CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

ApexBrasil promove encontro internacional em Salvador com 31 compradores estrangeiros e mais de 200 cooperativas brasileiras

Publicados

AGRONEGOCIOS

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realiza, entre os dias 10 e 12 de dezembro, em Salvador (BA), a maior edição do programa Exporta Mais Brasil, com foco exclusivo no fortalecimento das cooperativas brasileiras no comércio exterior.

Batizado de Exporta Mais Cooperativas 2025, o evento será realizado paralelamente à 16ª Feira Baiana de Agricultura Familiar e Economia Solidária, reunindo mais de 200 cooperativas de todos os estados e 31 compradores internacionais de 22 países, além de autoridades e parceiros institucionais.

O encontro marca o encerramento do calendário 2025 do programa e tem como meta impulsionar a internacionalização do cooperativismo brasileiro, conectando produtores e investidores em rodadas de negócios, mentorias e atividades de qualificação para exportação.

Três dias de capacitação e oportunidades de negócios

Durante os três dias de evento, as cooperativas participarão de rodadas de negócios com compradores estrangeiros e de mentorias especializadas voltadas para temas estratégicos, como acesso a mercados, inteligência comercial, promoção internacional e alternativas de financiamento.

Entre os países representados estão Portugal, Bélgica, França, Países Baixos, Itália, México, Canadá, Estados Unidos, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Rússia, China, Indonésia, Peru, Chile, Argentina, Moçambique, Panamá, Israel e Índia.

Os setores contemplados incluem arroz e pulses, cacau e chocolate, cachaça, café, castanhas, doces, frutas e açaí, mel, proteína animal, artesanato, geleias e compotas, entre outros.

“Nosso compromisso é ampliar o alcance das cooperativas brasileiras, mostrar seu potencial competitivo e fortalecer sua presença nos mercados internacionais”, destacou Jorge Viana, presidente da ApexBrasil. “Esta será a maior edição do Exporta Mais Brasil, reunindo mais de 30 compradores internacionais e 200 cooperativas — um marco simbólico para o cooperativismo brasileiro e para Salvador, que agora conta com um escritório da Agência.”

Abertura oficial e lançamento de programa de capacitação

A abertura oficial do Exporta Mais Cooperativas 2025 será realizada no dia 11 de dezembro, às 8h, no Centro de Cultura Cristã da Bahia (CECBA). O evento contará com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, entre outras autoridades.

Leia Também:  Está dísponivel o Sistainha - sistema de monitoramento

Durante a cerimônia, será lançado o programa “Cooperar, Crescer e Exportar”, criado pela ApexBrasil para ampliar a participação das cooperativas brasileiras no comércio exterior. A iniciativa prevê:

Qualificação de mais de 200 cooperativas por meio do PEIEX Agro, em parceria com a UNICAFES;

  • 125 mentorias especializadas durante o evento;
  • 250 vagas exclusivas para cooperativas em ações da Agência a partir de 2026, incluindo feiras, missões e rodadas de negócios internacionais.
Inclusão, empreendedorismo feminino e apoio técnico fazem parte da agenda

Além das rodadas e mentorias, a programação contará com encontros voltados ao empreendedorismo feminino, atendimentos de diagnóstico exportador, orientações jurídicas e regulatórias e apresentações sobre programas da ApexBrasil.

O evento também reforça o compromisso da Agência em promover um modelo de crescimento sustentável e inclusivo, que fortaleça as cadeias produtivas locais e gere novas oportunidades para pequenas e médias cooperativas.

Parcerias estratégicas fortalecem o evento

O Exporta Mais Brasil é uma iniciativa da ApexBrasil em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Nesta edição, conta ainda com o apoio do Governo do Estado da Bahia e de instituições parceiras como:

Leia Também:  Alta do Funrural entra em vigor e aumenta pressão sobre o caixa do agronegócio

Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), UNICAFES, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia (CAR), UNICRAB, UNISOL e o Consórcio Nordeste.

Exporta Mais Brasil já movimentou mais de R$ 900 milhões em negócios

Criado em 2023, o programa Exporta Mais Brasil tem o objetivo de aproximar o comércio exterior de empreendedores de todas as regiões do país, oferecendo suporte técnico e oportunidades diretas com compradores internacionais.

Desde sua criação, o programa já realizou 41 edições, conectando 1.413 empresas brasileiras a 441 compradores estrangeiros de 118 países. Foram contabilizadas 8.387 reuniões e uma expectativa de R$ 901,27 milhões em negócios gerados, números que ainda não incluem os resultados da edição voltada às cooperativas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Em ano de El Niño, Mapa recebe da Embrapa 163 medidas para gestão de riscos climáticos no campo

Publicados

em

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu um conjunto de 163 medidas sistematizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao fenômeno El Niño na safra 2026/2027 e também propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo.  

A nota técnica foi elaborada no âmbito do Grupo de Trabalho sobre El Niño, instituído pelo Mapa, com a participação de especialistas da Embrapa e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Cerca de 50 profissionais da Embrapa contribuíram para a elaboração das recomendações. 

