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Aeronave autônoma Pelican 2 atinge 10 mil voos no Brasil e realiza primeira pulverização comercial em canavial do mundo

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Pelican 2 revoluciona a aviação agrícola no Brasil

A Synerjet, empresa líder em soluções de aviação, anunciou que a aeronave autônoma Pelican 2, fabricada pela norte-americana Pyka, ultrapassou a marca de 10 mil voos no Brasil em menos de um ano de operação. O feito consolida o país como um dos maiores polos de inovação em aviação agrícola autônoma no mundo.

Trazido ao Brasil no início de 2025, o Pelican 2 já é utilizado na pulverização de grandes culturas como soja, milho e algodão, e agora alcança um marco inédito: a primeira pulverização comercial em um cultivo de cana-de-açúcar do mundo, realizada na cidade de Teodoro Sampaio (SP).

“Estamos muito orgulhosos do avanço do Pelican ao longo de 2025 em todo o país. O modelo veio para ficar, e estamos investindo fortemente na capacitação de profissionais para operá-lo. Estamos levando os clientes a uma nova era da aviação agrícola”, afirmou Mateus Dallacqua, diretor de Vendas e Inovação da Synerjet.

Tecnologia de ponta e eficiência operacional

O Pelican 2 é uma aeronave elétrica e totalmente autônoma, projetada para aumentar a precisão e a sustentabilidade na aplicação de defensivos agrícolas. Com capacidade para 300 litros de carga útil e cinco conjuntos de baterias que garantem operação contínua, o equipamento pode cobrir até 90 hectares por hora, dependendo das condições de voo e da taxa de aplicação.

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Além da eficiência no campo, o modelo se destaca pela capacidade de operar à noite, o que praticamente dobra a janela de pulverização e permite combater pragas noturnas no momento ideal, ampliando a produtividade e a segurança da operação.

Expansão e perspectiva para a próxima safra

Com desempenho comprovado e rápida adoção no agronegócio brasileiro, a Synerjet já comercializa unidades do Pelican 2 para a safra 2026/27, reforçando o protagonismo do país no uso de tecnologia elétrica e autônoma na agricultura.

Segundo Dallacqua, o modelo se consolidou como referência em produtividade, sustentabilidade e alta precisão, atributos que o tornam uma das principais apostas do setor para os próximos anos.

“Os resultados obtidos até aqui mostram que o Pelican 2 é mais do que uma inovação tecnológica — é uma ferramenta estratégica para aumentar a competitividade e reduzir o impacto ambiental das operações agrícolas”, destacou o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.

O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.

Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso

De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.

O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.

Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.

Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.

Preço mínimo para cobrir os custos

Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.

Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.

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O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.

Soja também terá aumento nos custos de produção

Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.

Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.

Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:

  • Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
  • Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.

Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.

As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.

Crédito restrito preocupa produtores

Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.

Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.

Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.

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Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.

Algodão apresenta redução nos custos

Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.

O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.

A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:

  • Manutenção de máquinas e equipamentos;
  • Operações mecanizadas;
  • Defensivos agrícolas.

Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.

Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas

Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.

Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.

Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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