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Alta nas vendas dos EUA acende sinal de alerta para o mercado brasileiro

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As vendas líquidas de soja da nova safra norte-americana registraram forte alta na semana encerrada em 13 de junho, somando mais de 539 mil toneladas. O volume, divulgado por autoridades dos Estados Unidos, representa avanço expressivo em comparação à semana anterior e à média das últimas quatro semanas, com destaque para compradores da Europa, América Central e Ásia.

Esse crescimento no ritmo das vendas norte-americanas ocorre justamente no momento em que o Brasil ainda lidera o comércio global da oleaginosa. Embora os números não tenham surpreendido o mercado internacional, a movimentação dos Estados Unidos pressiona os preços e pode influenciar o comportamento dos importadores, que avaliam os estoques e prazos de entrega entre diferentes origens.

Para o produtor rural brasileiro, o sinal é claro: a concorrência está ganhando força. Com estoques ainda elevados no Brasil e vendas internas caminhando lentamente, a maior presença dos EUA nas negociações internacionais pode gerar disputa mais acirrada e até recuo nas cotações da soja. Além disso, o desempenho das exportações americanas será monitorado de perto nos próximos meses, já que o segundo semestre costuma ser estratégico para o escoamento da produção brasileira.

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O recuo de 10% nas exportações semanais dos EUA não altera esse quadro de pressão. Mesmo com o ritmo de embarques ainda moderado, os compromissos futuros já indicam que os Estados Unidos pretendem retomar espaço perdido em anos anteriores. A entrada firme de compradores tradicionais, como México, Japão e países europeus, reforça esse movimento.

Com a formação dos preços globais cada vez mais conectada, a recomendação aos produtores brasileiros é atenção redobrada às movimentações do mercado internacional, planejamento estratégico na comercialização e diálogo constante com cooperativas e consultores. O cenário segue positivo para o agro nacional, mas a disputa por espaço exige agilidade e informação.

Fonte: Pensar Agro

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Ministro Edipo Araujo destaca políticas para pesca e aquicultura na Bahia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (30) agenda na Bahia com foco no fortalecimento da aquicultura, da pesca artesanal e das políticas públicas voltadas aos trabalhadores das águas. A programação teve início em Camaçari, com visita a modelos produtivos do Sisteminha Embrapa, e seguiu em Salvador, onde o ministro se reuniu com pescadores artesanais, aquicultores familiares e lideranças do setor para apresentar o Pronaf Azul e entregar autorizações de pesca de embarcações por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC).

Em Camaçari, o ministro conheceu instalações do Sisteminha implantadas por um grupo beneficiado por edital destinado a Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de atividades de aquicultura. O modelo integra a criação de tilápia com a produção de hortaliças, promovendo o aproveitamento dos recursos e a diversificação da produção. Para Edipo Araujo, a experiência demonstra como as políticas públicas podem produzir resultados diretamente nos territórios. “A gente consegue ver a política pública chegando na ponta e mudando a vida das pessoas”, afirmou.

O ministro também destacou que a iniciativa ultrapassa o incentivo à produção aquícola ao dialogar com outras políticas públicas, como segurança alimentar, igualdade racial, direitos humanos e cidadania. “Mostra uma transversalidade muito grande de uma política que era simplesmente para que a gente pudesse cultivar tilápia, mas ela dialoga para além da nossa área setorial”, ressaltou.

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Pronaf Azul amplia acesso ao crédito

Em Salvador, a agenda foi dedicada à apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito específica para os públicos da pesca e da aquicultura inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.

De acordo com o ministro, o Pronaf B possui taxa de juros de 0,5% ao ano, enquanto as modalidades Mais Alimentos e Custeio têm juros de 2% ao ano. As condições incluem prazos de pagamento que podem chegar a três anos para custeio e dez anos para investimentos, com possibilidade de financiamento de até R$ 250 mil.

Durante o encontro com representantes do setor, Edipo Araujo ressaltou a importância de ampliar os instrumentos de financiamento para fortalecer a produção de pescado e a oferta de alimentos. “Estamos reunidos com os pescadores artesanais, aquicultores familiares, para falar dessa política pública que é tão necessária para fomentar cada vez mais o alimento que menos impacta o meio ambiente”, afirmou.

PROPESC entrega autorizações de pesca

A programação em Salvador também contou com a entrega de autorizações de pesca de embarcações no âmbito do Programa de Regularização do PROPESC. Segundo o ministro, a iniciativa promoveu a desburocratização do processo e ampliou o prazo de validade das autorizações para dez anos. “Entregamos em mãos aos nossos usuários da pesca artesanal uma autorização de dez anos”, destacou Edipo Araujo.

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A agenda na Bahia reforça a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura na implementação de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao acesso ao crédito, à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento da aquicultura familiar, aproximando as ações do Governo Federal das realidades dos territórios.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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