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Ações de tecnologia impulsionam alta nos futuros de Wall Street; investidores acompanham tarifas dos EUA
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Os contratos futuros dos principais índices de Wall Street operavam em alta na manhã desta quarta-feira (4), impulsionados pelo desempenho positivo das ações de tecnologia. O otimismo dos investidores foi reforçado pelos resultados acima do esperado da Hewlett Packard Enterprise (HPE), que elevaram o ânimo em torno do potencial da inteligência artificial.
Hewlett Packard Enterprise sobe com demanda por servidores de IA
As ações da HPE registravam alta de quase 6% no pré-mercado. A empresa superou as estimativas de lucro e receita, impulsionada pela forte demanda por seus servidores voltados à inteligência artificial e pelo crescimento no segmento de nuvem híbrida.
Nvidia e outros fabricantes de chips também avançam
A Nvidia, uma das principais referências do setor de semicondutores, subia 1% nesta manhã, ampliando os ganhos acumulados na semana. Outras companhias do setor, como Broadcom e Advanced Micro Devices (AMD), também apresentavam valorização.
EUA elevam tarifas sobre aço e alumínio
Em paralelo ao bom desempenho do setor de tecnologia, os mercados monitoram de perto as novas medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, o governo norte-americano dobrou as tarifas sobre as importações de aço e alumínio, elevando as taxas de 25% para 50%. A medida faz parte de um esforço do presidente Donald Trump para pressionar os parceiros comerciais a apresentar novas propostas e evitar a aplicação de tarifas adicionais em julho.
Expectativa de diálogo entre EUA e China cresce
O foco dos investidores está voltado para as negociações entre Washington e seus principais parceiros comerciais, especialmente a China. Há expectativa de que Trump converse ainda esta semana com o presidente chinês, Xi Jinping, em meio ao aumento das tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
“Todos os olhos estão voltados para a China, que atualmente é a maior prejudicada pela nova política comercial de Trump. Ainda parece distante um acordo entre os dois países”, afirmou Russ Mould, diretor de investimentos da AJ Bell.
Desempenho dos índices futuros
Por volta das 8h (horário de Brasília), os contratos futuros dos principais índices operavam em alta:
- S&P 500: +0,2%
- Nasdaq 100: +0,2%
- Dow Jones: +0,14%
Maio fecha com desempenho expressivo
Maio registrou o melhor desempenho mensal para o S&P 500 e o Nasdaq desde novembro de 2023. O resultado foi favorecido por uma percepção de abrandamento na retórica protecionista do governo Trump, o que também contribuiu para o otimismo dos mercados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.
Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.
China responde por mais da metade das exportações brasileiras
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.
Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.
O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores
Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.
Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.
Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.
Carne in natura domina receita das exportações
A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.
O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.
O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira
A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.
Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.
Perspectivas seguem positivas para o restante do ano
Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.
A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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