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Área de soja cresce quase 300 mil hectares em MT e RO mesmo com crédito rural mais restritivo

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Soja avança em Mato Grosso e Rondônia apesar das restrições no crédito rural

Mesmo diante de um cenário mais rigoroso para concessão de crédito rural, a soja segue em expansão no Centro-Oeste e Norte do país. Dados inéditos da série “Mapas Agro”, da Serasa Experian, apontam crescimento de aproximadamente 294 mil hectares na área plantada de soja em Mato Grosso e Rondônia na safra 2025/26.

Do total ampliado, cerca de 268 mil hectares estão em Mato Grosso, enquanto Rondônia adicionou aproximadamente 26 mil hectares ao cultivo da oleaginosa.

O levantamento, realizado com base em imagens de satélite e sensoriamento remoto, também identificou aumento de 13% na área de milho primeira safra nos dois estados.

Monitoramento por satélite ganha força no agro

Segundo a datatech da Serasa Experian, o uso de imagens de satélite vem se consolidando como ferramenta estratégica para acompanhamento agrícola, rastreabilidade e avaliação de conformidade ambiental.

De acordo com Dyego Santos, gerente de soluções agro da empresa, o avanço da soja demonstra a resiliência da atividade mesmo em um ambiente financeiro mais seletivo.

“O levantamento mostra a relevância da produção de soja para a região analisada e como, mesmo frente a um cenário de crédito agrícola mais restritivo, a cultura continua resiliente e em expansão”, afirma.

O executivo destaca ainda que o monitoramento remoto contribui para decisões mais estratégicas ao longo da safra e atende às crescentes exigências do mercado por rastreabilidade e conformidade.

Mato Grosso mantém liderança nacional na produção de soja

O Mato Grosso segue como principal produtor de soja do Brasil. Na safra 2025/26, o estado alcançou cerca de 12,4 milhões de hectares plantados, equivalente a aproximadamente um quarto da produção nacional.

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A análise mostra ainda forte concentração da atividade em grandes propriedades rurais, responsáveis por cerca de 60% da área cultivada. Já as pequenas propriedades representam aproximadamente 18% do total.

Entre os municípios que mais expandiram o plantio de soja estão:

  • Paranatinga: +21,9 mil hectares
  • Novo São Joaquim: +12,5 mil hectares
  • Nova Mutum: +12,4 mil hectares
  • Campo Novo do Parecis: +12,3 mil hectares
  • Marcelândia: +11,8 mil hectares

Por outro lado, cerca de 20 municípios registraram retração superior a mil hectares, com destaque para Alta Floresta, que apresentou redução de 6% em relação ao ciclo anterior.

Adesão ao CAR atinge 97% da área de soja em Mato Grosso

O estudo também mostra elevado nível de conformidade ambiental nas áreas monitoradas.

Em Mato Grosso, aproximadamente 97% da área cultivada com soja está cadastrada no CAR, reforçando o avanço da regularização fundiária e ambiental no estado.

Segundo a Serasa Experian, o cruzamento entre dados territoriais e informações regulatórias tende a ganhar ainda mais relevância diante das novas exigências para operações de crédito rural.

“Com o avanço das exigências de monitoramento no crédito rural, o cruzamento entre dados territoriais e informações regulatórias se torna fundamental para avaliar conformidade e risco das operações”, explica Dyego Santos.

Rondônia amplia área de soja em mais de 84% em seis safras

Em Rondônia, a soja continua avançando como uma das principais culturas agrícolas do estado. A área plantada atingiu aproximadamente 730 mil hectares na safra 2025/26.

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Nos últimos seis ciclos, o crescimento acumulado foi de cerca de 84,4%, consolidando o estado como uma nova fronteira agrícola da oleaginosa no país.

Diferentemente de Mato Grosso, o perfil produtivo em Rondônia apresenta maior equilíbrio entre tamanhos de propriedades:

  • Pequenas propriedades: 44% da área cultivada
  • Grandes propriedades: 38% da área cultivada
Crédito rural e monitoramento ambiental elevam exigências no campo

O levantamento aponta que 93% da área de soja em Rondônia já possui registro no Cadastro Ambiental Rural. Ainda assim, cerca de 48 mil hectares permanecem fora do sistema.

