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Aprosoja MT comemora aprovação de lei que congela cálculo do Fethab até o fim de 2025
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Congelamento da UPF traz alívio ao campo
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) celebrou a aprovação do Projeto de Lei nº 1099/2025 pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que determina o congelamento da Unidade de Padrão Fiscal (UPF) utilizada no cálculo do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) durante todo o ano de 2025.
O valor da UPF será fixado com base na cotação vigente em janeiro de 2025, impedindo reajustes ao longo do ano que poderiam impactar diretamente a carga tributária sobre o setor agrícola.
Aprovação é resultado de articulação do setor agropecuário
O projeto foi aprovado nos termos do Substitutivo Integral 01 e é considerado uma conquista significativa para os produtores rurais mato-grossenses. A medida é fruto do trabalho conjunto de entidades representativas do agro, como a Aprosoja MT, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e o Fórum Agro MT, com apoio do Governo do Estado e da ALMT.
Desde 2023, a Aprosoja vinha alertando para os prejuízos causados pela correção automática do Fethab com base em índices inflacionários, que não refletem a real capacidade de geração de renda no campo — especialmente em um cenário marcado por custos altos de produção, juros elevados e retração no mercado agrícola.
Reconhecimento ao apoio político
A entidade agradeceu ao governador Mauro Mendes pela sensibilidade em encaminhar o projeto, bem como aos parlamentares estaduais, com destaque para o presidente da ALMT, deputado Max Russi, que liderou os esforços para garantir a aprovação da proposta e seus impactos positivos para o setor.
Segundo a Aprosoja MT, o congelamento da UPF é essencial para proteger a rentabilidade dos pequenos e médios produtores, que, por não exportarem diretamente, são os mais penalizados pela alta tributação.
Nova regra a partir de 2026 busca mais previsibilidade
Além do congelamento em 2025, o texto aprovado também estabelece uma nova sistemática para os anos seguintes. De janeiro a junho, será considerada a UPF vigente em janeiro do ano anterior; de julho a dezembro, valerá a UPF de julho do ano anterior. A medida visa mitigar os efeitos de variações inflacionárias repentinas sobre as contribuições dos produtores.
Para a Aprosoja, essa nova regra representa um avanço rumo a um modelo mais justo e sustentável, ao considerar a realidade do campo e aproximar a base de cálculo do valor efetivamente obtido com a comercialização da produção.
Presidente da Aprosoja defende mudanças estruturais no Fethab
Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT, avaliou o congelamento como uma vitória importante, ainda que temporária. “Esse congelamento da UPF é um alívio relevante, porém momentâneo. Para os próximos anos, o desafio permanece. Precisamos retomar o debate para desvincular, de forma definitiva, a contribuição de qualquer índice inflacionário”, destacou.
Segundo ele, o Fethab precisa ser reformulado para refletir a realidade da produção rural, sem penalizar o produtor pelos efeitos do descontrole fiscal nacional. Beber afirmou ainda que a entidade seguirá trabalhando por soluções permanentes para garantir equilíbrio e justiça tributária ao setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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No BRICS, o Governo do Brasil apresenta pesca e aquicultura como fundamental para a segurança alimentar e nutricional
O Ministério da Pesca e Aquicultura participou da 16ª Reunião de Ministros da Agricultura do BRICS, realizada nos dias 12 e 13 de junho de 2026, em Indore, Madhya Pradesh, Índia. O evento teve como tema “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”. Nele foi adotado, por consenso, a Declaração Conjunta da 16ª Reunião dos Ministros da Agricultura do BRICS.
A presidência indiana, que lidera os BRICS neste ano, apresentou uma agenda centrada no fortalecimento da segurança alimentar e nutricional global. O objetivo é focar na construção de parcerias voltadas à inovação para o desenvolvimento agrícola sustentável, inclusivo e resiliente à mudança do clima, com especial atenção à agricultura familiar.
Pesca e Aquicultura
Na Declaração Conjunta, os ministros da Agricultura do BRICS reconheceram o papel fundamental da pesca e da aquicultura para a segurança alimentar, nutricional, para a manutenção da renda e dos empregos de milhões de pessoas. Além do MPA, o documento foi assinado pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil (MDA).
Com isso, o Governo Federal se compromete com o avanço das ações coordenadas para promover a inclusão social e os meios de subsistência dos pescadores e aquicultores, aumentar a produtividade e expandir o comércio justo de alimentos e bioinsumos aquáticos e conservar os ecossistemas, para assegurar a sustentabilidade a longo prazo da pesca e da aquicultura. Também incentivam investimentos em pesca bem gerida, à expansão e intensificação da aquicultura.
De maneira particular, o Governo Federal reitera o compromisso em apoiar a pesca artesanal e a aquicultura de pequena escala. Desta forma, amplia oportunidades de emprego, de renda e de segurança alimentar. Além disso, incentivaram ações que conservem a pesca artesanal como patrimônio cultural dos BRICS.
Os Ministros da Agricultura dos BRICS ainda concordaram em aprofundar a cooperação no Diálogo do BRICS sobre Pesca e da Aquicultura, estabelecida em 2025, sob a presidência brasileira do BRICS.
Os onze países membros do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã) respondem conjuntamente por mais de 60% da produção global de pescado. Isso representa cerca de 25% da pesca de captura e 75% da aquicultura mundiais. Também respondem por mais de 85% da produção global de algas.

