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Boi gordo mantém estabilidade em São Paulo e mostra firmeza em outras praças com exportações aquecidas

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Mercado do boi gordo inicia semana com preços estáveis em São Paulo

O mercado do boi gordo abriu a semana com estabilidade nas cotações em São Paulo, refletindo um cenário de equilíbrio entre oferta e demanda. Mesmo com parte dos frigoríficos fora das compras, não houve pressão negativa nos preços.

Entre as indústrias que permaneceram ativas, as negociações ocorreram dentro das referências vigentes, sem registros de negócios abaixo dos patamares atuais, tanto para machos quanto para fêmeas.

Escalas de abate seguem ajustadas e sustentam preços

As escalas de abate no estado paulista atendiam, em média, a seis dias úteis, indicando uma programação confortável por parte dos frigoríficos, mas sem excesso de oferta que pressionasse as cotações.

Esse nível de escala contribui para a manutenção dos preços, reforçando um ambiente de estabilidade no curto prazo.

Mato Grosso registra leves altas e mercado regional heterogêneo

No Mato Grosso, o mercado apresentou viés de alta para o boi gordo na comparação diária, embora com comportamentos distintos entre as regiões.

  • Região Norte: estabilidade nas cotações em todas as categorias.
  • Região Sudoeste: alta de R$ 1,00/@ para o boi gordo, enquanto a novilha recuou R$ 2,00/@.
  • Região de Cuiabá: valorização de R$ 2,00/@ para o boi gordo, com estabilidade nas demais categorias.
  • Região Sudeste: alta de R$ 2,00/@ para o boi gordo e para a vaca gorda, enquanto a novilha permaneceu estável.
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A arroba do chamado “boi China” não apresentou alterações, indicando estabilidade na demanda por animais destinados à exportação.

Exportações de carne bovina ganham força em março

No mercado externo, o desempenho das exportações segue positivo e contribui para dar sustentação aos preços internos.

Até a segunda semana de março, o Brasil embarcou 115,6 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 11,5 mil toneladas — avanço de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025.

O preço médio de exportação alcançou US$ 5,7 mil por tonelada, representando alta expressiva de 17,6% na comparação anual.

Cenário atual do boi gordo aponta firmeza e viés positivo

No cenário atual, o mercado do boi gordo segue com viés de firmeza, sustentado por escalas controladas, exportações aquecidas e oferta relativamente ajustada.

Apesar da cautela de parte dos frigoríficos, a ausência de negócios abaixo da referência indica resistência dos pecuaristas em ceder nos preços.

A tendência no curto prazo é de manutenção desse equilíbrio, com possíveis movimentos de alta pontual em algumas praças, especialmente se a demanda externa continuar aquecida.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo de pastagens antes da seca pode reduzir custos e garantir ganho de peso na pecuária

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Manejo antecipado das pastagens é decisivo para enfrentar a seca

A aproximação da estação seca exige atenção redobrada dos pecuaristas no manejo das pastagens. Com a redução das chuvas, há queda na produção e na qualidade da forragem, o que impacta diretamente o desempenho dos rebanhos.

Esse período de transição é considerado estratégico, pois ainda permite a formação de reserva de pasto e ajustes no sistema produtivo para reduzir perdas ao longo dos meses de menor crescimento das plantas.

Oferta de forragem pode cair até 70% na seca

De acordo com o técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, Robson Luiz Slivinski Dantas, o manejo adequado nesse momento é determinante para evitar prejuízos.

Segundo ele, a redução das chuvas desacelera o crescimento das pastagens e compromete sua qualidade nutricional.

“Um manejo adequado pode garantir uma oferta de matéria seca entre 2% e 3% do peso vivo dos animais, evitando déficits que comprometem o ganho de peso e geram perdas econômicas importantes”, explica.

Além da redução na oferta, a qualidade da forragem também cai significativamente, com aumento da fibra e redução de proteína e digestibilidade.

Falta de planejamento aumenta custos e degrada pastagens

Entre os principais erros cometidos por produtores nesse período estão:

  • Superlotação das áreas
  • Ausência de pastejo rotacionado
  • Falta de adubação estratégica
  • Não monitoramento da altura do pasto
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Essas práticas aceleram a degradação das áreas e reduzem a capacidade de suporte.

“Quando o produtor não mede a oferta de pasto e mantém a lotação elevada, ele consome a reserva antes do período crítico. O resultado é aumento dos custos e menor produtividade”, alerta Dantas.

Ajuste de lotação é chave para preservar forragem

Uma das principais estratégias recomendadas é o ajuste gradual da taxa de lotação.

A redução planejada do número de animais por hectare ajuda a preservar a reserva de forragem para a seca.

“É possível preservar até 50% a mais de pasto quando a lotação é ajustada de forma estratégica”, afirma o especialista.

O manejo também deve priorizar áreas de descanso e organização do pastejo rotacionado.

Adubação no fim das águas ainda traz ganhos produtivos

Mesmo no fim do período chuvoso, a adubação pode contribuir para aumentar a produção de forragem.

A aplicação de nitrogênio, em áreas com bom potencial produtivo, pode elevar a produção entre 20% e 40%, favorecendo a formação de reservas.

Essa prática melhora o aproveitamento da área e ajuda a sustentar o rebanho durante a seca.

Planejamento garante desempenho e reduz perdas na seca

Com planejamento adequado, é possível manter ganhos de peso entre 0,5 kg/dia e 0,8 kg/dia, mesmo com suplementação mínima.

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Segundo Dantas, a antecipação das decisões reduz impactos produtivos e reprodutivos no rebanho.

Quando não há planejamento, os prejuízos podem ser significativos, incluindo queda de desempenho e aumento de custos operacionais.

Boas práticas ajudam a atravessar o período crítico

Entre as recomendações práticas para o produtor estão:

  • Monitoramento semanal da altura do pasto
  • Planejamento da lotação futura
  • Adubação nitrogenada em áreas prioritárias
  • Implantação de pastejo rotacionado

Essas medidas ajudam a preservar tanto a quantidade quanto a qualidade da pastagem.

Falta de manejo pode gerar perdas de até R$ 500 por hectare

A ausência de planejamento pode resultar em perdas econômicas expressivas, incluindo:

  • Redução do ganho de peso
  • Maior necessidade de suplementação
  • Aumento da mortalidade
  • Queda na produtividade do abate

“Sem planejamento, os prejuízos podem chegar a R$ 500 por hectare”, destaca o especialista.

Soluções para manejo eficiente das pastagens

A Nossa Lavoura oferece insumos e soluções voltadas ao manejo estratégico, incluindo:

  • Adubos NPK balanceados
  • Sementes de pastagens mais resistentes
  • Corretivos de solo

Segundo Dantas, o uso combinado dessas ferramentas permite ampliar a reserva de forragem e reduzir custos.

“Com planejamento e tecnologia, o produtor atravessa a seca com mais segurança e produtividade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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