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Algodão mantém preços firmes apesar de oscilações e cautela no mercado

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O mercado doméstico de algodão apresentou oscilações ao longo da semana, mas encerrou o período com preços firmes. De acordo com levantamento da Safras Consultoria, a demanda mostrou algum interesse para entregas na segunda quinzena de janeiro e também para posições referentes a 2026, embora de forma cautelosa.

Do lado da oferta, os produtores adotaram postura estratégica, dosando o volume disponibilizado ao mercado conforme a necessidade e buscando maior flexibilidade nas negociações.

Em São Paulo, o algodão colocado na indústria foi negociado a R$ 3,51 por libra-peso (sem ICMS), representando queda de 0,29% em relação à semana anterior, quando o valor era de R$ 3,50 por libra-peso. Já em Rondonópolis (MT), a pluma foi cotada a R$ 109,80 por arroba (ou R$ 3,32/libra-peso), com desvalorização semanal de R$ 0,15 por arroba.

Área cultivada com algodão no Mato Grosso deve recuar em 2025/26

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta que a safra 2025/26 de algodão no estado será cultivada em 1,43 milhão de hectares, o que representa uma redução de 7,28% em relação ao ciclo anterior (2024/25). Essa será a primeira retração desde a temporada 2020/21.

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A estimativa de produtividade média é de 290,74 arrobas por hectare, o que deve resultar em uma produção total de 2,58 milhões de toneladas de pluma.

Segundo o Imea, fatores ainda incertos podem influenciar o resultado final, especialmente o desempenho da safra de soja — cuja colheita impacta diretamente o ritmo de semeadura da segunda safra de algodão.

Custos altos e preços baixos desafiam rentabilidade da próxima safra

O cenário econômico também preocupa os cotonicultores. A combinação de custos de produção mais elevados, preços baixos e ritmo lento de comercialização deve continuar limitando a rentabilidade da atividade em 2025.

De acordo com o projeto CPA-MT, não há, até o momento, fatores capazes de impulsionar uma valorização significativa da pluma no mercado.

A semeadura já começou em algumas regiões do estado, o que deve definir mais claramente a área efetivamente plantada e fornecer as primeiras projeções de produtividade do novo ciclo.

Vendas externas dos EUA somam 135,9 mil fardos na semana

No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as vendas líquidas norte-americanas de algodão tipo upland, referentes à temporada 2025/26 (iniciada em 1º de agosto), totalizaram 135,9 mil fardos na semana encerrada em 27 de novembro.

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Para a temporada 2026/27, foram registradas vendas adicionais de 4,5 mil fardos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pirarucu: o gigante da Amazônia na mesa e na economia do Brasil

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O Pirarucu de Casaca é uma das receitas mais tradicionais e festivas da região norte. Celebrando os ingredientes amazônicos de forma harmônica, ele combina peixe salgado desfiado, farinha do Uarini e banana-da-terra.

Confira a receita logo abaixo e prestigie o trabalho dos nossos pescadores artesanais, manejadores e aquicultores.

Ingredientes

1 kg de pirarucu salgado (seco)
500 g de farinha do Uarini (farinha ovinha) ou farinha de mandioca
300 ml a 1 garrafinha de leite de coco
4 a 5 bananas pacovã (banana da terra) maduras
2 cebolas grandes picadas e em rodelas
2 pimentões (verde e vermelho ou amarelo) picados
6 pimentas-de-cheiro picadas
Azeite de oliva a gosto
Cheiro-verde (coentro e cebolinha) picado a gosto
Azeitonas picadas a gosto
Ovos cozidos e batata palha para decorar

Modo de Preparo

Dessalgar o peixe: Deixe o pirarucu de molho em água por 24 horas, trocando a água de três a quatro vezes para retirar o excesso de sal.
Cozinhar o peixe: Escorra o peixe, coloque em uma assadeira com um pouco de azeite e leve ao forno a 200°C por cerca de 25 minutos (ou frite em pedaços na panela). Deixe esfriar e desfie em lascas, retirando as espinhas se houver.
Hidratar a farinha: Misture a farinha do Uarini com o leite de coco em uma tigela e deixe descansar para hidratar. Se preferir, dê uma leve aquecida/torrada rápida em uma panela.
Fritar a banana: Corte as bananas da terra em rodelas ou tiras e frite em óleo quente até dourarem. Reserve.
Fazer o refogado: Em uma panela grande com azeite, refogue a cebola, o alho, os pimentões e a pimenta-de-cheiro. Acrescente o pirarucu desfiado e o cheiro-verde, misturando bem.
Montagem: Em uma travessa grande, monte o prato em camadas alternadas com o refogado de pirarucu, a farinha umedecida e a banana frita.
Finalização: Decore a superfície com batata palha, rodelas de banana e ovos cozidos.

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Se você não encontrar alguns dos ingredientes tradicionais da Amazônia na sua região, você pode substituí-los sem perder a essência do prato:

Principais Substituições

Farinha do Uarini (Ovinha): Use farinha de mandioca flocada ou farinha de mandioca amarela grossa (tipo Biju). Para imitar o formato redondo, você também pode usar cuscuz marroquino hidratado.
Pirarucu Seco: Substitua por bacalhau salgado ou filé de merluza/cação seco. O processo de dessalgar e descaroçar é exatamente o mesmo.
Banana Pacovã: Use a banana da terra tradicional bem madura (com a casca quase preta). Ela tem a mesma consistência firme para fritar.
Pimenta-de-cheiro: Substitua por pimenta biquinho fresca (sem picar) ou pimentão amarelo picado bem miúdo para manter o aroma suave sem ardência.

O pirarucu (Arapaima gigas), conhecido popularmente como o “bacalhau da Amazônia”, é o maior peixe de escamas de água doce do mundo e um dos maiores símbolos da sociobiodiversidade e do potencial aquícola brasileiro. Com uma carne nobre, de textura firme, alto valor proteico, baixo teor de gordura e praticamente sem espinhas, a espécie movimenta uma cadeia produtiva estratégica que une tradição, ciência, sustentabilidade e alta gastronomia.

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Para além do mercado de pescado, o pirarucu possui alto aproveitamento industrial: suas escamas rígidas são utilizadas no artesanato local e sua pele, de alta resistência, é amplamente cobiçada pelo mercado internacional da moda.

Clique aqui para assistir ao vídeo do receita e aproveite para acessar o site da Semana do Pescado.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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