AGRONEGOCIOS
Bayer fortalece agricultura familiar com tecnologia e apoio à produção de algodão no norte de Minas
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Apoio à agricultura familiar com foco em inovação
Reconhecendo os desafios enfrentados por pequenos produtores, como acesso limitado à tecnologia, insumos e assistência técnica, a Bayer intensificou suas ações de apoio à agricultura familiar em Catuti, no norte de Minas Gerais. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a produção de algodão em uma região historicamente afetada por pragas, como o bicudo-do-algodoeiro.
A ação faz parte do compromisso global da empresa de impactar positivamente 100 milhões de pequenos agricultores em países emergentes até 2030.
Parceria com a Coopercat e transferência de tecnologia
A Bayer, em parceria com a Cooperativa dos Produtores Rurais de Catuti (Coopercat), beneficiou 76 agricultores associados com a transferência de tecnologia, distribuição de sementes de alto desempenho, ferramentas digitais e suporte técnico especializado. A empresa também forneceu treinamentos e orientações sobre o uso seguro de defensivos agrícolas, além de doar um drone para pulverização.
Com atuação na região há cerca de 20 anos, a Bayer tem colaborado para modernizar o cultivo do algodão, promovendo práticas mais sustentáveis e eficientes.
Retomada da cotonicultura e cenário promissor
A região norte de Minas já teve destaque na produção de algodão, mas sofreu retração nos últimos anos devido a infestações de pragas. O trabalho conjunto da Bayer, Coopercat e parceiros busca reverter esse cenário.
A retomada da produção ganha ainda mais relevância diante do crescimento da cotonicultura no país. Em 2024, o Brasil se tornou o maior exportador mundial de algodão em pluma, com previsão de produção de 3,9 milhões de toneladas, segundo a Conab. Minas Gerais deve colher 76,8 mil toneladas, um aumento de 18% em relação à safra anterior.
Sementes adaptadas ao clima semiárido
Nesta safra, a Bayer doou 150 sacos de sementes Deltapine com biotecnologia Bollgard® 3 RRFlex®, plantadas em 250 hectares por 40 agricultores. Outras 100 sacas já haviam sido doadas na safra anterior a 36 produtores, cobrindo 182 hectares.
As variedades DP 1866 B3RF e DP 1857 B3RF têm alto desempenho no clima semiárido da Caatinga e oferecem resistência a pragas e doenças, além de permitir o controle eficaz de plantas daninhas com glifosato.
Dia de Campo e resultados positivos
Em 28 de maio, a Fazenda Lagoa Escura, em Catuti, sediou um Dia de Campo com a presença de agricultores, representantes da Bayer e parceiros. O evento apresentou os resultados da safra e as inovações implementadas.
Segundo o técnico agropecuário da Coopercat, José Tibúrcio de Carvalho Filho, os produtores que utilizaram as sementes da Bayer alcançaram produtividade de até 400 arrobas por hectare, superando a média regional de 250 arrobas. A qualidade da pluma também foi destacada.
Pulverização de precisão com drones
A doação de um drone para aplicação de inseticidas permitiu pulverizações mais assertivas e sustentáveis, com redução de até 96% da calda de pulverização. O uso do drone, aliado à biotecnologia, melhorou o controle de pragas como o bicudo-do-algodoeiro e a lagarta Spodoptera, com menor risco de contaminação ambiental.
“O projeto possibilita o uso de soluções que antes eram inacessíveis aos pequenos produtores, promovendo maior eficiência e segurança”, destaca José Tibúrcio.
Integração lavoura-pecuária fortalece renda das famílias
Os agricultores da Coopercat utilizam também os caroços do algodão como fonte de alimentação para o gado leiteiro e de corte, atividade essencial para a renda das famílias. A diversificação com a pecuária fortalece o ecossistema produtivo regional.
Próximos passos: modernização do maquinário
Com os resultados positivos, o próximo objetivo da Coopercat é buscar novas parcerias para aquisição de maquinário agrícola e expansão das áreas cultivadas. A meta é melhorar o plantio e a colheita com plantadeiras de precisão a vácuo, otimizando o uso de sementes certificadas e aumentando o potencial produtivo.
Apoio institucional e fortalecimento da cotonicultura
A iniciativa conta com apoio de diversas entidades, como:
- Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa)
- Centro de Difusão de Tecnologias Algodoeiras de Catuti
- Prefeitura Municipal
- Universidade Federal de Lavras (UFLA)
- Agência Brasileira de Cooperação
- Fundo Algominas
- Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas)
Essas parcerias reforçam o objetivo de recolocar o norte de Minas Gerais no cenário nacional da produção de algodão, promovendo inclusão produtiva, inovação e sustentabilidade para os pequenos produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026
O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.
De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.
Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto
No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.
O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.
Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.
Menor produção pode aumentar dependência de importações
A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.
As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.
No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.
No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.
Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais
Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.
Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.
Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.
Paraná enfrenta resistência para novas altas
No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.
Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.
O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.
Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.
Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses
Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.
A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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