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BASF apresenta soluções integradas para soja, milho e algodão no Show Safra Mato Grosso 2026

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A BASF Soluções para Agricultura marca presença no Show Safra Mato Grosso 2026, em Lucas do Rio Verde (MT), com um portfólio completo que combina genética avançada, proteção de cultivos e ferramentas digitais. A iniciativa visa apoiar produtores na eficiência, produtividade e sustentabilidade ao longo de todo o ciclo produtivo.

Cenário agrícola favorável para a safra 2025/26

A participação da BASF ocorre em um momento positivo para o agronegócio brasileiro. Segundo o 6º Levantamento da safra divulgado pela Conab, a produção nacional de grãos deve atingir 353,4 milhões de toneladas, crescimento de 0,3% em relação ao ciclo anterior, com perspectiva de novo recorde histórico.

Estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso, permanecem como protagonistas na produção de grãos e fibras, com estimativa de 110 milhões de toneladas, mesmo com retração de 2,2% em relação ao ciclo anterior.

Genética de soja com alto potencial produtivo

Para a soja, a BASF destaca os portfólios SoyTech® e Credenz®, desenvolvidos para diferentes ambientes produtivos:

  • SoyTech® ST 807 I2X: alto teto produtivo, excelente sanidade radicular e resistência ao nematoide de cisto.
  • ST 752 I2X: indicada para áreas de média e alta fertilidade, combina resistência ao nematoide de cisto e à fitoftora.
  • ST 745 I2X e ST 828 I2X: variedades com alto potencial produtivo e arquitetura de planta superior, adaptáveis ao Cerrado.
  • Credenz® CZ 37B39 I2X, CZ 37B66 I2X, CZ 47B91 I2X e CZ 58B10 I2X: variedades adaptáveis, com resistência a múltiplas raças de nematoides e tolerância ao acamamento.
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José Gomes, responsável pelo negócio de sementes de soja da BASF, reforça: “Nosso objetivo é disponibilizar soluções que contribuam diretamente para elevar o desempenho das lavouras.”

Sementes e genética para algodão de alta performance

No algodão, a empresa apresenta a linha FiberMax®, reconhecida por produtividade e qualidade de fibra, com cultivares adaptadas a diferentes condições:

  • FM 945 STP e FM 933 STP: alto rendimento e resistência à ramulária e nematoides.
  • FM 979 STP: rusticidade e sistema radicular agressivo para áreas desafiadoras.
  • FM 911 GLTP e FM 978 GLTP: flexibilidade de manejo, ciclo precoce e recuperação rápida da planta.

A tecnologia Seletio®, resistente ao herbicida Durance® S, reforça o controle de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha e caruru.

Warley Palota, gerente de Marketing de Cultivo Algodão, destaca: “Oferecemos soluções integradas para genética e proteção de cultivos, garantindo eficiência e consistência na produtividade.”

Manejo integrado e proteção de lavouras

A BASF também apresenta soluções de proteção de cultivos, como:

  • Standak® Prime: tratamento de sementes que protege contra nematoides e reduz falhas de germinação.
  • Escudo Verde: combina fungicidas Belyan®, Blavity® e Keyra® para controle de doenças como ferrugem asiática, mancha-alvo e cercóspora.
  • Efficon®: controla pragas como cigarrinhas, pulgões e mosca-branca, com ação sistêmica e residual prolongada.
  • Graciela Mognol, diretora de Marketing, afirma: “Investimos continuamente em inovação para fortalecer o portfólio e impulsionar uma agricultura mais produtiva e sustentável.”
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Agricultura digital e tomada de decisão no campo

A plataforma xarvio® FIELD MANAGER integra dados do campo para orientar decisões estratégicas, como o momento ideal de aplicação de insumos e definição de taxas de semeadura.

Resultados em Mato Grosso na safra 2024/25 demonstram ganhos médios de produtividade com tecnologias combinadas:

  • Soja: +6,4 sacas/ha
  • Milho: +11,7 sacas/ha
  • Algodão: +12,1 @/ha

Marcelo Rennó, gerente técnico de vendas do xarvio, destaca: “Integrar dados, manejo e tecnologia ao longo do ciclo produtivo permite estratégias mais eficientes e sustentáveis para o agricultor.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil importa 73% das vacinas contra doença fatal no gado

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O Brasil colocou no mercado 9,98 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em agosto, mas quase três em cada quatro vieram do exterior. Os dados mostram que a oferta mensal se manteve próxima de 10 milhões de doses, enquanto a produção nacional perdeu participação e aumentou a dependência das importações para proteger os rebanhos.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 7,30 milhões de doses disponibilizadas no mês passado foram importadas, o equivalente a 73,16% do total. As fábricas brasileiras forneceram 2,68 milhões de doses, ou 26,84%.

Em julho, haviam sido colocadas no mercado 10,16 milhões de doses, das quais 60,31% eram importadas. Na passagem de um mês para o outro, a oferta total diminuiu 1,7%, mas a produção nacional caiu aproximadamente 34%. As importações cresceram 19% e sustentaram o abastecimento.

