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Agricultura de precisão ajuda produtores a reduzir custos e equilibrar lucros frente à volatilidade de preços

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A volatilidade nos preços agrícolas e nas taxas de câmbio tem impacto direto na lucratividade dos produtores. Fatores climáticos, oferta e demanda e até relações internacionais influenciam os valores das commodities.

Um exemplo claro foi o milho: após a guerra na Ucrânia e a quebra de safra nos EUA, o preço disparou para R$ 100/saca em 2022, mas caiu para R$ 55–60 em 2023 devido à supersafra brasileira. Diante de cenários assim, ferramentas que auxiliam no controle de custos e planejamento financeiro tornam-se essenciais.

Agricultura de precisão gera economia e eficiência

A agricultura de precisão surge como aliada para otimizar toda a cadeia produtiva, proporcionando até 12% de economia em processos como:

  • Análise e correção do solo;
  • Plantio estratégico;
  • Nutrição e proteção das culturas;
  • Colheita no ponto ideal.

Ao aplicar essas tecnologias, o produtor consegue equilibrar investimentos, reduzir desperdícios e aumentar a rentabilidade, mesmo em períodos de preços instáveis.

Tecnologia CAD aplicada ao campo com AgroCAD®

O AgroCAD®, desenvolvido pela Tecgraf Agro, é um exemplo de inovação em agricultura de precisão. A ferramenta combina CAD, topografia e geoprocessamento, permitindo ao produtor:

  • Desenhar linhas e curvas de nível do terreno;
  • Criar modelos 3D do relevo e simular o escoamento da água;
  • Registrar dados por talhão, como tipo de solo, variedade de planta, produtividade e produtos aplicados.
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Integrado ao Civil 3D da Autodesk, o AgroCAD® oferece mais de 500 comandos, incluindo o planejamento do controle de escoamento de água, reduzindo erosão e preservando nutrientes aplicados.

Redução de custos com maquinário e combustível

Outro benefício do AgroCAD® é otimizar o uso de tratores equipados com GPS e piloto automático, minimizando o consumo de diesel. Com planejamento preciso de trajetos e manobras, é possível economizar combustível e aumentar a eficiência operacional, mantendo a produtividade mesmo em terrenos complexos.

Agricultura de precisão como ferramenta estratégica

Com soluções como o AgroCAD®, os produtores conseguem planejar investimentos, reduzir desperdícios e aumentar lucros, equilibrando o impacto de preços instáveis no mercado agrícola. A tecnologia não apenas protege o solo e os recursos aplicados, mas também promove decisões mais assertivas e sustentáveis na produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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