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Agro brasileiro exporta US$ 10,8 bilhões em janeiro e mantém superávit de US$ 9,2 bilhões
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Exportações do agro brasileiro registram leve retração em janeiro
O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com exportações que somaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, valor 2,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Apesar da queda, o volume exportado cresceu 7%, o que reflete o aumento da presença dos produtos brasileiros no comércio internacional. O recuo no valor total foi impulsionado pela redução média de preços de 8,6%, em linha com a queda do Índice de Preços de Alimentos da FAO, que mostrou retração em janeiro frente a dezembro de 2025.
Mesmo com a leve redução, o desempenho de janeiro foi o terceiro melhor da série histórica, representando 42,8% do total exportado pelo Brasil no mês.
Superávit de US$ 9,2 bilhões reforça saldo positivo da balança do agro
As importações do agronegócio ficaram em US$ 1,7 bilhão, uma redução de 11,2% em relação ao ano anterior.
Com isso, o setor registrou superávit comercial de US$ 9,2 bilhões, praticamente estável em relação a janeiro de 2025 (-0,4%).
ASEAN ganha destaque entre novos destinos do agro brasileiro
As exportações para os países da ASEAN cresceram 5,7% no comparativo anual, demonstrando avanço em mercados estratégicos do Sudeste Asiático — como Indonésia, Vietnã, Malásia e Filipinas.
O bloco reúne 11 países e vem se consolidando como um destino promissor para os produtos brasileiros.
China lidera compras, seguida por União Europeia e Estados Unidos
A China manteve a liderança no ranking de destinos, comprando US$ 2,1 bilhões em produtos agropecuários — o equivalente a 20% das exportações totais.
Na sequência, aparecem a União Europeia (US$ 1,7 bilhão; 11%) e os Estados Unidos (US$ 705 milhões; 6,6%).
Outros mercados ampliaram significativamente suas compras:
- Emirados Árabes Unidos (+58,5%);
- Turquia (+72,1%);
- Filipinas (+90%);
- Irã (+21,5%);
- Iêmen (+336,9%);
- Iraque (+38,2%);
- Chile (+29,1%);
- Arábia Saudita (+21,6%);
- Japão (+19,8%);
- Marrocos (+56,3%).
Carnes e soja impulsionam exportações
Os seis principais setores exportadores do agro brasileiro em janeiro foram:
- Carnes: US$ 2,58 bilhões (+24%)
- Complexo soja: US$ 1,66 bilhão (+49,4%)
- Produtos florestais: US$ 1,38 bilhão (-8,8%)
- Cereais, farinhas e preparações: US$ 1,12 bilhão (+11,3%)
- Café: US$ 1,10 bilhão (-24,7%)
- Complexo sucroalcooleiro: US$ 750 milhões (-31,8%)
A carne bovina in natura foi o produto de maior valor exportado, com US$ 1,3 bilhão e 231,8 mil toneladas embarcadas para 116 países. As compras dos Estados Unidos aumentaram 93% em relação ao mesmo mês de 2025.
Produtos emergentes batem recordes históricos
Diversos produtos fora do grupo tradicional do agro brasileiro alcançaram marcas recordes em janeiro:
- Glicerina em bruto: US$ 46,9 milhões (+114,9%)
- Óleo de milho: US$ 21,8 milhões (+335,8%)
- Mamão (papaia) fresco: US$ 6,36 milhões (+17,3%)
- Pargo: US$ 5,84 milhões (+29,1%)
- Cerveja: US$ 19,86 milhões (+3,6%)
- Ovos: US$ 14,7 milhões (+9,2%)
Esses resultados reforçam a diversificação da pauta exportadora, reduzindo a dependência de commodities tradicionais.
Governo destaca avanços em sanidade e abertura de mercados
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que o bom desempenho do setor é resultado das ações de sanidade e diplomacia comercial conduzidas pelo governo federal.
Entre os avanços, estão o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA e a recuperação rápida do status de livre de influenza aviária.
Além disso, o país obteve a retirada de tarifas adicionais dos EUA sobre diversos produtos, incluindo carne bovina in natura.
Expansão comercial e apoio a novos exportadores
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, desde 2023 o Brasil já abriu 535 novos mercados para produtos agropecuários, sendo 10 apenas em janeiro de 2026.
Iniciativas como o AgroInsight, os webinars e a Caravana do Agroexportador têm aproximado pequenos e médios produtores de oportunidades internacionais, oferecendo informação e suporte para inserção competitiva no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade
Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.
Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.
O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.
A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.
Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.
Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.
Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.
Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.
Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.
Fonte: Pensar Agro
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