AGRONEGOCIOS
Açúcar sobe no mercado internacional, mas preços caem no Brasil com pressão da safra e recuo do etanol
AGRONEGOCIOS
Mercado internacional do açúcar mantém viés de alta
O mercado do açúcar encerrou a quinta-feira (23) com novos ganhos nas bolsas internacionais, dando continuidade ao movimento positivo observado nos últimos pregões.
Em Nova York, os contratos de açúcar bruto negociados na ICE Futures registraram valorização moderada em diferentes vencimentos:
- Maio/26: +0,03 cent, fechando a 13,60 cents/lbp
- Julho/26: +0,08 cent, a 13,89 cents/lbp
- Outubro/26: +0,08 cent, a 14,31 cents/lbp
Os demais contratos também encerraram o dia em alta, reforçando o movimento de recuperação das cotações no curto prazo.
Açúcar branco também avança em Londres
Na ICE Europe, o açúcar branco manteve o viés positivo ao longo da sessão.
Os principais vencimentos registraram ganhos:
- Agosto/26: alta de US$ 3,80, para US$ 427,50/t
- Outubro/26: avanço de US$ 3,00, para US$ 425,00/t
- Dezembro/26: valorização de US$ 2,00, a US$ 425,60/t
Os demais contratos também acompanharam o movimento de alta, refletindo sustentação no mercado externo.
Mercado interno do açúcar recua com força no Brasil
No mercado doméstico, o cenário foi de pressão sobre os preços. O indicador do açúcar cristal branco Cepea/Esalq, em São Paulo, registrou queda de 3,01% nesta quinta-feira (23).
A saca de 50 kg foi negociada a R$ 96,06, ampliando o movimento negativo observado ao longo do mês.
Com isso, o indicador acumula retração de 8,91% em abril, refletindo maior pressão de oferta no mercado físico com o avanço da safra 2026/27.
Safra e demanda pressionam preços no mercado brasileiro
Segundo análise de mercado, o cenário interno segue influenciado por dois fatores principais: expectativa de maior oferta com o avanço da colheita e demanda mais cautelosa por parte dos compradores.
A postura retraída de usinas e compradores indica que o mercado aguarda novas oportunidades de compra diante da perspectiva de maior disponibilidade de produto no curto prazo.
Petróleo dá suporte ao açúcar no mercado global
No cenário internacional, a recente alta do petróleo tem contribuído para sustentar os preços do açúcar.
O movimento favorece a competitividade do etanol, o que pode reduzir a destinação de cana para a produção de açúcar e, consequentemente, diminuir a oferta global do produto.
Esse fator tem ajudado a manter o viés positivo nas bolsas internacionais, apesar da volatilidade do mercado.
Etanol segue em forte queda em abril
No mercado de biocombustíveis, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.523,50/m³ nesta quinta-feira (23), com queda de 1,54% no comparativo diário.
No acumulado de abril, o indicador já registra retração de 16,65%, reforçando o cenário de pressão contínua sobre os preços do etanol no mercado paulista.
Enquanto o mercado internacional do açúcar mantém tendência de recuperação sustentada por fatores energéticos e cambiais, o cenário doméstico brasileiro segue pressionado pela oferta da nova safra e pela demanda mais fraca, com impactos diretos também sobre o mercado de etanol.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Mercados globais operam em queda com tensão geopolítica, realização de lucros no Brasil e volatilidade nas bolsas internacionais
Mercados internacionais registram perdas em Nova York e Ásia, enquanto Europa encerra de forma mista; no Brasil, Ibovespa passa por correção após sequência de máximas, com dólar próximo de R$ 5 e atenção voltada ao petróleo e fluxo estrangeiro.
Bolsas globais refletem aversão ao risco e incertezas geopolíticas
Os mercados financeiros globais encerraram as últimas sessões em cenário de forte cautela, influenciados principalmente pela escalada das tensões no Oriente Médio, oscilação dos preços do petróleo e resultados corporativos mistos no setor de tecnologia.
Em Wall Street, o movimento foi negativo. O Dow Jones caiu 0,32%, enquanto o S&P 500 recuou 0,57% e o Nasdaq teve baixa de 0,87%, pressionado por preocupações com o impacto da inteligência artificial sobre empresas de software e valuation do setor.
