CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

ALGODÃO/CEPEA: Apesar de ligeiras oscilações, preço segue acima dos R$ 7/lp

Publicados

AGRONEGOCIOS


Cepea, 13/4/2022 – Os preços internos do algodão pluma vêm registrando pequenas oscilações diárias, influenciados por variações do dólar e dos valores internacionais. Ainda assim, há mais de uma semana, o Indicador CEPEA/ESALQ opera na casa dos R$ 7,10/libra-peso. Entre 5 e 12 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ permaneceu praticamente estável (+0,01%), fechando a R$ 7,1715/lp na terça-feira, 12. Segundo colaboradores do Cepea, a liquidez no spot nacional tem sido limitada pela “queda de braço” entre os agentes ativos quanto aos preços e à qualidade dos lotes disponibilizados. Boa parte dos compradores, sobretudo as indústrias, está fora do mercado, trabalhando com estoques e/ou com a matéria-prima de programações de contratos a termo. Esses demandantes consideram altos os preços praticados no spot e relatam dificuldades no repasse dos valores aos seus manufaturados. Apenas os compradores com necessidade imediata é que têm adquirido a pluma. Já a maioria dos comerciantes busca efetivar negócios “casados” e/ou para cumprir programações. Do lado vendedor, os agentes estão ligeiramente mais flexíveis para realização de novos contratos, especialmente cotonicultores. Muitos produtores também não têm necessidades de vendas imediatas e seguem atentos aos tratos culturais das lavouras em desenvolvimento. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Leia Também:  BIOTROP se destaca entre as empresas mais inovadoras do Brasil, segundo Ranking Valor Inovação
Fonte: CEPEA

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

Publicados

em

A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

Leia Também:  Minas Gerais e Mato Grosso unem forças para impulsionar o agronegócio brasileiro

“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

Leia Também:  FRANGO/CEPEA: Valor da carne acompanha oferta local e diverge dentre regiões

O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA