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Açúcar Retoma Alta Enquanto Etanol Continua em Queda
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Os contratos futuros de açúcar registraram uma recuperação nesta terça-feira (25), após duas sessões de perdas consecutivas. De acordo com analistas da Barchart, “os preços do açúcar se recuperaram das mínimas de uma semana e fecharam moderadamente mais altos, impulsionados pela queda do índice do dólar, o que fomentou a cobertura de posições vendidas nos contratos futuros”.
Outro fator que tem influenciado as cotações da commodity é a decisão do governo indiano, anunciada em janeiro, de permitir que suas usinas exportem 1 milhão de toneladas de açúcar nesta temporada. Esta medida flexibilizou as restrições impostas às exportações de açúcar em 2023, quando a Índia havia limitado as exportações para garantir um abastecimento doméstico adequado.
Na temporada 2022/23, que se encerrou em setembro de 2023, o país permitiu a exportação de apenas 6,1 milhões de toneladas, uma queda significativa em relação ao recorde de 11,1 milhões de toneladas na temporada anterior. A Associação das Usinas de Açúcar da Índia (ISMA) projeta que, em 2024/25, a produção de açúcar do país cairá 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo o menor nível em cinco anos, com 26,4 milhões de toneladas.
Mercado Internacional
Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto, contrato para maio de 2025, subiu 25 pontos, sendo negociado a 19,51 centavos de dólar por libra-peso. O contrato para julho de 2025 registrou alta de 23 pontos, fechando a 19,19 centavos por libra. Outros contratos também apresentaram altas entre 15 e 24 pontos.
No mercado de Londres, o açúcar branco, cotado na ICE Futures Europe, teve o contrato de maio de 2025 negociado a US$ 544,70 por tonelada, com alta de 2,30 dólares. O contrato de agosto de 2025 foi firmado a US$ 533,80 por tonelada, valorização de 3,20 dólares. Os demais contratos também apresentaram elevações, variando entre 2,70 e 4 dólares.
Mercado Doméstico
No mercado interno, o açúcar cristal apresentou queda conforme o Indicador Cepea/Esalq, da USP. Na terça-feira, a saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 137,89, frente a R$ 138,01 na segunda-feira, representando uma redução de 0,09% na comparação diária.
Etanol Hidratado
O etanol hidratado registrou o terceiro dia consecutivo de desvalorização, de acordo com o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 2.843,50 o metro cúbico, contra R$ 2.844,50 o metro cúbico no dia anterior, marcando uma leve queda de 0,04% na comparação diária. No acumulado do mês de março, o preço do etanol apresenta uma desvalorização de 3,46%.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026
O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.
De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.
Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto
No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.
O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.
Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.
Menor produção pode aumentar dependência de importações
A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.
As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.
No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.
No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.
Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais
Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.
Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.
Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.
Paraná enfrenta resistência para novas altas
No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.
Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.
O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.
Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.
Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses
Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.
A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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