CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Audiência no STF sobre aumento do IOF termina sem acordo entre governo e Congresso

Publicados

AGRONEGOCIOS

Tentativa de conciliação no STF termina sem consenso

A audiência de conciliação realizada nesta terça-feira (10) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre o governo federal e o Congresso Nacional terminou sem um acordo sobre o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A reunião foi conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e contou com representantes da Câmara, do Senado e do Executivo.

Governo e Congresso optam por decisão judicial

Segundo termo divulgado pela assessoria do STF, os participantes concordaram que a decisão judicial seria o melhor caminho para resolver o impasse. Moraes chegou a questionar se havia espaço para concessões recíprocas que possibilitassem um acordo, mas os envolvidos afirmaram preferir aguardar o julgamento da Corte.

Presenças técnicas, sem líderes políticos

A audiência foi composta por representantes técnicos: cada parte foi representada por seu respectivo advogado-geral. Não participaram diretamente os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), nem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Proposta de prorrogação foi rejeitada

Durante a audiência, a advogada-geral do Senado, Gabrielle Pereira, sugeriu a ampliação do prazo para que novas negociações fossem feitas. No entanto, a proposta não teve o apoio dos representantes da Câmara e do governo, inviabilizando qualquer avanço.

Leia Também:  Mercado de defensivos agrícolas cresce em 2025 com mais registros e concorrência acirrada no Brasil
Processo segue para decisão no STF

Diante da falta de acordo, o ministro Alexandre de Moraes determinou o prosseguimento do processo para julgamento no plenário do STF.

Contexto da disputa

O impasse teve início após o ministro Moraes suspender, no começo de julho, os efeitos dos decretos presidenciais que aumentavam as alíquotas do IOF, além de invalidar a decisão do Congresso que havia sustado a medida do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão definitiva agora está nas mãos do Supremo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Mapa entrega retroescavadeiras a municípios do estado de São Paulo

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Indústria moageira investe no Cerrado para ampliar produção nacional de trigo

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA