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Azeitonas californianas miram mercado sul-americano com foco no Brasil

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O California Olive Committee (COC), entidade sem fins lucrativos que representa os produtores de azeitonas da Califórnia, anunciou sua entrada no mercado sul-americano por meio de uma campanha de promoção e educação voltada a importadores, distribuidores e à imprensa especializada. O objetivo é firmar acordos comerciais e impulsionar a importação das azeitonas californianas no Brasil.

A primeira ação da iniciativa ocorrerá com a participação da entidade na Anuga Select Brazil 2025, uma das principais feiras de alimentos e bebidas das Américas, que será realizada entre os dias 8 e 10 de abril, em São Paulo, das 10h às 19h. O COC estará presente no U.S. Pavilion, estande D245, dando início às atividades de divulgação e relacionamento com o mercado brasileiro.

A Califórnia responde por mais de 95% da produção de azeitonas dos Estados Unidos, processando anualmente cerca de 50 mil toneladas, o que a posiciona como referência global na produção da fruta. A decisão de expandir para a América do Sul ocorre em um momento em que o setor alimentício passa por mudanças significativas, com consumidores cada vez mais atentos à procedência, sustentabilidade e qualidade dos alimentos.

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De acordo com o COC, o Brasil se destaca como um dos mercados mais promissores da América Latina, tanto pelo alto poder de consumo quanto pelo crescente interesse por alimentos gourmet, saudáveis e com origem confiável. A estratégia de entrada prevê o fortalecimento das relações com o setor de alimentação fora do lar no Brasil. Já na Colômbia, o foco da campanha será voltado à ampliação das vendas no varejo.

As azeitonas da Califórnia são cultivadas principalmente por pequenos e médios produtores familiares, que adotam práticas agrícolas sustentáveis, fator que garante a alta qualidade do produto. Entre as principais variedades comercializadas estão Manzanilla e Sevillano, apreciadas por seus sabores característicos, que variam entre notas suaves e salgadas até perfis mais intensos e robustos. Essa diversidade torna as azeitonas californianas uma escolha versátil, ideal tanto para o consumo direto quanto para composições gastronômicas mais elaboradas — uma excelente opção para consumidores exigentes em busca de produtos premium.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil tem vantagem na transição energética, mas precisa transformar potencial em estratégia industrial, aponta estudo do FGV Clima

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O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, mas ainda precisa transformar essa vantagem natural em uma estratégia industrial estruturada para garantir competitividade na economia de baixo carbono. A avaliação é do novo relatório do FGV Clima, em parceria com o Instituto Itaúsa.

O estudo integra a série “Desenhando o Futuro da Transição Energética Brasileira” e analisa como China, Estados Unidos, Índia e União Europeia conduzem suas estratégias de descarbonização, além de posicionar o Brasil nesse cenário global.

Indústria é peça-chave na transição energética brasileira

O relatório destaca que o Brasil estabeleceu meta de reduzir entre 59% e 67% suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, com base em níveis de 2005, conforme a NDC apresentada na COP 29.

Nesse contexto, a indústria aparece como eixo central da transição energética. O setor representa 23,4% do PIB, movimenta cerca de R$ 2,56 trilhões e emprega 11,8 milhões de trabalhadores, além de responder por 31,7% do consumo final de energia do país.

Brasil tem matriz limpa, mas enfrenta desafio em setores pesados

O estudo aponta que o Brasil parte de uma posição privilegiada: em 2024, 64,4% da energia consumida pela indústria veio de fontes renováveis, um dos maiores índices entre economias industrializadas.

Na geração elétrica, o avanço é ainda mais expressivo: 84% da capacidade instalada é renovável, quase o dobro da média global de 46,2%.

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Apesar disso, o relatório alerta que setores como cimento, siderurgia, química e alumínio seguem como os principais desafios da descarbonização, exigindo soluções além da eletrificação, como hidrogênio verde, CCUS (captura e armazenamento de carbono) e novas rotas produtivas.

Experiências internacionais mostram caminhos diferentes para a transição

A análise comparativa mostra que não existe um único modelo de transição energética, mas sim estratégias distintas adaptadas às realidades de cada país:

  • China: liderança industrial com coordenação estatal e domínio em cadeias de energia solar, eólica e baterias
  • Estados Unidos: forte incentivo via políticas industriais como o Inflation Reduction Act, mas com instabilidade associada a ciclos políticos
  • Índia: transição gradual com uso do carvão, ao mesmo tempo em que investe em hidrogênio verde e manufatura local
  • União Europeia: modelo regulatório avançado, com mercado de carbono estruturado e o CBAM (Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira), que desde 2026 impacta exportações de aço e alumínio

O principal aprendizado, segundo o estudo, é que previsibilidade regulatória e coordenação de longo prazo são determinantes para atrair investimentos e acelerar a descarbonização.

Brasil já estrutura política climática, mas precisa integração

O relatório aponta que o país já avançou na construção de políticas voltadas à transição energética, como:

  • Política Nacional de Transição Energética (PNTE)
  • Plano Nacional de Transição Energética (Plante)
  • Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte)
  • Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE)
  • Taxonomia Sustentável Brasileira
  • Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN)
  • Novo PAC, com R$ 466,7 bilhões destinados à transição energética até 2026
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Apesar do avanço institucional, o estudo destaca como principal desafio a falta de coordenação entre instrumentos, o que dificulta a previsibilidade para investidores, estados e setor produtivo.

Tecnologias estratégicas podem posicionar Brasil na economia verde

O levantamento também identifica áreas estratégicas em que o Brasil possui vantagens competitivas:

  • Hidrogênio verde, impulsionado por matriz renovável e potencial eólico e solar
  • Biocombustíveis avançados, como SAF para aviação e diesel verde
  • Armazenamento de energia em baterias
  • Captura e armazenamento de carbono (CCUS)
  • Minerais estratégicos como nióbio, lítio, grafite e terras raras

Essas tecnologias são vistas como fundamentais para a inserção do Brasil nas cadeias globais da economia de baixo carbono.

Coordenação e previsibilidade serão decisivas, aponta estudo

Para a coordenadora do estudo no FGV Clima, a professora Amanda Motta Schutze, o Brasil tem uma janela estratégica para transformar vantagens naturais em liderança industrial.

Segundo ela, a transição energética vai além da adoção de tecnologias limpas e envolve reposicionamento produtivo global.

O estudo conclui que a vantagem energética brasileira não se converterá automaticamente em liderança econômica. Para isso, será necessário combinar políticas consistentes, financiamento de longo prazo e coordenação institucional capaz de transformar recursos naturais em inovação, competitividade e empregos qualificados.

Fonte: Portal do Agronegócio

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