Na Europa, o desempenho foi misto. O índice STOXX 600 subiu 0,12%, encerrando aos 614,63 pontos. Entre os principais mercados, o FTSE 100 (Londres) caiu 0,19%, o DAX (Frankfurt) recuou 0,16%, enquanto o CAC 40 (Paris) avançou 0,87%, liderando os ganhos regionais.
Na Ásia, o cenário foi predominantemente negativo. O Hang Seng caiu 0,95%, o SSEC recuou 0,33%, e o CSI300 perdeu 0,35%, refletindo o aumento da aversão ao risco global. Em contraste, o Kospi (Coreia do Sul) fechou estável, enquanto o Taiwan Taiex avançou 3,23%, impulsionado pelo setor de tecnologia.
China oscila entre tensão geopolítica e otimismo com inteligência artificial
As bolsas chinesas foram pressionadas por incertezas no Oriente Médio e pela redução do otimismo dos investidores diante do cenário global. A paralisação das negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã aumentou a aversão ao risco, enquanto o fortalecimento do dólar também pesou sobre os mercados.
O setor de telecomunicações liderou as perdas na China, com queda superior a 4%. Por outro lado, o segmento de semicondutores avançou após o lançamento de um novo modelo de inteligência artificial pela startup DeepSeek, que impulsionou expectativas de demanda por chips locais.
O índice de semicondutores da China subiu 1,8%, enquanto em Hong Kong empresas do setor como a Huahong Semiconductor e a SMIC registraram fortes altas, refletindo o otimismo com a tecnologia de IA.
Ibovespa passa por realização de lucros após sequência de recordes
No Brasil, o Ibovespa opera em fase de correção após queda no pregão anterior, quando recuou abaixo dos 192 mil pontos, depois de ter renovado sucessivas máximas históricas próximas dos 200 mil pontos.
O movimento é interpretado como realização de lucros, após forte valorização de ações ao longo de 2026. Papéis que acumulam ganhos recentes passaram a registrar ajustes, em um cenário natural de acomodação do mercado.
O fluxo de investidores estrangeiros segue como fator de suporte relevante, mantendo participação recorde na Bolsa brasileira, o que ajuda a amortecer quedas mais acentuadas.
Petróleo acima de US$ 100 reforça volatilidade global
O avanço do petróleo Brent acima de US$ 100 por barril segue como um dos principais vetores de instabilidade nos mercados. A alta está diretamente ligada às tensões no Oriente Médio e à preocupação com possíveis impactos na oferta global.
O cenário geopolítico também mantém atenção voltada ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte global de petróleo, elevando o prêmio de risco dos ativos.
Câmbio, fluxo estrangeiro e indicadores dos EUA no radar
O dólar comercial abriu próximo da estabilidade, girando em torno de R$ 5,00, com o mercado atento à atuação do Banco Central e ao comportamento do fluxo internacional.
Entre os fatores monitorados pelos investidores estão:
- Fluxo estrangeiro positivo na B3 em 2026, sustentando o Ibovespa
- Nova prévia da carteira do Ibovespa, com mudanças em papéis e rebalanceamentos institucionais
- Indicadores de confiança do consumidor nos EUA, que influenciam o apetite global por risco
- Análise técnica do Ibovespa aponta zonas de suporte e resistência
No cenário técnico, analistas destacam suportes relevantes para o índice em 188 mil pontos e 184,3 mil pontos, caso a correção se intensifique.
Já a região próxima dos 200 mil pontos permanece como principal resistência, sendo o nível-chave para retomada de uma nova perna de alta.
Conclusão: mercado global segue sensível a geopolítica e juros
O comportamento recente das bolsas reforça um ambiente global marcado por volatilidade, onde decisões de política monetária, conflitos geopolíticos e movimentos do setor de tecnologia seguem ditando o rumo dos ativos.
No Brasil, apesar da correção de curto prazo, o fluxo estrangeiro e o cenário de commodities ainda sustentam o viés estrutural do mercado, enquanto investidores acompanham com atenção os desdobramentos externos que continuam influenciando o apetite por risco.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet2 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão

