CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Baixa oferta e melhora na qualidade elevam preço da banana no Vale do Ribeira

Publicados

AGRONEGOCIOS

Entre os dias 1º e 5 de dezembro, os preços da banana nanica e da banana prata registraram alta no Vale do Ribeira (SP). De acordo com o Hortifrúti/Cepea, a valorização está diretamente ligada à baixa oferta de frutas, um movimento sazonal já esperado para este período de colheita.

Além da menor disponibilidade, a melhoria na qualidade dos frutos também contribuiu para o aumento das cotações. As bananas deixaram de apresentar sinais típicos das temperaturas mais baixas registradas entre julho e setembro, como a casca mais escura, o que resultou em uma demanda mais aquecida nos mercados atacadistas.

Chuvas favorecem a recuperação da qualidade das frutas

Com o retorno das chuvas no Vale do Ribeira, após um período seco que se estendeu de julho até meados de outubro, a expectativa é de que a qualidade das bananas continue melhorando nas próximas semanas. Esse cenário deve sustentar o movimento de alta nos preços no curto prazo.

Cotações registram avanço de até 11% na semana

De acordo com os dados do Cepea, a banana nanica de primeira qualidade foi comercializada a R$ 2,92/kg, representando um aumento de 5% em relação à semana anterior. Já a banana prata alcançou o valor médio de R$ 3,30/kg, com alta de 11% no mesmo período.

Leia Também:  Arroz no RS registra produtividade acima do esperado e colheita atinge mais de 98% da área
Expectativa de novas altas com aumento da demanda de fim de ano

Com a aproximação das festas e o crescimento do fluxo de turistas nas regiões litorâneas, os colaboradores do Hortifrúti/Cepea esperam uma demanda ainda mais intensa por frutas de melhor qualidade, o que pode resultar em novas elevações nos preços até o final de dezembro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Tecnologia transforma açúcar em insumo para medicamentos e cosméticos

Publicados

em

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) avançou no desenvolvimento de uma plataforma para produzir compostos químicos de alto valor agregado a partir de açúcares. Em testes de laboratório, o trabalho utilizou leveduras modificadas para obter uma molécula empregada na fabricação de polímeros, medicamentos, cosméticos e insumos agrícolas. A pesquisa abre caminho para ampliar o uso de matérias-primas renováveis em processos que hoje dependem de derivados do petróleo.

O resultado foi divulgado pela instituição em 29 de setembro. Desenvolvida no âmbito da Embrapa Agroenergia, a metodologia combina ferramentas de análise molecular para identificar como os microrganismos aproveitam os açúcares e quais limitações precisam ser superadas para melhorar a produção. O trabalho foi realizado em parceria com o Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental, na Alemanha.

Para o agronegócio, a perspectiva é ampliar as possibilidades de transformação da biomassa em produtos de maior valor. A obtenção de moléculas para a indústria química pode diversificar o aproveitamento de matérias-primas renováveis e aproximar a produção agrícola de mercados como os de materiais, ingredientes e insumos industriais. A viabilidade dessa rota dependerá de seu desempenho fora do laboratório.

Leia Também:  Fenagra 2026 reúne indústria de nutrição animal e humana

Nos experimentos, uma linhagem geneticamente modificada da levedura Saccharomyces cerevisiae produziu ácido p-hidroxibenzoico, identificado pela sigla PHBA. O composto funciona como precursor químico, uma substância utilizada na fabricação de outros produtos. Os ensaios ocorreram em biorreatores, equipamentos que permitem controlar as condições de cultivo e acompanhar o funcionamento do microrganismo.

A contribuição da plataforma está em observar diferentes etapas desse processo de forma integrada. As análises examinam proteínas, moléculas produzidas pelas reações celulares e o percurso das substâncias dentro da levedura. Com essas informações, é possível localizar gargalos e orientar modificações para direcionar uma parcela maior da matéria-prima ao composto desejado.

Uma das técnicas empregadas acompanha o carbono utilizado pelas células por meio de marcadores isotópicos. Segundo a Embrapa, o trabalho gerou um banco de dados com mais de 28 mil metabólitos e cerca de 1,7 mil proteínas anotadas. Esse conjunto de informações poderá apoiar a seleção e o desenvolvimento de microrganismos para diferentes aplicações agroindustriais.

Os protocolos de fermentação também foram ajustados. A concentração de glicose no meio de cultivo caiu de 20 para 10 gramas por litro, reduzindo os custos dos experimentos com marcadores. O resultado se refere aos procedimentos de pesquisa e não permite concluir que uma futura operação industrial terá redução equivalente no consumo de açúcar ou no custo de fabricação.

Leia Também:  Missão na China pode gerar até US$ 110 milhões em negócios para cafés especiais do Brasil

A instituição pretende aproveitar o conhecimento adquirido na avaliação de seu acervo de microrganismos, que reúne mais de 20 mil ativos da biodiversidade brasileira. A metodologia poderá ajudar a identificar linhagens com potencial para produzir bioinsumos, ingredientes funcionais, compostos aromáticos e outras moléculas de interesse econômico.

O avanço reforça uma frente de pesquisa que busca agregar valor à produção renovável brasileira. Para chegar à indústria, os processos precisarão combinar rendimento, regularidade e custos competitivos. É essa etapa que determinará se a capacidade demonstrada no laboratório poderá gerar novas oportunidades para fornecedores de matérias-primas, agroindústrias e fabricantes de produtos químicos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA