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Aumento do IOF pode elevar inadimplência entre médias empresas, alerta CEO da Global

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Aumento do IOF pressiona capital de giro das médias empresas

O recente aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que entrou em vigor no fim de maio, representa um risco crescente de inadimplência para as médias empresas brasileiras, segundo Silvano Boing, CEO da Global — maior recuperadora de crédito B2B do país.

Boing ressalta que o reajuste ocorre em um momento delicado, marcado por juros elevados e acesso restrito ao crédito, o que encarece ainda mais o capital de giro, fundamental para a operação de setores como comércio, serviços e indústria.

Medidas do governo para aumentar arrecadação e seus efeitos

As mudanças no IOF fazem parte do esforço do governo federal para elevar a arrecadação e melhorar o equilíbrio das contas públicas. Inicialmente, as medidas anunciadas em maio previam gerar até R$ 20 bilhões em receitas adicionais para 2025. Contudo, recuos recentes reduziram essa expectativa para cerca de R$ 7 bilhões.

Mesmo com ajustes, o ambiente de incerteza permanece, dificultando o planejamento financeiro das empresas.

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Crescimento da inadimplência entre empresas

Dados da Serasa Experian indicam que, em março, o Brasil registrou um recorde de inadimplência no segmento B2B, com 7,3 milhões de empresas com pagamentos atrasados, somando R$ 169,8 bilhões em dívidas.

A Global confirma essa tendência: em 2024, já negociou mais de 1,5 milhão de títulos vencidos, correspondendo a aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Essas informações fazem parte do Índice Global de Recuperação de Crédito B2B, que analisa a inadimplência empresarial.

Demanda por crédito mostra desaceleração entre médias empresas

O Indicador de Demanda das Empresas por Crédito, da Serasa, mostrou desaceleração em março, com crescimento de 0,9%, puxado principalmente por micro e pequenas empresas. Em contrapartida, médias empresas registraram queda de 4,8%, e grandes empresas reduziram sua demanda em 4,7%.

Segundo Boing, a inadimplência empresarial causa impacto sistêmico, gerando efeito dominó em cadeias produtivas e fornecedores devido à dependência de financiamentos e prazos longos de negociação.

Recomendações para ajustes nas políticas de crédito

Diante da instabilidade causada pelo aumento do IOF e o ambiente de juros altos, Silvano Boing orienta gestores financeiros a anteciparem cenários e revisarem suas políticas de crédito. A indefinição legislativa dificulta o planejamento de médio e longo prazo, o que exige medidas preventivas.

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Entre as recomendações estão:

  • Revisão dos limites de crédito concedidos;
  • Renegociação antecipada com clientes estratégicos;
  • Uso de inteligência de dados para identificar riscos e padrões de inadimplência.

Essas estratégias ajudam a evitar calotes, controlando vendas a prazo de alto risco, estimulando o diálogo precoce para soluções de pagamento e ativando mecanismos de alerta em tempo real.

“Apesar da volatilidade aumentar os riscos de inadimplência, existem diversas ferramentas preventivas que auxiliam as empresas a protegerem seu fluxo de caixa e manterem a saúde financeira”, finaliza Boing.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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