CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Açúcar inicia abril em queda com pressão global e recuo no mercado brasileiro

Publicados

AGRONEGOCIOS

O mercado de açúcar começou o mês de abril em movimento de baixa, com desvalorização nas bolsas internacionais e recuo também no mercado interno brasileiro. O cenário reflete a pressão de uma maior oferta global e um ajuste nas cotações após a valorização observada ao longo de março.

Queda nas bolsas internacionais marca início de abril

As cotações do açúcar registraram nova retração nas principais bolsas globais na quinta-feira (2), mantendo a tendência negativa observada desde o início do mês.

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o dia em baixa. O contrato maio/26 recuou 0,29 cent, sendo negociado a 15,00 cents de dólar por libra-peso. O julho/26 caiu 0,26 cent, para 15,21 cents/lbp, enquanto o outubro/26 registrou queda de 0,24 cent, fechando a 15,61 cents/lbp. Os contratos mais longos também acompanharam o movimento de desvalorização.

Açúcar branco também recua em Londres

Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco seguiu a mesma tendência de baixa. O contrato maio/26 caiu US$ 6,40, sendo negociado a US$ 435,70 por tonelada. O vencimento agosto/26 recuou US$ 6,30, para US$ 439,40, enquanto o outubro/26 teve queda de US$ 6,10, encerrando a US$ 443,10 por tonelada. Os demais vencimentos também registraram perdas.

Leia Também:  Conversas entre EUA e China Impulsionam Alta do Milho em Chicago; B3 Opera com Oscilações
Mercado interno registra nova queda em São Paulo

No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, apontou recuo de 0,26% na quinta-feira (2). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 105,06.

Com esse resultado, o indicador acumula baixa de 0,38% em abril, ampliando as perdas observadas já no primeiro dia do mês.

Mercado pressionado após valorização em março

O início de abril confirma um cenário de mercado pressionado, tanto no ambiente internacional quanto no doméstico. O movimento ocorre após o forte avanço registrado ao longo de março, indicando um período de correção nos preços.

Aumento da produção global intensifica pressão

As cotações chegaram a renovar mínimas de duas semanas, ampliando as perdas diante do avanço da oferta global.

Na Índia, a produção de açúcar entre 1º de outubro e 31 de março da safra 2025/26 cresceu 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 27,12 milhões de toneladas, segundo dados da Federação Nacional de Cooperativas de Usinas de Açúcar (NFCO).

Leia Também:  Plantio da soja 2025/2026 avança pelo Brasil após fim do vazio sanitário

O aumento da produção em um dos principais países produtores contribui para o cenário de maior disponibilidade global, pressionando os preços nas bolsas internacionais.

Perspectivas para o mercado de açúcar

O mercado segue atento ao comportamento da oferta e demanda global, além de fatores como condições climáticas, ritmo da safra e fluxo de exportações. A tendência de curto prazo indica manutenção da volatilidade, com os preços ainda influenciados pelo avanço da produção mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma

Publicados

em

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.

Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.

Leia Também:  Seca na época do plantio leva sojicultores e a cultivar algodão

“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.

“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.

Reuniões bilaterais

Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

Leia Também:  Suinocultura brasileira mantém bom desempenho com exportações firmes e custos sob controle, aponta Itaú BBA

A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA