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Automação na irrigação traz eficiência, economia e mais tempo para o produtor rural
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A irrigação agrícola está passando por uma transformação com a adoção de tecnologias inteligentes que permitem o manejo remoto da água. Hoje, sistemas automatizados possibilitam ao produtor controlar bombas, válvulas e a fertirrigação via aplicativo, em tempo real, sem precisar estar fisicamente presente na lavoura.
Segundo Elidio Torezani, engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, essa inovação traz agilidade na tomada de decisões e diminui o esforço manual, liberando o tempo do produtor para outras atividades.
Ganho em produtividade, economia e sustentabilidade
Além da comodidade, o principal benefício da automação está na maior eficiência do uso dos recursos. Ao programar a irrigação conforme a real necessidade da plantação, evita-se desperdício de água e energia elétrica, promovendo uma operação mais econômica e sustentável.
Precisão no uso da água com irrigação por gotejamento
A gestão remota é especialmente eficiente quando associada à irrigação por gotejamento — técnica que aplica água diretamente nas raízes das plantas, otimizando a absorção. Com o controle digital, é possível ajustar com precisão o volume e o tempo de irrigação, reduzindo perdas.
Caso de sucesso: produtor de café em Rondônia
O produtor Juan Travain de Souza, de Rondônia, adotou a automação na irrigação, secagem e pesagem das lavouras da Selva Café, que ele administra junto com outros quatro sócios. “Conseguimos acompanhar os processos mesmo à distância, o que trouxe mais confiabilidade, padronização e economia com mão de obra”, destaca.
Ele afirma que o uso da tecnologia resultou em redução de cerca de 30% no consumo de água e adubo. “Hoje, não consigo entender como alguém ainda faz irrigação sem monitorar a umidade do solo”, afirma Juan.
Mais gestão e menos desgaste para o produtor
Ao eliminar tarefas manuais repetitivas, como percorrer grandes áreas para abrir ou fechar válvulas e verificar a umidade do solo, a automação libera o produtor para focar em decisões estratégicas que impactam diretamente na produtividade e qualidade de vida no campo.
Para Elidio Torezani, o uso inteligente das ferramentas digitais é essencial para aliar sustentabilidade e rentabilidade na agricultura. “Essa tecnologia não substitui o conhecimento técnico, mas potencializa os resultados de um manejo bem feito”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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