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Açúcar fecha em alta no mercado brasileiro após feriado nos EUA; clima na Índia segue no radar do setor
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O mercado do açúcar encerrou a sexta-feira (19) com movimentação limitada no cenário internacional devido à paralisação das negociações na Bolsa de Nova York, que permaneceu fechada em razão do feriado de Juneteenth, celebrado nos Estados Unidos. No Brasil, porém, o açúcar cristal registrou recuperação nos preços, interrompendo uma sequência de quedas observada nas últimas sessões.
A ausência das negociações na principal referência global para a commodity reduziu o volume de negócios internacionais, mas investidores e agentes do setor continuaram atentos aos fundamentos que influenciam a oferta e a demanda mundial de açúcar.
Mercado internacional segue atento à oferta global
Antes da interrupção das negociações, os contratos futuros do açúcar bruto haviam encerrado a sessão anterior em queda, pressionados principalmente pela valorização do dólar frente a outras moedas. O fortalecimento da moeda norte-americana tende a reduzir a competitividade das commodities negociadas internacionalmente, impactando o comportamento dos preços.
Mesmo sem a referência de Nova York, o mercado manteve o foco sobre fatores estruturais, como o desempenho produtivo dos principais exportadores mundiais e as condições climáticas nas regiões produtoras.
Entre os pontos de atenção está a evolução da safra na Índia, segundo maior produtor global de açúcar. O país enfrenta irregularidades no regime de monções, situação que gera preocupação quanto ao potencial produtivo da próxima temporada e pode influenciar a disponibilidade global da commodity.
Açúcar cristal volta a subir no mercado interno
No mercado doméstico, o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco comercializado no estado de São Paulo registrou valorização de 0,78% na sexta-feira.
A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 91,46, revertendo parte das perdas acumuladas recentemente. Apesar da recuperação pontual, os preços ainda apresentam recuo de 1,66% no acumulado de junho.
Segundo analistas, o mercado físico continua operando com cautela diante da maior disponibilidade de produto e da postura mais conservadora de compradores e vendedores.
Petróleo influencia estratégia das usinas
Outro fator que permanece no radar do setor sucroenergético é o comportamento do mercado de petróleo. A recente queda das cotações internacionais da commodity reduz a competitividade do etanol frente à gasolina, o que pode estimular as usinas brasileiras a destinarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar.
Esse movimento tende a elevar a oferta do adoçante no mercado global, aumentando a pressão sobre os preços internacionais nos próximos meses.
Perspectivas para o mercado do açúcar
Para as próximas semanas, o mercado deve continuar monitorando a evolução das condições climáticas na Índia, o ritmo da moagem da cana no Centro-Sul do Brasil e os desdobramentos do mercado energético global.
A combinação entre maior produção brasileira e incertezas sobre a safra indiana deverá seguir determinando o comportamento das cotações, em um cenário marcado por elevada volatilidade e atenção redobrada dos agentes do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Bolsas globais avançam com alívio geopolítico, e Ibovespa sobe de olho em Vale, Petrobras e inflação
Os mercados financeiros iniciaram a semana em clima mais otimista, impulsionados pelo avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. O alívio das tensões no Oriente Médio reduziu a aversão ao risco dos investidores e favoreceu a alta das bolsas globais, enquanto o petróleo registrou queda nos mercados internacionais.
No Brasil, o movimento positivo também predominou. O Ibovespa operava em alta nesta segunda-feira, sustentado pelo bom desempenho de ações ligadas ao consumo, mineração e energia, enquanto o dólar apresentava recuo frente ao real.
Wall Street reage ao avanço das negociações no Oriente Médio
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários abriram o dia em território positivo. O mercado repercute os sinais de progresso nas conversas entre Washington e Teerã, que podem resultar em um acordo mais amplo nos próximos meses.
O sentimento mais favorável ao risco contribuiu para a valorização das ações de tecnologia, segmento que continua liderando os ganhos em Wall Street. Além disso, investidores acompanham a divulgação de indicadores de inflação que poderão influenciar os próximos passos da política monetária americana.
A perspectiva de redução das tensões também pressionou os preços internacionais do petróleo, após a sinalização de maior estabilidade para o fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo.
Europa acompanha cenário político e mantém viés positivo
As bolsas europeias operaram majoritariamente em alta, refletindo tanto a melhora do ambiente geopolítico quanto os desdobramentos políticos no Reino Unido.
O mercado reagiu à renúncia de Keir Starmer da liderança política britânica, enquanto investidores continuam monitorando os impactos das decisões dos bancos centrais sobre a atividade econômica da região.
Entre os principais índices do continente, Londres, Frankfurt e Madri registraram ganhos, enquanto Paris apresentou desempenho mais moderado.
Ásia fecha sem direção única, mas China atinge máximas
Na Ásia, o desempenho foi misto. Os investidores repercutiram os sinais de aproximação entre Estados Unidos e Irã e a decisão do Banco do Povo da China de manter as taxas de juros inalteradas.
O destaque ficou para os mercados chineses, que avançaram com força e atingiram os maiores níveis em vários anos, impulsionados por expectativas de estímulos econômicos e melhora da atividade industrial.
No Japão, o índice Nikkei renovou máximas históricas, sustentado pelo forte desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial e tecnologia.
Ibovespa avança e mercado monitora inflação e juros
No mercado doméstico, o Ibovespa iniciou a semana em alta, refletindo o cenário externo mais favorável e a entrada de fluxo estrangeiro para ativos brasileiros.
Além do ambiente internacional, os investidores acompanham a atualização das projeções econômicas do mercado, que apontaram nova elevação das expectativas para inflação e taxa Selic nos próximos meses.
A trajetória dos juros continua sendo um dos principais fatores para a precificação dos ativos brasileiros, especialmente nos setores de varejo, construção civil e consumo.
Vale, Petrobras e Azzas concentram atenções dos investidores
Entre os destaques corporativos do pregão, a Vale permaneceu no radar do mercado devido às discussões envolvendo sua governança corporativa e movimentações no conselho de administração.
A Petrobras também segue acompanhada de perto pelos investidores, em meio às oscilações das cotações internacionais do petróleo e à revisão de estratégias de investimentos da companhia.
Já a Azzas chamou atenção após registrar forte valorização, impulsionada pela avaliação de alternativas estratégicas envolvendo a marca Farm Rio.
Outro destaque foi a Ultrapar, que anunciou a aprovação de um novo programa de recompra de ações, medida geralmente interpretada pelo mercado como sinal de confiança da administração nas perspectivas futuras da companhia.
Agronegócio acompanha dólar e commodities
Para o agronegócio, o cenário permanece favorável à observação dos movimentos do câmbio e das commodities agrícolas.
A valorização das bolsas globais, a queda do dólar e o comportamento dos preços internacionais de petróleo, soja e milho devem influenciar diretamente a formação de preços no mercado brasileiro ao longo desta semana.
Além disso, a evolução das negociações no Oriente Médio continuará sendo um dos principais vetores para os mercados financeiros e para as commodities, especialmente aquelas ligadas à energia e ao comércio internacional.
Perspectivas para a semana
Os investidores iniciam a semana atentos a três fatores centrais:
- Evolução das negociações entre Estados Unidos e Irã;
- Indicadores de inflação nos Estados Unidos e no Brasil;
- Comportamento das commodities e do dólar.
Caso o ambiente geopolítico permaneça estável, o mercado tende a continuar favorecendo ativos de risco, beneficiando bolsas de valores, moedas emergentes e setores diretamente ligados ao crescimento econômico global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

