AGRONEGOCIOS
Balança comercial de frutas mantém superávit e exportações batem recorde no início de 2025
AGRONEGOCIOS
Superávit histórico na parcial do ano
De janeiro a maio de 2025, a balança comercial de frutas permaneceu positiva: as exportações somaram US$ 409,7 milhões, valor 5,4 % superior ao mesmo período de 2024, enquanto as importações, embora ainda aquecidas, foram menores em volume graças à recuperação da oferta nacional.
Volume exportado cresce 24 %
No intervalo analisado, o Brasil embarcou 442,3 mil toneladas, alta de 24 % sobre o ano passado. Holanda (44 %), Reino Unido (19 %) e Espanha (15 %) seguem como principais destinos.
Maio reflete sazonalidade, mas desempenho segue forte
Mesmo com a tradicional desaceleração do outono, os embarques de maio caíram 25 % frente a abril, totalizando 71 mil t. A receita recuou 29 %, influenciada por preços médios menores, mas os níveis permanecem acima dos verificados em maio de 2024.
Limões e limas assumem a ponta em maio
A liderança mensal nas exportações passou dos mangos para limões e limas, impulsionados pela demanda europeia. Manga, uva, melão e mamão completam o ranking das cinco frutas mais embarcadas.
Segundo semestre deve acelerar envios
A expectativa é de que a safra brasileira seja beneficiada por clima mais estável:
- Uvas e mangas do Vale do São Francisco devem sustentar volumes robustos entre outubro e novembro;
- Mangas tendem a retomar força a partir de agosto, após oferta mais limitada no primeiro semestre;
- Melões do Rio Grande do Norte reentram na pauta exportadora entre agosto e setembro, superado o período de entressafra.
Importações: peras, maçãs e kiwis dominam a pauta
Do lado das compras externas, peras, maçãs e kiwis lideraram as entradas em maio, com o Chile respondendo por 45 % do total. Apesar da recuperação da produção doméstica de maçã, ainda são necessárias importações chilenas (77 %) e argentinas (21 %). O kiwi teve mês recorde, com 4,1 mil t internalizadas; a participação da Nova Zelândia subiu para 21 %, reflexo de sua safra recorde em 2024.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto
Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.
Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.
A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.
Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.
A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.
No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.
É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.
A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.
O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.
No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.
O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.
As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.
A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.
Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.
Fonte: Pensar Agro



