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BNDES vai ampliar em R$ 41 bilhões os recursos destinados à indústria até 2026, afirma Mercadante

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira (26) que o banco irá ampliar em R$ 41 bilhões os recursos destinados à indústria brasileira até o final de 2026. A nova meta eleva o volume total de apoio para R$ 300 bilhões, superando a previsão inicial de R$ 259 bilhões.

Anúncio ocorre durante evento sobre a Nova Indústria Brasil

A declaração foi feita durante um evento do BNDES voltado à política industrial Nova Indústria Brasil (NIB). “Vamos aumentar em R$ 41 bilhões nosso orçamento para a indústria até o fim de 2026. Vamos ter que fazer R$ 300 bilhões”, destacou Mercadante.

R$ 205 bilhões já foram liberados desde o início do atual governo

De acordo com o presidente do BNDES, desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o banco já liberou mais de R$ 205 bilhões em empréstimos voltados ao setor produtivo.

Selic elevada é desafio, afirma Mercadante

Durante sua fala, Mercadante criticou o atual nível da taxa básica de juros (Selic), hoje em 13,75% ao ano, afirmando que ela representa “um ponto fora da curva” e que o país precisa discutir uma transição. “Vamos aumentar nosso orçamento com essa taxa Selic, que é um ponto fora da curva”, disse.

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Impacto do IOF também é debatido

O presidente do BNDES também comentou sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), destacando que ele exerce um papel de contração monetária, mas com efeitos distintos: “A Selic gera dívida e o IOF gera receita”, afirmou, ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Pacote fiscal do governo inclui aumento do IOF

Na semana anterior, o Ministério da Fazenda anunciou um pacote de medidas para cumprir as regras fiscais, incluindo um bloqueio de R$ 31,3 bilhões em despesas e o aumento do IOF. As mudanças afetam empresas, operações de câmbio e previdência privada.

A ampliação do orçamento do BNDES para a indústria reforça o papel do banco no incentivo ao crescimento do setor produtivo, mesmo diante de um cenário de juros altos e contenção fiscal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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