AGRONEGOCIOS
Ariquemes recebe etapa do Indicador do Boi DATAGRO na Estrada e reúne lideranças da pecuária brasileira
AGRONEGOCIOS
A cidade de Ariquemes, em Rondônia, será palco da sétima etapa do circuito Indicador do Boi DATAGRO na Estrada 2026, marcada para o próximo dia 18 de junho. O evento chega a uma das regiões mais importantes da pecuária nacional com o objetivo de fortalecer o debate sobre o mercado bovino, ampliar a integração entre os agentes da cadeia produtiva e levar informações estratégicas aos produtores rurais.
Após percorrer importantes polos agropecuários do país, o circuito desembarca em Rondônia reforçando sua proposta de aproximar o mercado físico das ferramentas de gestão, comercialização e proteção de preços, além de ampliar sua presença em regiões de grande relevância para a produção de carne bovina.
Ariquemes se consolida como polo estratégico da pecuária
Reconhecida pela forte atividade pecuária, Ariquemes vem ganhando destaque nacional pela relevância de sua produção e pelo papel que desempenha no abastecimento da cadeia da carne bovina.
A realização da etapa do Indicador do Boi DATAGRO na cidade reforça essa posição estratégica e cria um ambiente favorável para a troca de experiências entre pecuaristas, frigoríficos, consultores, investidores e representantes da indústria exportadora.
A expectativa é reunir importantes lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades que devem marcar o mercado pecuário ao longo de 2026.
Mercado do boi gordo e comercialização futura estarão em pauta
A programação inclui um workshop especializado sobre comercialização futura em bolsa, ferramenta cada vez mais utilizada pelos produtores para proteção contra oscilações de preços e gestão de riscos.
Além disso, especialistas apresentarão análises sobre o comportamento do mercado do boi gordo, tendências de exportação, demanda internacional, perspectivas para os preços da arroba e os impactos do cenário econômico sobre a cadeia pecuária.
O encontro também contará com a participação de representantes do setor financeiro, empresas ligadas à produção pecuária, indústria frigorífica e entidades do segmento exportador, ampliando a visão estratégica sobre o futuro da atividade.
Indicador do Boi DATAGRO é referência nacional para formação de preços
O Indicador do Boi DATAGRO consolidou-se como uma das principais referências de preços da pecuária brasileira. A metodologia é baseada na coleta auditada de informações junto a pecuaristas e frigoríficos distribuídos por todo o país, abrangendo mais de 60% do volume nacional de abates.
Desde 2025, o indicador passou a ser utilizado como referência oficial para a liquidação dos contratos futuros de boi gordo negociados na B3, fortalecendo a integração entre os mercados físico e financeiro.
Criado em 2019, o levantamento reúne dados de milhares de produtores e unidades frigoríficas localizadas em mais de mil municípios brasileiros, oferecendo maior transparência, segurança e confiabilidade para a formação de preços da arroba.
Visitas técnicas e networking fortalecem a cadeia produtiva
Mantendo o modelo já consolidado nas etapas anteriores, o circuito promoverá visitas técnicas a confinamentos e unidades industriais da região, permitindo aos participantes conhecer de perto as práticas produtivas e as estratégias adotadas pelos principais agentes do setor.
Também está prevista a realização de um encontro exclusivo com pecuaristas locais, favorecendo o intercâmbio de informações, o compartilhamento de experiências e a construção de relacionamentos estratégicos entre produtores, investidores e empresas ligadas ao agronegócio.
Rondônia ganha protagonismo no debate sobre o futuro da pecuária
Com um dos maiores rebanhos bovinos do país e crescente participação nas exportações brasileiras de carne bovina, Rondônia tem ampliado sua relevância no cenário pecuário nacional.
Nesse contexto, a realização da etapa do Indicador do Boi DATAGRO na Estrada em Ariquemes reforça a importância do estado nas discussões sobre competitividade, gestão de riscos, acesso a mercados e perspectivas para o crescimento sustentável da pecuária brasileira nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Safrinha de milho 2026: colheita começa em Goiás com produtividade abaixo do potencial após estiagem
A colheita da segunda safra de milho 2026 começou no sudoeste de Goiás e já revela os desafios enfrentados pelos produtores ao longo do ciclo. Embora as primeiras áreas apresentem produtividade satisfatória, os impactos da estiagem registrada durante o desenvolvimento das lavouras devem limitar o potencial produtivo da safra no estado.
