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Alta da paridade de exportação sustenta preços do algodão no Brasil, aponta Cepea
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Os preços do algodão no mercado brasileiro seguem sustentados pela alta da paridade de exportação e pela valorização do Índice Cotlook A, referência internacional para a pluma posta no Extremo Oriente. A análise é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o levantamento, o cenário externo favorável tem sido determinante para a firmeza nas cotações internas, refletindo o aquecimento da demanda global pela fibra.
Demanda internacional fortalece preços internos
Com o mercado externo mais atrativo, vendedores brasileiros mantêm firmeza nos preços pedidos. A valorização do Índice Cotlook A tem contribuído diretamente para elevar a competitividade da pluma no cenário internacional.
Esse movimento também tem incentivado tradings a oferecer valores mais altos pelo algodão, ampliando a sustentação dos preços no mercado doméstico.
Indústrias enfrentam desafios no mercado spot
Parte das indústrias têxteis segue atuando no mercado spot, mas encontra dificuldades na aprovação de lotes e na negociação de preços com os vendedores.
Diante desse cenário, algumas empresas optam por trabalhar com matéria-prima previamente contratada ou mantida em estoque, direcionando suas operações para a comercialização de produtos manufaturados.
Fretes influenciam decisões de negociação
Outro fator relevante apontado pelo Cepea é o comportamento dos fretes, que segue sendo monitorado pelos agentes do setor.
Os custos logísticos impactam diretamente a viabilidade de novos negócios, além de influenciarem o cumprimento de contratos a termo, especialmente em um contexto de forte demanda internacional.
Mercado segue atento ao cenário externo
Com a combinação entre demanda aquecida, valorização internacional e custos logísticos, o mercado de algodão no Brasil permanece atento às oscilações externas.
A tendência, segundo o Cepea, é de continuidade na sustentação dos preços, enquanto o ambiente internacional seguir favorecendo as exportações brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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USDA mantém projeções para soja e milho dos EUA, mas eleva estoques globais e reforça cenário de oferta confortável
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quinta-feira (11) seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda agrícola (WASDE), confirmando a expectativa do mercado de poucas alterações nos principais números da safra 2026/27. Apesar da estabilidade nas projeções para soja e milho nos Estados Unidos e no Brasil, o destaque ficou para o aumento dos estoques globais, especialmente no mercado de milho.
Os dados reforçam um cenário de ampla oferta mundial de grãos, fator que segue sendo acompanhado de perto por produtores, exportadores e agentes do mercado internacional.
USDA mantém números da soja nos Estados Unidos
Para a soja, o USDA manteve inalterada a estimativa de produção norte-americana em 120,7 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Os estoques finais dos Estados Unidos também permaneceram estáveis em 8,44 milhões de toneladas.
No cenário global, a produção mundial foi ajustada levemente para baixo, passando de 441,54 milhões para 441,34 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais globais registraram pequeno aumento, avançando de 124,78 milhões para 124,88 milhões de toneladas.
A manutenção dos estoques elevados continua sendo um fator de atenção para o mercado, uma vez que contribui para limitar movimentos mais expressivos de valorização das cotações internacionais.
Brasil segue com safra recorde de soja estimada em 186 milhões de toneladas
As projeções para a América do Sul permaneceram inalteradas no relatório.
O USDA manteve a estimativa de produção brasileira de soja em 186 milhões de toneladas, consolidando mais uma safra recorde para o país. Já a Argentina segue projetada com uma colheita de 50 milhões de toneladas.
As exportações brasileiras também foram mantidas em 117,5 milhões de toneladas, reforçando a liderança do Brasil no comércio global da oleaginosa.
Nos Estados Unidos, os embarques externos continuam estimados em 44,36 milhões de toneladas.
Outro dado sem alteração foi a previsão de importações da China, principal compradora mundial de soja, mantida em 114 milhões de toneladas para a temporada.
Estoques globais de milho aumentam acima das expectativas
No mercado de milho, o USDA também optou por manter a estimativa de produção dos Estados Unidos em 406,29 milhões de toneladas para a safra 2026/27.
Os estoques finais norte-americanos apresentaram apenas um pequeno ajuste positivo, passando de 49,71 milhões para 49,78 milhões de toneladas. As exportações dos Estados Unidos seguem projetadas em 80,01 milhões de toneladas.
O principal destaque veio do cenário global. A produção mundial de milho foi revisada para cima e passou de 1,295 bilhão para 1,300 bilhão de toneladas, refletindo perspectivas favoráveis em importantes regiões produtoras.
Como consequência, os estoques finais mundiais do cereal aumentaram de 277,54 milhões para 281,22 milhões de toneladas, indicando maior disponibilidade de produto no mercado internacional.
Brasil mantém produção e exportações de milho
Para o Brasil, o USDA não promoveu alterações nos principais indicadores da safra 2026/27.
A produção nacional foi mantida em 139 milhões de toneladas, enquanto as exportações seguem estimadas em 44 milhões de toneladas.
O único ajuste ocorreu nos estoques finais brasileiros, que foram reduzidos de 11,38 milhões para 11,1 milhões de toneladas, refletindo uma perspectiva de consumo interno mais aquecido e maior escoamento da produção.
Mercado monitora impacto sobre os preços
A manutenção das projeções para as principais origens produtoras e o aumento dos estoques globais reforçam um cenário de oferta confortável tanto para soja quanto para milho.
Para os analistas, a combinação de safras robustas na América do Sul, produção elevada nos Estados Unidos e estoques mundiais em crescimento tende a limitar movimentos de alta nas bolsas internacionais no curto prazo.
Ao mesmo tempo, fatores climáticos durante o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, a demanda chinesa e o ritmo das exportações brasileiras continuarão sendo determinantes para a formação dos preços globais dos grãos nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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