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APROSOJA TOCANTINS alerta produtores sobre riscos legais e orienta ações diante de incêndios florestais

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Período seco aumenta risco de incêndios e atenção dos produtores

Com o avanço do período de estiagem e o aumento dos focos de incêndio no Tocantins, a APROSOJA TOCANTINS está orientando os produtores rurais sobre os cuidados necessários para evitar prejuízos legais. A entidade destaca que as queimadas — mesmo quando iniciadas por terceiros ou por falhas em redes elétricas — podem resultar em sérias consequências jurídicas, como questionamentos à função social da propriedade e, em casos extremos, desapropriações.

Queimadas são crime ambiental e exigem precauções documentadas

Segundo a advogada Dra. Alessandra Sampaio, é fundamental que o produtor tenha provas de que adotou medidas preventivas contra incêndios. “Queimada é crime ambiental e pode ser usada para questionar a regularidade de uma propriedade. Mesmo que a origem do fogo seja externa, omissões por parte do proprietário podem ser usadas contra ele em processos legais”, explica.

Principais orientações para produtores rurais

Para garantir proteção jurídica, a APROSOJA TOCANTINS recomenda que os produtores adotem boas práticas e documentem todas as ações preventivas. As principais orientações são:

  • Registrar vídeos da execução de aceiros, com data e localização via GPS;
  • Solicitar formalmente treinamentos para funcionários junto ao Corpo de Bombeiros;
  • Contratar técnico em segurança do trabalho e manter registro de capacitações com fotos, certificados e listas de presença;
  • Manter equipamentos de combate a incêndios, como caminhões-pipa, disponíveis nas fazendas;
  • Notificar a empresa Energisa sobre a necessidade de manutenção em redes elétricas;
  • Em caso de incêndio, identificar a origem do fogo, acionar as autoridades e registrar boletim de ocorrência com pedido de investigação.
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Produtores devem estar preparados para responder juridicamente

A presidente da APROSOJA TOCANTINS, Caroline Barcellos, destaca a importância da organização e da atenção por parte dos produtores neste momento. “É essencial que o agricultor esteja pronto para se defender de acusações injustas. Muitos incêndios são causados por fatores externos, mas acabam gerando prejuízos ao produtor. Nosso objetivo é garantir segurança jurídica e proteger quem produz de forma responsável”, afirma.

Apoio técnico da APROSOJA TOCANTINS

Mais informações e orientações detalhadas podem ser obtidas junto à equipe técnica da APROSOJA TOCANTINS, que está disponível para auxiliar os produtores na adoção das melhores práticas de prevenção e proteção legal contra os impactos dos incêndios florestais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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