Na área de atuação da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), cerca de 1% dos 1,1 milhão de hectares cultivados já foram colhidos. Em Rio Verde, principal polo agrícola da região, os trabalhos avançam sobre aproximadamente 3% dos 400 mil hectares plantados com milho safrinha.
Primeiras áreas apresentam bons resultados
Segundo informações do departamento técnico da cooperativa, as áreas consideradas mais favorecidas apresentaram produtividade inicial em torno de 7.200 quilos por hectare, resultado considerado positivo para o início da colheita.
Entretanto, a expectativa é que esse desempenho não represente a realidade da maior parte das lavouras que ainda serão colhidas.
A falta de chuvas em momentos decisivos do ciclo comprometeu o desenvolvimento das plantas em diversas regiões produtoras, reduzindo significativamente o potencial produtivo da safra.
“Os primeiros resultados são de áreas nobres, que receberam melhores condições de desenvolvimento. A tendência é de redução dos rendimentos médios à medida que a colheita avance”, avaliam técnicos da cooperativa.
Chuvas recentes podem atrasar os trabalhos
As precipitações registradas no último fim de semana no sudoeste goiano devem provocar uma desaceleração temporária da colheita.
A expectativa é que o excesso de umidade no campo possa interromper ou reduzir o ritmo das operações por até dez dias em algumas áreas.
Apesar disso, as chuvas chegam tarde para reverter as perdas já consolidadas nas lavouras afetadas pela seca.
Os produtores seguem concentrados na retirada dos grãos do campo e na avaliação dos impactos efetivos sobre a produtividade final da safra.
Estiagem reduz expectativa de rendimento
De acordo com as projeções do setor técnico, a produtividade média da região deve ficar próxima de 4.200 quilos por hectare, número significativamente inferior ao observado nas áreas mais produtivas colhidas neste início de safra.
O resultado reflete principalmente os efeitos da irregularidade climática registrada durante os meses de desenvolvimento das lavouras.
A redução dos rendimentos preocupa produtores e cooperativas, especialmente diante do aumento dos custos de produção observado ao longo do ciclo agrícola.
Produção de Goiás deve cair mais de 3 milhões de toneladas
Levantamento mais recente da Safras & Mercado aponta uma redução expressiva na produção de milho safrinha em Goiás na temporada 2026.
A estimativa é de uma colheita de 12,592 milhões de toneladas, volume inferior às 16,058 milhões de toneladas obtidas em 2025.
A queda representa uma retração superior a 21% na produção estadual.
O cenário chama atenção porque ocorre mesmo com o aumento da área cultivada.
Área cresce, mas produtividade recua
Segundo as projeções, a área destinada ao milho safrinha em Goiás deverá alcançar 2,421 milhões de hectares em 2026, crescimento de 1,2% em relação aos 2,392 milhões de hectares registrados no ciclo anterior.
No entanto, o avanço da área não foi suficiente para compensar as perdas causadas pelo clima adverso.
A produtividade média estadual está estimada em 5.200 quilos por hectare, abaixo dos 6.712 quilos por hectare registrados na safra passada.
Mercado acompanha impacto da quebra produtiva
A redução da produção goiana ocorre em um momento estratégico para o mercado brasileiro de milho. Goiás é um dos principais estados produtores do país e tem papel fundamental no abastecimento interno, na formação dos estoques e nas exportações.
Com a colheita ganhando ritmo nas próximas semanas, o mercado acompanhará de perto os resultados efetivos das lavouras para medir o impacto da quebra produtiva sobre a oferta nacional.
Apesar das perdas registradas em parte das áreas, a expectativa é de que o avanço da colheita traga maior clareza sobre o tamanho da safra e contribua para a definição dos movimentos de preços no segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

