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Barraginhas Garantem Sustentabilidade e Produção de Hortaliças no Norte de Minas

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Em uma parceria inovadora entre a Emater-MG e a prefeitura de Novorizonte, no Norte de Minas, agricultores familiares da região semiárida estão conseguindo superar os desafios da estiagem e transformar a produção agrícola. O uso das barraginhas, pequenas represas que armazenam água da chuva, tem se mostrado eficaz no fortalecimento da agricultura local, possibilitando a irrigação de hortaliças e a preservação ambiental.

Ação Integrada para Superar a Seca

O Programa de Fortalecimento e Incentivo aos Produtores Agro Familiares, criado em 2023, visa combater a escassez de água na região e promover a produção agrícola sustentável. Por meio dessa ação, a Emater-MG e a prefeitura de Novorizonte estão implementando a construção de barraginhas para armazenar água durante os períodos de seca, uma solução eficaz para minimizar os danos causados pela estiagem.

“Sabemos das dificuldades enfrentadas pelos agricultores, por isso, oferecemos as condições necessárias para que eles permaneçam no campo, produzindo. As barraginhas têm sido fundamentais para a irrigação e para a preservação ambiental”, afirma Hary Brener Viana da Paixão, extensionista da Emater-MG.

Benefícios Além da Irrigação: Preservação Ambiental

As barraginhas não só garantem o armazenamento de água para a irrigação das lavouras, mas também desempenham um papel importante na recuperação ambiental. A água captada nas barraginhas alimenta o lençol freático e restaura corpos d’água, como rios e córregos, que antes eram assoreados pelas enxurradas. A ação contribui para a redução da erosão e melhora a qualidade do solo e da água.

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“A água, que antes era levada pelas enxurradas, agora alimenta o lençol freático e restaura os corpos d’água, gerando um impacto positivo no meio ambiente”, destaca Hary Paixão.

Resultados Positivos para os Agricultores

Atualmente, 18 agricultores estão sendo assistidos pelo programa e têm observado melhorias substanciais na produção de hortaliças. Antônio Lisboa, agricultor da comunidade de Córrego do Janta, relata que, antes da implementação do projeto, a produção de alimentos atendia apenas às necessidades da sua família. Agora, além de abastecer o mercado local, ele tem comercializado excedentes para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e expandiu a atividade com a criação de peixes.

“A água que agora posso usar para irrigar a lavoura e criar peixes tem melhor qualidade. Isso fez toda a diferença no aumento da produção”, afirma Antônio.

Ações de Apoio e Expansão do Programa

Nos dois anos de implementação, mais de 100 agricultores foram beneficiados pela construção de barraginhas em suas propriedades, o que possibilitou o armazenamento de água para o período de estiagem. A prefeitura de Novorizonte, por meio do programa, fornece sementes de olerícolas, tratores para gradear as terras e água potável para consumo humano. Além disso, oferece espaços para a realização de feiras livres, fortalecendo a comercialização local.

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A Emater-MG, por sua vez, oferece assistência técnica aos produtores, além de integrá-los em programas como o PNAE, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Garantia Safra, ampliando as oportunidades de mercado para os agricultores.

Como Participar do Programa

Para se beneficiar do programa, é necessário que os agricultores atendam a alguns requisitos: disponibilizar espaço para a construção da barraginha, enfrentar dificuldades no acesso à água na propriedade e praticar a agricultura sustentável. A inclusão no programa representa uma oportunidade para muitos agricultores da região semiárida melhorarem a produção e a qualidade de vida.

O uso de barraginhas no Norte de Minas tem mostrado ser uma solução eficaz para a escassez de água e os problemas causados pela seca. Com o apoio da Emater-MG e da prefeitura de Novorizonte, a agricultura familiar da região tem alcançado resultados positivos, com aumento na produção de hortaliças e inclusão em importantes programas de comercialização. A ação integrada entre as instituições e os produtores está promovendo não apenas o fortalecimento da economia local, mas também a sustentabilidade ambiental, trazendo benefícios para toda a comunidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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