O balanço não significa necessariamente que as vacinas chegaram de forma regular a todas as regiões. O número divulgado pelo governo corresponde às doses liberadas para comercialização, e não à quantidade efetivamente vendida, distribuída em cada Estado ou aplicada nos animais.

O acompanhamento mensal começou depois de uma escassez registrada no início do ano. Fabricantes interromperam a produção e a comercialização de imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026, reduzindo a oferta em um mercado já concentrado. Desde então, o governo passou a acelerar a análise de lotes importados e a negociar com as empresas a ampliação da produção.

As clostridioses não são uma única doença. O nome reúne diferentes enfermidades provocadas por bactérias do gênero Clostridium e, principalmente, pelas toxinas produzidas por esses microrganismos. Entre as mais conhecidas estão o botulismo, o carbúnculo sintomático, chamado no campo de manqueira, a gangrena gasosa, a enterotoxemia e o tétano.

Essas bactérias conseguem formar esporos resistentes, que permanecem por longos períodos no solo, na água, em restos de animais e no ambiente das propriedades. Em determinadas condições, os microrganismos se multiplicam ou produzem toxinas que atingem o sistema nervoso, os músculos ou o aparelho digestivo dos animais.

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No botulismo, a toxina provoca paralisia progressiva, dificuldade para caminhar e engolir e, nos casos graves, parada respiratória. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de água ou alimento impróprio e pelo contato com restos de animais em pastagens, silagens ou suplementos.

O carbúnculo sintomático atinge principalmente bovinos jovens e bem alimentados. A doença provoca febre, dificuldade de locomoção e inchaço dos músculos. A evolução é muito rápida e a mortalidade pode se aproximar de 100%. Em muitas ocorrências, o animal é encontrado morto antes que o produtor perceba sinais claros.

A enterotoxemia está associada à produção de toxinas no intestino e pode surgir após mudanças bruscas na alimentação, especialmente em sistemas intensivos. O tétano e a gangrena gasosa estão relacionados à contaminação de ferimentos, inclusive aqueles provocados por procedimentos de manejo.

As clostridioses geralmente não se espalham entre os animais da mesma forma que uma virose altamente contagiosa. O risco está na presença dos agentes no ambiente e na dificuldade de tratamento. Como a evolução costuma ser rápida, a vacinação preventiva é considerada a principal forma de controle.

O prejuízo começa com a morte do animal, mas não termina nela. O produtor perde o valor investido em genética, alimentação, medicamentos, mão de obra e tempo de criação. Também pode ter gastos com diagnóstico, descarte da carcaça, atendimento veterinário e revisão do manejo sanitário e nutricional.

Pelos preços atuais, um bezerro vale cerca de R$ 3,4 mil. Um bovino terminado com 18 arrobas pode superar R$ 6,2 mil, considerando a cotação do boi gordo próxima de R$ 347 por arroba. Em confinamentos, a perda inclui ainda toda a alimentação consumida até o momento da morte, o que torna o prejuízo maior conforme o animal se aproxima do abate.

Levantamentos realizados em confinamentos colocam as clostridioses entre as principais causas sanitárias de mortalidade. Em propriedades sem vacinação adequada, surtos de botulismo ou manqueira podem atingir vários animais em poucos dias e comprometer o resultado de um lote inteiro.

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Não existe uma estimativa oficial consolidada do prejuízo anual provocado por essas doenças em todo o País. O impacto nacional ocorre pela soma das mortes nas propriedades, da menor produção de carne e leite e do aumento das despesas sanitárias. Diferentemente da febre aftosa, as clostridioses não costumam provocar o fechamento generalizado de mercados internacionais, mas reduzem a eficiência econômica da pecuária.

Com um rebanho de aproximadamente 238 milhões de bovinos, além de milhões de ovinos e caprinos que também podem ser imunizados, o Brasil precisa de oferta contínua. Uma única aplicação nem sempre completa a proteção. Animais vacinados pela primeira vez geralmente precisam de dose inicial e reforço, conforme a idade, o produto utilizado e a orientação do médico-veterinário.

Por isso, não é possível comparar diretamente as quase 10 milhões de doses liberadas em agosto com o tamanho total do rebanho e concluir que o volume é suficiente ou insuficiente. A necessidade varia ao longo do ano e depende do histórico de vacinação, da categoria animal e dos riscos presentes em cada propriedade.

A retomada das importações reduziu o risco imediato de falta, mas a queda da produção nacional mantém o setor exposto a atrasos logísticos, oscilações cambiais e problemas nos países fornecedores. O desafio agora é garantir que a oferta permaneça regular e chegue às regiões pecuárias antes de ocorrerem falhas nos calendários de imunização.

O Mapa informou que trabalha com a indústria para ampliar a fabricação no País, viabilizar as importações e acelerar a fiscalização e a liberação dos produtos. Para o produtor, a orientação é não substituir ou adiar o protocolo por conta própria e procurar o médico-veterinário responsável para definir a vacina e o calendário adequados ao rebanho.

Fonte: Pensar Agro

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