“Embora motivado pelo El Niño 2026/27, o documento adota uma perspectiva mais ampla de gestão de riscos agroclimáticos, reconhecendo que grande parte das ameaças, vulnerabilidades e medidas analisadas é aplicável também a outros eventos e condições climáticas recorrentes”, afirma a presidente da Embrapa Silvia Massruhá 

Das 163 medidas propostas, 14 são transversais a todo o setor agropecuário, 139 são específicas por segmento produtivo e dez correspondem a ações viabilizadoras ou de apoio a programas de política pública. 

Para o coordenador do Grupo de Trabalho, Bruno Leite, a nota técnica contribui para dimensionar os impactos associados ao El Niño e reúne referências técnicas que podem orientar ações de prevenção e redução de danos. 

Nós já temos um cardápio bastante grande de tecnologias que ajudam a enfrentar o El Niño e eventos climáticos adversos. O desafio agora é fazer com que esse conhecimento chegue ao produtor rural”, disse. 

GRUPO DE TRABALHO APRESENTA RELATÓRIO  

Na próxima quinta-feira (3), o Grupo de Trabalho instituído pela Portaria MAPA nº 928/2026, apresenta relatório com propostas e estratégias de adaptação e mitigação diante do fenômeno El Niño. A nota técnica elaborada pela Embrapa integra uma das frentes de trabalho do grupo.  

Durante o período de atuação, o GT reuniu informações e contribuições de diferentes instituições, entre elas a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Embrapa, o Inmet e secretarias do Mapa. 

Leia Também:  Produtor de tilápia registra melhor poder de compra dos últimos cinco anos, aponta Cepea

Entre as propostas que serão apresentadas pelo grupo está a implantação de um plano de comunicação coordenado entre as instituições. Paralelamente, o Mapa trabalha na elaboração de uma página especial, vídeos informativos e outros materiais voltados à divulgação de informações sobre riscos climáticos e medidas de prevenção e adaptação.  

MEDIDAS PARA DIFERENTES CADEIAS PRODUTIVAS 

As recomendações da Embrapa estão estruturadas a partir da identificação dos principais riscos e impactos sobre culturas e cadeias produtivas e consideram diferentes formas de tratamento dos riscos, incluindo prevenção, redução de impactos, transferência de riscos e aceitação do risco remanescente. 

As 163 medidas indicam, ainda, o horizonte de implementação – imediato, curto, médio ou longo prazo – e as condições necessárias para sua adoção. 

Entre as medidas transversais estão o monitoramento de previsões meteorológicas e o uso de dados meteorológicos locais; a utilização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc); a diversificação espacial e temporal da produção; a adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF); a elaboração de planos de contingência para eventos climáticos adversos; a manutenção da infraestrutura da propriedade rural; a avaliação econômica do nível de proteção para cada risco; dimensionamento da capacidade operacional; registro de eventos e impactos climáticos para melhor avaliação sobre as medidas adotadas; avaliação econômica do nível de proteção para cada risco; criação de reservas financeiras; utilização de seguro rural e outros mecanismos de transferência de risco; e capacitação de equipes. 

As recomendações específicas para as cadeias produtivas abrangem temas como manejo do solo, escolha de cultivares, planejamento das operações, estruturas de proteção, drenagem e irrigação. 

O documento também apresenta medidas de caráter institucional, financeiro, científico, tecnológico e de assistência técnica, cuja implementação depende da atuação de instituições públicas e de políticas voltadas à gestão de riscos climáticos. Entre elas estão o fortalecimento e aperfeiçoamento do Zarc, a ampliação de mecanismos de financiamento para adaptação climática, o aperfeiçoamento de instrumentos de transferência de riscos, como o seguro rural, o fortalecimento da assistência técnica e da pesquisa, além do aprimoramento dos sistemas de monitoramento agrometeorológico e da gestão integrada de recursos hídricos. 

Leia Também:  União Europeia retira Brasil de lista de exportação e acende alerta para rastreabilidade no agronegócio

GESTÃO PERMANENTE DE RISCOS 

O coordenador da Rede Zarc e pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Eduardo Monteiro, destaca que a nota técnica aponta para um desafio que vai além dos efeitos específicos do El Niño: a consolidação de uma política permanente de gestão de riscos agroclimáticos. 

“O principal legado desse grupo de trabalho pode ser a transição de uma lógica predominantemente reativa de gestão de crises para uma cultura permanente de antecipação, preparação, adaptação, monitoramento e aprendizagem”, analisa Monteiro. 

Na prática, a abordagem considera a necessidade de ampliar a capacidade de antecipar, monitorar e responder a diferentes eventos climáticos, como secas, excesso de precipitação, ondas de calor, geadas, tempestades e incêndios. 

IMPACTOS DO EL NIÑO  

A nota técnica apresenta o histórico dos efeitos associados ao El Niño no Brasil e as projeções para 2026. As informações, no entanto, não determinam antecipadamente os impactos sobre cada região, cultura ou sistema produtivo.  

Entre os cenários considerados está a maior probabilidade de precipitação abaixo da média em áreas do Centro-Norte do país e acima da média na Região Sul. O documento considera riscos como atraso ou irregularidade no início da estação chuvosa, chuvas abaixo da média e déficit hídrico prolongado, temperaturas elevadas, chuvas acima da média e tempestades convectivas severas. 

Os impactos e as medidas de gestão são detalhados para diferentes cadeias, incluindo grãos e fibras, fruticultura, silvicultura, olericultura, pastagens e pecuária, culturas industriais e aquicultura. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA