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Açúcar fecha semana em alta nas bolsas internacionais e reforça tendência de valorização
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Mercado internacional: açúcar mantém trajetória de alta
O mercado global de açúcar encerrou a última semana com valorização nas principais bolsas internacionais, consolidando uma sequência positiva observada ao longo dos últimos pregões.
Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto registraram novos ganhos. O vencimento maio/2026 avançou 0,33 centavo, fechando a 15,70 cents de dólar por libra-peso. Já o contrato julho/2026 subiu 0,37 centavo, para 15,83 cents/lbp, enquanto o outubro/2026 teve alta de 0,40 centavo, encerrando a 16,15 cents/lbp.
Os contratos de vencimentos mais longos também acompanharam o movimento, reforçando o viés positivo do mercado no fechamento da semana.
Bolsa de Londres acompanha valorização do açúcar branco
Na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou desempenho positivo, acompanhando o cenário observado em Nova York.
O contrato maio/2026 teve leve alta de US$ 0,20, sendo negociado a US$ 451,40 por tonelada. Já o vencimento agosto/2026 avançou US$ 4,80, para US$ 454,30, enquanto o contrato outubro/2026 registrou ganho de US$ 6,90, encerrando a US$ 456,30 por tonelada.
Assim como no mercado americano, os contratos de longo prazo também apresentaram valorização, indicando consistência na tendência de alta.
Mercado interno: preços no Brasil seguem tendência externa
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, ainda não havia sido atualizado até o momento da publicação.
Apesar disso, o comportamento do mercado ao longo da semana sugere uma recuperação gradual dos preços internos, acompanhando — ainda que de forma parcial — o movimento positivo observado no cenário internacional.
Perspectivas: cenário segue favorável, mas exige atenção
A valorização do açúcar nas bolsas internacionais reforça um ambiente mais otimista para o setor, sustentado por fatores como oferta global, demanda e oscilações cambiais.
No entanto, o mercado segue atento a possíveis mudanças no cenário macroeconômico e nas condições de produção, que podem influenciar diretamente a formação de preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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