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Área de soja em Rondônia ultrapassa 700 mil hectares na safra 2025/2026 e reforça peso do agronegócio no estado

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A produção de grãos em Rondônia deve atingir 5,4 milhões de toneladas na safra 2025/2026, volume semelhante ao da temporada anterior, segundo o 18º Informativo Agropecuário de Rondônia, elaborado por instituições estaduais e nacionais do setor.

O destaque é a soja, que mantém a liderança entre as culturas agrícolas do estado, com área plantada de 717,6 mil hectares e produção estimada em 2,6 milhões de toneladas — crescimento médio anual de 12,3% nos últimos dez anos.

Produção nacional de grãos caminha para novo recorde

No cenário nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que o Brasil deverá colher 354,8 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/2026, superando o recorde anterior. A área cultivada deve aumentar 3,3%, totalizando 84,4 milhões de hectares.

Em Rondônia, a expansão da área plantada é de 1,3%, com pouco mais de 1,2 milhão de hectares destinados às principais culturas agrícolas.

Informativo Agropecuário reúne dados do setor em Rondônia

O Informativo Agropecuário de Rondônia reúne informações sobre a produção de grãos, café, mandioca, banana, carne, leite e peixes no estado.

A publicação consolida dados de fontes oficiais, como o IBGE, Conab e Emater-RO, e apresenta análises detalhadas do desempenho agropecuário local.

O documento está disponível ao público e inclui as fontes consultadas, permitindo acesso transparente às estatísticas e projeções.

Custo de produção e preço das terras freiam expansão

De acordo com o analista da Embrapa Rondônia, Calixto Rosa Neto, membro da equipe que elaborou o informativo, há uma tendência de estabilização na produção de grãos.

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Ele explica que o aumento dos custos de produção e a valorização das terras nas regiões central e norte do estado limitam a expansão agrícola, mesmo com a disponibilidade de áreas de pastagens degradadas que poderiam ser convertidas para o cultivo.

“À medida que a produção avança para novas regiões, os preços das terras se elevam, o que dificulta o crescimento das áreas de plantio”, destaca Rosa Neto.

Arroz recua e café consolida posição de destaque

A produção de arroz deve recuar 7,2%, passando de 162,4 mil toneladas na safra 2024/2025 para 150,7 mil toneladas na atual, reflexo dos baixos preços pagos ao produtor e da menor demanda.

Por outro lado, o café confirma seu papel estratégico no agronegócio rondoniense. A safra 2025 deve atingir 2,3 milhões de sacas beneficiadas, 10,4% acima da colheita anterior, com produtividade média de 55,5 sacas por hectare — a mais alta do país, superando a média nacional de 29,7 sacas por hectare.

Mandioca e banana apresentam trajetórias distintas

A mandioca deve registrar redução da área plantada, caindo de 17,6 mil hectares para 14,2 mil hectares, com produção estimada em 289 mil toneladas.

Já a banana mantém estabilidade na área colhida (7,1 mil hectares), mas deve ter expressivo ganho de produtividade, saltando de 11,3 mil kg por hectare para 14,4 mil kg, o que representa crescimento de 25,8% na produção total.

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Pecuária e leite seguem como pilares econômicos

A pecuária continua como principal base econômica do agronegócio rondoniense.

Nos dois primeiros trimestres de 2025, o abate de bovinos somou 1,7 milhão de cabeças, com peso de carcaça de 409 mil toneladas, altas de 5,3% e 1,2%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2024.

Já a produção de leite somou 288,4 milhões de litros, apresentando queda de 1% na comparação anual, conforme dados do IBGE.

Valor Bruto da Produção de Rondônia cresce 18,4%

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Rondônia em 2025 está estimado em R$ 30,1 bilhões, segundo cálculos da Embrapa Rondônia (SPAT).

O valor representa alta de 18,4% em relação a 2024, com bovinos, soja, café, milho e leite respondendo por 89,4% do total.

Apenas o setor de bovinos deve representar 47,1% do VBP estadual.

Exportações ultrapassam US$ 2,5 bilhões em 2025

Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações de carne bovina in natura, soja e milho de Rondônia geraram quase US$ 2,5 bilhões em receitas, consolidando o estado como importante player do agronegócio nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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