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Bahia deve registrar redução na área cultivada de feijão em 2025, aponta Conab

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Clima adverso impacta produção

O estado da Bahia deve registrar redução na área cultivada de feijão-comum em 2025, segundo o 11º Levantamento de Safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A retração está associada a fatores climáticos, como falta de chuva durante o desenvolvimento da cultura e excesso de precipitações no período de colheita.

Outros desafios enfrentados pelos produtores

Além das condições climáticas, a Conab destaca que a diminuição da área plantada também decorre de dificuldades no financiamento bancário, perda de zoneamento agrícola, escassez de mão de obra, infestação recorrente de mosca-branca, substituição pelo milho e volatilidade de preços no período de colheita.

Produtividade em queda

A produtividade da cultura, segundo o levantamento, registrou queda em relação ao levantamento anterior. O relatório da Conab indica que as primeiras lavouras implantadas apresentaram vagens menos carregadas do que o esperado, consequência da infestação de mosca-branca. Além disso, excesso de chuvas e baixas temperaturas durante a floração prejudicaram o desenvolvimento das plantas.

Precipitações irregulares e impacto no enchimento de grãos

Apesar da boa distribuição de chuvas na região Nordeste, a Conab observa que o aporte hídrico foi irregular entre o litoral e o interior. Períodos prolongados de nebulosidade e temperaturas baixas podem ter contribuído para a formação de vagens menores, e a redução de precipitações nas áreas mais recentes pode comprometer o enchimento dos grãos.

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Lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento

O levantamento aponta que as lavouras baianas seguem em variados estágios de crescimento, incluindo desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, refletindo o impacto das condições climáticas e fatores técnicos na produtividade da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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