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Açúcar registra alta nos mercados internacionais apesar das previsões de superávit global

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Analistas apontam que o superávit de produção poderá impactar as margens de lucro das usinas, mas não impediu a valorização nas bolsas internacionais. A seguir, detalhamos os principais fatores que influenciaram o desempenho do açúcar, tanto no mercado global quanto no doméstico.

Perspectivas para o Mercado Global

Mesmo com as previsões de aumento na produção de açúcar, os contratos futuros da commodity registraram alta nas bolsas internacionais. A corretora StoneX informou que a oferta global de açúcar deverá passar de um déficit de 2,8 milhões de toneladas métricas no período de outubro de 2024 a setembro de 2025 para um superávit de 3,7 milhões de toneladas em 2025/26. Este superávit, no entanto, foi projetado de forma mais conservadora do que as estimativas da Louis Dreyfus, segundo reportagem da Reuters.

Bruno Lima, diretor de soft commodities da StoneX, afirmou durante a New York Sugar Week que, embora o ano passado tenha apresentado várias oportunidades para as usinas fixarem o preço do açúcar, o cenário de mercado está mudando, e as perspectivas para 2025 não indicam tantas chances favoráveis.

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Produção de Açúcar no Brasil

A produção de açúcar do centro-sul do Brasil também apresenta previsões de crescimento. A estimativa para a safra 2025/26 é de 41,8 milhões de toneladas métricas, um aumento em relação aos 40,2 milhões de toneladas projetados para 2024/25. No entanto, a produção de cana-de-açúcar deverá diminuir, passando de 621,9 milhões de toneladas para 608,5 milhões de toneladas.

Valorização nos Mercados de Nova York e Londres

Nos contratos futuros da ICE Futures de Nova York, todos os lotes de açúcar bruto fecharam com alta. O contrato para julho de 2025 subiu 52 pontos, sendo negociado a 18,22 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato para outubro de 2025 registrou uma alta de 54 pontos, fechando a 18,41 centavos por libra-peso. Outros lotes também apresentaram altas entre 38 e 54 pontos.

Na ICE Futures Europe, em Londres, todos os contratos do açúcar branco também apresentaram valorização. O contrato para agosto de 2025 foi negociado a US$ 509,80 a tonelada, com uma alta de 14,80 dólares em relação ao dia anterior. Já o contrato de outubro de 2025 subiu 13,20 dólares, fechando a US$ 503,60 por tonelada.

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Mercado Interno e Preços no Brasil

No mercado doméstico, a saca de 50 quilos de açúcar cristal, medida pelo Indicador Cepea/Esalq da USP, apresentou uma desvalorização de 1,20% nesta terça-feira. A saca foi comercializada a R$ 139,45, em comparação com R$ 141,15 no dia anterior, marcando o quinto dia consecutivo de queda.

Aumento no Preço do Etanol Hidratado

O preço do etanol hidratado também apresentou um pequeno aumento no mercado interno. O biocombustível foi negociado a R$ 2.801,00 por metro cúbico, representando uma valorização de 0,59% em relação ao preço do dia anterior, que era de R$ 2.784,50.

O mercado de açúcar segue com uma dinâmica complexa, com altas nas bolsas internacionais e variações no mercado doméstico. As previsões de superávit global de açúcar e o aumento na produção brasileira indicam um cenário de mudanças, que podem impactar diretamente as margens de lucro das usinas e o comportamento dos preços, tanto para a commodity quanto para o etanol.

Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido anuncia bloqueio a produtos agrícolas ligados a desmatamento

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O governo britânico anunciou nesta terça-feira (23.06), que aplicará medidas para impedir a compra de produtos agrícolas de origem estrangeira vindos de terras desmatadas. A decisão, que deve entrar em vigor em 2027, caiu como uma bomba sobre o agronegócio brasileiro que já enfrenta um embargo sanitário da União Europeia contra a carne e outros produtos de origem animal, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026.

A nova ofensiva britânica segue a lógica do Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), ao ignorar a soberania da legislação ambiental brasileira. Ao desconsiderar as autorizações de supressão vegetal concedidas por órgãos oficiais do Brasil, o Reino Unido e o bloco europeu impõem critérios unilaterais que tratam qualquer área desmatada — ainda que dentro da lei — como um impeditivo para a importação.

Para o setor agroexportador, a combinação das medidas representa uma mudança estrutural na dinâmica de comércio exterior. A exigência de rastreabilidade plena e a não aceitação dos protocolos nacionais de licenciamento colocam em risco a rentabilidade das exportações para os dois blocos, que compõem o principal mercado de alto valor agregado para a proteína animal e as commodities brasileiras.

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O bloqueio sanitário, oficializado pela Comissão Europeia no dia 4 deste mês, baseia-se na alegação de falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos e antibióticos. A proibição afeta toda a cadeia de proteína animal — carne, frango, pescado, leite e mel — e impõe um prejuízo imediato ao fluxo de caixa das indústrias exportadoras, que agora buscam, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e entidades como a ABIEC, reverter a sanção.

A estratégia dos blocos europeus desloca o eixo de competitividade do agronegócio: a eficiência produtiva, que sustentou o crescimento do setor nas últimas décadas, cede lugar à capacidade de submissão documental a exigências ambientais e sanitárias que extrapolam o Código Florestal Brasileiro. Sem o reconhecimento mútuo das leis locais, o produtor nacional torna-se refém de um rigor técnico que, na prática, funciona como uma barreira não tarifária para proteger mercados internos europeus e britânicos.

O governo do Reino Unido disse que vai ouvir empresas e outros países antes de aplicar as novas regras contra o desmatamento, num processo que chamam de “consulta pública”. Isso vai acontecer ao longo deste ano. Na prática, é a última chance do Brasil tentar negociar e pedir que os ingleses aceitem nossas leis e documentos como prova de que o produto não veio de desmate

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Mas, para quem entende do assunto, essa consulta tem cara de “jogo de cartas marcadas”: eles abrem para ouvir, mas raramente mudam a decisão que já tomaram de endurecer o cerco contra a carne e os grãos brasileiros. É um ritual burocrático que, no fim, serve apenas para eles dizerem que “ouviram”, antes de começar a punir quem não seguir o cartilha deles.

Fonte: Pensar Agro

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