Além disso, aproximadamente 410 mil hectares estão inseridos em imóveis rurais sujeitos às novas regras de monitoramento previstas pela Resolução CMN 5.267, que exige acompanhamento contínuo via sensoriamento remoto em propriedades acima de 300 hectares vinculadas ao crédito rural.

Entre os municípios com maior expansão da soja em Rondônia estão:

  • Alto Paraíso: +4,9 mil hectares
  • Porto Velho: +4,2 mil hectares
  • Candeias do Jamari: +3,6 mil hectares
  • Pimenteiras do Oeste: +2,9 mil hectares
  • Cujubim: +2,5 mil hectares
Panorama

Mesmo com um ambiente mais restritivo para financiamento agrícola, Mato Grosso e Rondônia seguem ampliando suas áreas de soja e milho. O movimento reforça a força da produção agrícola brasileira e evidencia a crescente importância do monitoramento via satélite, da regularização ambiental e da rastreabilidade como fatores estratégicos para acesso ao crédito e expansão sustentável do agro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços dos fertilizantes seguem sustentados com oferta limitada e custos elevados no mercado global

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O mercado global de fertilizantes continua operando em um cenário de preços sustentados, refletindo a combinação entre oferta restrita, custos elevados de matérias-primas e gargalos logísticos internacionais. De acordo com análise da StoneX, apesar de alguns sinais de acomodação em determinados segmentos, ainda não há espaço para recuos mais intensos nas cotações.

Ao mesmo tempo, a demanda mais enfraquecida e a postura cautelosa dos compradores limitam movimentos de valorização mais agressivos, mantendo o setor em um ambiente de equilíbrio delicado.

Nitrogenados enfrentam acomodação com demanda mais cautelosa

No segmento de fertilizantes nitrogenados, o mercado mostra uma tendência de estabilização dos preços. Segundo a análise, esse comportamento está diretamente ligado à destruição de demanda em algumas regiões e à maior cautela dos compradores diante dos custos ainda elevados.

O ambiente de incerteza sobre o ritmo de consumo faz com que muitos agentes evitem assumir novas posições de compra no curto prazo. Mesmo assim, as cotações permanecem relativamente sustentadas devido às limitações na oferta global.

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Entre os principais fatores de suporte estão os gargalos logísticos no Oriente Médio e a ausência de exportações chinesas, elementos que reduzem a disponibilidade internacional do produto e impedem quedas mais expressivas nos preços.

Fosfatados mantêm firmeza com custos altos e oferta restrita

Os fertilizantes fosfatados seguem em um patamar firme no mercado internacional. A sustentação ocorre principalmente pelos elevados custos dos insumos utilizados na produção e pela disponibilidade reduzida de produto no comércio global.

Apesar desse suporte, a demanda segue seletiva e menos intensa fora de mercados considerados mais ativos, como a Índia. Esse comportamento limita novas altas expressivas nas cotações internacionais.

O resultado é um mercado equilibrado entre custos elevados e um consumo mais moderado, cenário que mantém os fosfatados em níveis ainda resistentes de preços.

Potássio apresenta maior estabilidade e competitividade

Entre os principais grupos de fertilizantes, o mercado de potássicos apresenta comportamento mais estável. A menor volatilidade e a demanda relativamente constante ajudam a manter as cotações em uma faixa considerada mais previsível.

Nesse ambiente, o potássio continua sendo apontado como a alternativa mais competitiva do setor, favorecido por uma pressão menor em comparação aos segmentos de nitrogenados e fosfatados.

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Mercado de fertilizantes segue em equilíbrio delicado

De forma geral, o setor global de fertilizantes continua marcado por um equilíbrio entre fatores de sustentação e limitações de demanda.

Enquanto a oferta apertada, os custos elevados e os entraves logísticos impedem recuos mais fortes nos preços, a cautela dos compradores e o consumo mais enfraquecido reduzem o potencial para novas disparadas das cotações.

Com isso, o mercado permanece em níveis firmes, mas com sinais de acomodação em parte dos segmentos, especialmente nos nitrogenados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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