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Abiove Eleva Projeção de Safra e Processamento de Soja do Brasil em 2026

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A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) elevou nesta quinta-feira (19) a previsão para a safra de soja do Brasil em 2026, projetando um recorde de 177,85 milhões de toneladas, cerca de 700 mil toneladas acima da estimativa divulgada em janeiro. A colheita já está avançada, com mais de 60% da área cultivada colhida, e, se confirmada, representará alta de 3,7% sobre a safra de 2025.

Processamento e Esmagamento: Preparados para a Safra Recorde

A associação também elevou a projeção de esmagamento de soja para 61,5 milhões de toneladas, 500 mil toneladas acima da previsão anterior, mostrando que o setor está preparado para transformar o grão em proteína e bioenergia.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove:

“O ajuste positivo nas projeções de esmagamento demonstra que o setor está preparado para absorver a safra recorde, fortalecer a segurança alimentar e energética brasileiras.”

A previsão de exportação de soja em grão permanece em 111,5 milhões de toneladas, ante 108,2 milhões em 2025, um patamar histórico para o país.

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Receita com Exportações e Preços do Complexo Soja

Mesmo mantendo o volume exportado, a Abiove revisou para cima a receita com exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo), que agora deve alcançar US$ 58,17 bilhões, ante US$ 57,3 bilhões na projeção anterior. O valor representa um salto em relação a 2025, quando as exportações somaram US$ 52,9 bilhões, impulsionadas pelos preços mais altos da matéria-prima.

Produção e Exportação de Óleo de Soja

A fabricação de óleo de soja no Brasil em 2026 deve atingir 12,35 milhões de toneladas, alta de 100 mil toneladas em relação à estimativa anterior, contra 11,9 milhões em 2025. O óleo, principal insumo do biodiesel, tem papel estratégico na bioenergia.

A previsão de exportação de óleo de soja foi elevada para 1,5 milhão de toneladas, comparado a 1,36 milhão em 2025, reforçando o protagonismo do país no comércio internacional do produto.

Farelo de Soja: Produção e Exportação em Crescimento

A Abiove também aumentou a projeção de produção de farelo de soja para 47,4 milhões de toneladas, ante 47 milhões anteriormente, representando um crescimento anual de mais de 2,5 milhões de toneladas.

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A exportação de farelo, matéria-prima essencial para ração animal, deve se manter em 24,6 milhões de toneladas, crescimento anual superior a 1 milhão de toneladas.

Estoques Finais de Soja

Os estoques finais de soja do Brasil em 2026 foram previstos em 9,5 milhões de toneladas, ante 9,2 milhões na estimativa anterior e 6,8 milhões em 2025, garantindo uma margem de segurança para abastecimento interno e exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conheça a história de uma aquicultora que vive na região da pérola do Tapajós

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Era apenas um passatempo em 2009, mas, aos poucos, ganhou espaço na rotina e se transformou em uma atividade que hoje envolve toda a família. Vilma Clea Oliveira da Silva, 64 anos, começou a criar peixes em uma barragem de grande porte sem pretensão comercial, para consumo próprio e para observar o desenvolvimento dos animais. Foi justamente a curiosidade do que acontecia dentro dos tanques que despertou o interesse pela aquicultura. Com o passar do tempo, a observação do dia a dia e o rendimento da criação fizeram com que ela percebesse que havia uma possibilidade de trabalho. A experiência que nasceu de maneira simples levou Vilma a buscar conhecimento e a investir cada vez mais na criação de peixes.

É olhando exatamente para as águas da Amazônia que a aquicultora enxerga uma das maiores possibilidades para o futuro. Seu sonho é que os rios da região possam ser mais bem aproveitados, sempre dentro das regras ambientais e de forma responsável. “Nós temos dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós”, destaca ao falar sobre o potencial que vê.

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Esse olhar para o futuro também se estende à própria família. Os filhos seguem próximos da aquicultura e ajudam de maneiras diferentes. A filha, que está se formando em medicina, contribui principalmente na parte clínica e laboratorial, enquanto o filho participa das atividades práticas do dia a dia relacionadas ao cultivo nos tanques. Assim, aquilo que começou como uma experiência pessoal foi gradualmente se tornando também uma vivência compartilhada entre gerações.

Vilma Clea Oliveira da Silva
Vilma Clea Oliveira da Silva

Se a continuidade da atividade passa pela família, Vilma acredita que também depende de quem está chegando agora. Para os jovens que pensam em trabalhar com aquicultura, ela recomenda buscar conhecimento e qualificação. Há caminhos de formação ligados à área, como o curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e capacitações em Aquicultura oferecidas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Investir em conhecimento significa também ampliar a capacidade de quem trabalha diretamente com a criação de peixes e de quem poderá ajudar outros produtores a enfrentarem os desafios da atividade.

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Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos com alimentação controlada, monitoramento constante e boas práticas de produção. A atividade pode ser realizada em águas marinhas e continentais. Dentro de espaços como rios, lagos, reservatórios, utilizando água destes em viveiros escavados em terra ou em aquários. Há diversas formas de cultivo e diversas espécies.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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