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Ações asiáticas sobem com impulso do setor de serviços na China
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China e Hong Kong registram segunda alta consecutiva nas bolsas
Os mercados acionários da China e de Hong Kong encerraram o pregão desta terça-feira (5) em alta, consolidando a segunda sessão consecutiva de ganhos. A recuperação vem após fortes perdas registradas na semana anterior e foi impulsionada por dados positivos do setor de serviços chinês.
PMI de serviços da China avança e anima investidores
A alta nos mercados foi estimulada por uma pesquisa do setor privado que apontou aceleração na atividade de serviços da China. O índice de gerentes de compras (PMI) da S&P Global subiu de 50,6 em junho para 52,6 em julho, indicando a expansão mais rápida desde maio de 2024. Esse resultado foi puxado pelo aumento da demanda e pelo crescimento dos novos pedidos de exportação.
O PMI da S&P é visto como um termômetro mais preciso das tendências entre pequenas empresas e companhias voltadas para exportação.
Divergência com indicador oficial chama atenção
Apesar do resultado positivo, analistas do Goldman Sachs alertaram que ainda há discrepâncias no setor. Segundo eles, a diferença entre o PMI privado e o índice oficial — que apresentou queda em julho — sugere variações significativas entre os subsegmentos do setor de serviços.
Desempenho dos principais índices asiáticos
Confira como fecharam os principais mercados da Ásia nesta terça-feira:
- Xangai (SSEC): +0,96%, a 3.617 pontos — maior nível desde janeiro de 2022.
- CSI300 (Xangai e Shenzhen): +0,80%, a 4.103 pontos.
- Hong Kong (Hang Seng): +0,68%, a 24.902 pontos.
- Tóquio (Nikkei): +0,64%, a 40.549 pontos.
- Seul (Kospi): +1,60%, a 3.198 pontos.
- Taiwan (Taiex): +1,20%, a 23.660 pontos.
- Cingapura (Straits Times): +0,27%, a 4.208 pontos.
- Sydney (S&P/ASX 200): +1,23%, a 8.770 pontos.
Resumo
Os mercados asiáticos tiveram desempenho positivo nesta terça-feira, liderados pela recuperação das bolsas chinesas. O otimismo foi sustentado pela melhora na atividade de serviços, especialmente no setor exportador, embora especialistas alertem para diferenças importantes entre os subgrupos do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde
O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.
Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.
O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.
Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão
O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.
O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.
A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.
Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.
Interesse pela bebida cresce entre consumidores
O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.
Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.
O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.
Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular
O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.
Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.
Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.
Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular
Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.
De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.
Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.
Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.
Consumo deve ser feito com moderação
Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.
A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.
Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.
Setor vê oportunidades para os próximos anos
Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.
A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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