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Agro Summit 2025 destaca IA em treinamentos, uso de drones e segurança com agrotóxicos
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O Agro Summit 2025 acontece no próximo dia 3 de junho, em Campinas (SP), com foco exclusivo em softwares de gestão e tecnologias voltadas ao agronegócio. Durante o evento, o Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apresentará projetos inovadores desenvolvidos com apoio do setor privado.
Entre os destaques, estão os programas Drones SP, Unidade de Referência em Produtos Químicos e Biológicos, e o IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura.
Inteligência artificial em treinamentos com agrotóxicos
O pesquisador científico Hamilton Ramos, do CEA-IAC, será o responsável por conduzir as apresentações no Agro Summit. Um dos principais temas será o uso de inteligência artificial (IA) em módulos de treinamento para instrutores e aplicadores de agrotóxicos. O sistema inclui óculos 3D e até um avatar do próprio pesquisador, referência nacional em tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas.
Essa ferramenta, desenvolvida pela Unidade de Referência, já permitiu a capacitação de mais de 130 instrutores, responsáveis por treinar trabalhadores rurais para a aplicação segura e eficiente de agrotóxicos.
“A IA permite viabilizar programas didáticos específicos, acessíveis a todos os perfis de público”, destaca Ramos.
Drones SP: capacitação para uso seguro de tecnologia
Outro projeto em evidência é o Drones SP, criado em parceria com a Fundação Coopercitrus-Credicitrus, braço da cooperativa Coopercitrus, sediada em Bebedouro (SP). A iniciativa visa promover o uso correto de drones na aplicação de defensivos agrícolas, seja em pequenas, médias ou grandes propriedades.
Segundo Ramos, apesar de promissores, os drones ainda enfrentam limitações em determinadas condições de campo, o que torna essencial ampliar o treinamento de produtores e técnicos.
“O agricultor precisa conhecer atuais limitações do equipamento. Drone ainda não resolve tudo, embora seja promissor e potencialmente evolutivo”, explica o pesquisador.
EPI agrícolas mais seguros e com qualidade certificada
Com 18 anos de atuação, o programa IAC-Quepia de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura será outro destaque no Agro Summit. A iniciativa, também financiada com recursos privados e sediada em Jundiaí (SP), tem como foco a melhoria da qualidade e certificação dos EPIs utilizados no manejo de agrotóxicos.
Graças aos avanços promovidos pelo programa, o índice de reprovação de qualidade dos EPIs agrícolas produzidos no Brasil caiu de 80% em 2010 para menos de 20% atualmente.
“Os EPIs contam com a incorporação contínua de novos recursos tecnológicos. O trabalhador rural brasileiro está cada vez mais seguro e não sabe”, afirma Ramos.
O laboratório IAC-Quepia é atualmente o único da América Latina apto a realizar ensaios de conformidade em EPIs agrícolas, além de conduzir pesquisas com padrão internacional. Ramos também integra o Consórcio Internacional de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura, formado por oito países, incluindo Estados Unidos e Alemanha.
Com uma programação que combina inovação tecnológica, capacitação e segurança no campo, o Agro Summit 2025 se consolida como um importante espaço de difusão de conhecimento para o agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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