
Durante a reunião, os participantes debateram temas relacionados à revisão da Instrução Normativa nº 195, de 2 de outubro de 2008, que trata do período de defeso para as bacias hidrográficas do atlântico sudeste, e à situação dos conflitos existentes nas bacias hidrográficas transfronteiriças, entre outros assuntos.
O pescador da Colônia Z-38 Arrais Tocantins, Geraldo Figueiredo, conta que a reunião atendeu aos anseios dos pescadores presentes. “Esse evento foi muito importante porque foram discutidas nossas demandas de melhorias da atividade profissional e também orientamos melhor a fiscalização sobre a questão das normas que, em alguns casos, divergem entre si. Ela foi bastante esclarecedora e esperamos com isso construir uma atividade profissional bem justa para nós pescadores”, destaca.
Já a coordenadora do grupo técnico-científico do CPG, Juliana de Medeiros, relata que as recomendações dos pescadores e pesquisadores do Comitê são avaliadas a partir da literatura sobre os temas apresentados. “Hoje fizemos algumas recomendações de 2022 e 2024 e nesse CPG tiveram recomendações fundamentais para a pesca do Brasil e da nossa bacia”, aborda.
“Esse CPG foi fundamental porque a região Centro-Sul tem grandes conflitos com a pesca esportiva, com restrição da pesca em alguns estados. A gente espera avançar nas pautas e que no próximo, que irá ocorrer em novembro desse ano, seja um CPG de muitas entregas dessa região, que merece um trabalho de qualidade do MPA”, frisa o diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma.
Rede Pesca Brasil
Os CPG´s do MPA possuem um papel fundamental na sustentabilidade dos recursos pesqueiros do Brasil. Criados pelo Decreto 10.736, de 2021, eles fazem parte da Rede Pesca Brasil, um esforço colaborativo que reúne representantes de diversos setores da sociedade e do governo para assessorar a gestão pesqueira.
Cada comitê foca em um tipo específico de recurso ou região geográfica, possibilitando uma abordagem setorizada e eficaz para atuar com os desafios da pesca em diferentes áreas do país.
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Mercado de trigo segue em alta com oferta restrita no Brasil e maior dependência de importações
O mercado brasileiro de trigo manteve viés de alta ao longo da semana, sustentado por fundamentos como oferta doméstica restrita, dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade e aumento da dependência do mercado externo. O ritmo de negociações seguiu pontual, refletindo o desalinhamento entre compradores e vendedores e a postura cautelosa da indústria.
De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, o cenário continua marcado pela escassez de produto, especialmente nos padrões mais elevados de qualidade. Esse fator tem sido determinante para manter os preços firmes, mesmo com baixa fluidez nas negociações.
Demanda ativa no Paraná eleva preços e amplia divergência entre compradores
No Paraná, a semana foi caracterizada por uma demanda mais aquecida, embora com comportamento heterogêneo entre os agentes do mercado. Moinhos com estoques mais confortáveis operaram com indicações de preços mais baixas, enquanto compradores que necessitam recompor estoques aceitaram pagar valores mais elevados.
Segundo Bento, esse diferencial de preços explica a baixa fluidez nas negociações. Ainda assim, há uma tendência de convergência gradual nas cotações, à medida que o mercado busca equilíbrio.
Rio Grande do Sul registra negociações pontuais e valorização por qualidade
No Rio Grande do Sul, o comportamento foi semelhante, com negociações pontuais e sustentação das cotações. O mercado segue ajustado, com vendedores mantendo posição firme e compradores atuando de forma seletiva.
A diferenciação por qualidade se intensificou no estado, ampliando o prêmio pago por lotes de melhor padrão, o que reforça o cenário de valorização para produtos com maior aptidão para panificação.
Oferta insuficiente amplia dependência de importações
A restrição de oferta também evidencia um descompasso relevante entre disponibilidade e demanda, especialmente no Paraná. O volume disponível no mercado interno é significativamente inferior à necessidade da indústria, o que reforça a dependência de importações.
Nesse contexto, a Argentina tende a ganhar protagonismo como principal fornecedora de trigo ao Brasil. No entanto, limitações relacionadas à qualidade do produto argentino podem restringir a oferta efetiva de trigo panificável.
Segundo o analista, a preocupação com o padrão do produto disponível para exportação ganha importância estratégica, pois influencia diretamente a formação de preços e a disponibilidade de suprimento no mercado interno.
Mercado internacional reage a tensões geopolíticas e clima nos EUA
No cenário externo, o mercado de trigo foi impactado por fatores geopolíticos e climáticos. A valorização na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo da semana refletiu o aumento das tensões no Oriente Médio e as preocupações com as condições climáticas nas Planícies dos Estados Unidos.
O risco de interrupções logísticas e o clima adverso nas áreas produtoras mantiveram o viés de alta nas cotações internacionais.
Câmbio limita repasse de alta ao mercado interno
Apesar do cenário altista, o câmbio atuou como fator de contenção no mercado doméstico. A valorização do real, com o dólar abaixo de R$ 5,00, reduziu o custo de importação do trigo e limitou repasses mais intensos aos preços internos.
De acordo com Bento, esse movimento ajuda a equilibrar o mercado, mesmo diante de fundamentos que indicam pressão de alta. A redução no custo de internalização do produto importado tem sido um elemento importante para conter avanços mais expressivos nas cotações no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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