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Bolsas da China e Hong Kong sobem com otimismo sobre acordo comercial e valorização das moedas locais

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Os mercados acionários da China e de Hong Kong encerraram o pregão desta terça-feira com as maiores altas em um mês, impulsionados pelas expectativas de avanço nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos, além da valorização das moedas locais. Apesar de dados fracos sobre o setor de serviços chinês, o sentimento positivo prevaleceu entre os investidores, sobretudo no retorno do feriado em países asiáticos.

Ganhos impulsionados por tecnologia e câmbio

As ações de tecnologia lideraram os ganhos nas bolsas chinesas, refletindo a confiança renovada dos investidores após o fortalecimento das moedas asiáticas — movimento interpretado como um afastamento dos ativos em dólar.

Na China, o índice de Xangai (SSEC) fechou com alta de 1,13%, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen — avançou 1,01%. Foi o melhor desempenho diário de ambos os índices em quase um mês.

Já em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,7%, também alcançando seu maior patamar em um mês.

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Indicadores de serviços abaixo do esperado não abalaram otimismo

Apesar de uma pesquisa privada ter indicado que a atividade de serviços da China cresceu no ritmo mais lento dos últimos sete meses em abril, devido às incertezas provocadas por tarifas mais altas dos Estados Unidos, os investidores preferiram focar em sinais de avanço diplomático entre os dois países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no domingo que Washington está em conversas com diversos países, incluindo a China, para negociar novos acordos comerciais — o que gerou expectativa de alívio nas tensões.

Moedas asiáticas valorizadas reforçam sentimento positivo

A valorização das moedas asiáticas também contribuiu para o bom desempenho das bolsas. O iuan chinês atingiu o maior valor em um mês e meio, enquanto o dólar de Hong Kong chegou novamente ao teto da sua faixa de variação, exigindo intervenção do banco central local.

Esse movimento foi interpretado como um sinal de fortalecimento das economias asiáticas, o que elevou a confiança dos investidores e impulsionou o mercado de ações.

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Desempenho dos principais índices asiáticos

Além dos mercados da China continental e de Hong Kong, outras bolsas da região também registraram variações moderadas:

  • Hong Kong (Hang Seng): +0,70%, aos 22.662 pontos
  • Xangai (SSEC): +1,13%, aos 3.316 pontos
  • CSI300 (Xangai e Shenzhen): +1,01%, aos 3.808 pontos
  • Seul (Kospi): +0,12%, aos 2.559 pontos
  • Taiwan (Taiex): -0,05%, aos 20.522 pontos
  • Cingapura (Straits Times): +0,19%, aos 3.860 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): -0,08%, aos 8.151 pontos
  • Tóquio (Nikkei): mercado fechado

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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